Retornar a Hell’s Paradise: Jigokuraku é como revisitar um território tão fascinante quanto letal. A estreia da segunda temporada demonstra maturidade ao evitar excessos e impactos artificiais, optando por algo muito mais eficaz: reconduzir o espectador, com segurança e tensão, a um mundo hostil onde o perigo é constante e a sobrevivência nunca é garantida. O episódio inicial compreende o peso de seu próprio legado e respeita a força narrativa construída anteriormente, sem pressa ou exageros desnecessários.
Mais uma vez, a ilha assume o papel central da experiência. Seu visual continua impressionando não apenas pela estética exuberante, mas pelo contraste perturbador entre o belo e o grotesco. Paisagens quase paradisíacas, repletas de cores vibrantes e vegetação exuberante, coexistem com violência extrema, morte e criaturas inquietantes. Essa dualidade visual reforça a identidade da série e cria uma atmosfera de desconforto constante. A direção utiliza com precisão enquadramentos e ritmo: planos abertos destacam a imponência e a estranheza do ambiente, enquanto closes intensificam o horror, a dor e o desespero dos personagens. Cada cena é cuidadosamente construída para provocar fascínio, inquietação ou ambos.
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No campo narrativo, o episódio avança com confiança. Não há esforço em reintroduzir conceitos já estabelecidos, o que permite que a história siga adiante mantendo o tom sombrio e brutal que definiu a obra desde sua estreia. A sensação é clara: a jornada será ainda mais pesada, violenta e emocionalmente desgastante. Hell’s Paradise não suaviza sua proposta, trata-se de uma narrativa sobre sobrevivência, fé, desespero e os limites da humanidade diante da morte.
A animação, novamente sob responsabilidade do estúdio MAPPA, que também trabalha simultaneamente em outras grandes produções da temporada, mantém um padrão técnico elevado. As cenas de ação apresentam fluidez, impacto e clareza, aspectos fundamentais para uma obra marcada pela violência intensa. Os golpes transmitem peso real, a coreografia é precisa e as transições entre cenas preservam a imersão. Fora dos combates, a animação continua eficiente ao explorar gestos sutis, expressões faciais e movimentos contidos, aprofundando o estado psicológico dos personagens e reforçando a tensão constante.
Expectativas para a 2ª temporada de Hell’s Paradise: Jigokuraku
A segunda temporada de Hell’s Paradise não tenta reinventar sua fórmula, e essa decisão se mostra acertada. A série retorna confiante, consistente e artisticamente segura, reforçando tudo o que a tornou um dos animes mais impactantes dos últimos anos. Com direção sólida, identidade visual marcante, trilha sonora eficiente e animação de alto nível, os próximos episódios prometem intensificar ainda mais a brutalidade e a beleza da obra. Mais do que um sucesso momentâneo, Hell’s Paradise segue firme como uma produção que continua a elevar o padrão do anime contemporâneo.
O anime de Hell’s Paradise está disponível na Crunchyroll, com a opção legendada, porém como a 1ª temporada recebeu uma dublagem, provavelmente, no futuro cheguem os episódios dublados na plataforma. Os novos episódios estreiam todo domingo.
A pré-party oficial do Bangers Open Air 2026 já tem data, local e programação definidos — e funciona, na prática, como um esquenta privilegiado para quem garantiu ingresso antecipado. Em outras palavras, é quase um spoiler night do festival, antecipando o clima, o peso sonoro e a experiência que o público encontrará nos dias principais.
Marcada para sexta-feira, 24 de abril de 2026, a pré-party acontece na Audio, em São Paulo, espaço já conhecido por receber grandes shows de rock e metal. A proposta é reunir fãs, artistas e influenciadores em uma noite especial, exclusiva e sem venda de ingressos avulsos, exibindo o caráter de confraternização para quem acreditou no festival desde o início.
Um aquecimento à altura do Bangers Open Air
A programação da noite deixa evidente que o evento não será tratado como algo secundário. Pelo contrário. O line-up reúne nomes conhecidos e propostas distintas dentro do metal, criando uma experiência variada, mas coesa:
Primal Fear (Alemanha)
Tankard (Alemanha)
Matanza Ritual (Brasil)
Seven Spires (feat. Roy Khan) (Estados Unidos)
Trovão (Brasil)
DJ set
Sorteios, promoções e ativações especiais
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Essa combinação transforma a pré-party em um evento vip do Bangers Open Air, com apresentações que já entregam intensidade, identidade e diversidade sonora, sem a pressão de um “show principal”, mas com o mesmo comprometimento artístico.
Evento exclusivo para Bangers Lovers
O acesso à pré-party é exclusivo para os chamados Bangers Lovers — fãs que adquiriram os ingressos nas modalidades Blind Ticket, Blind Ticket Lounge e Early Bird.
Vale destacar que não haverá venda de ingressos para a pré-party. A partir do dia 09 de março, os participantes elegíveis receberão um e-mail com as instruções para o resgate do ticket digital, que será feito exclusivamente online.
A própria organização deixa claro o tom da iniciativa: trata-se de uma forma de reconhecimento aos fãs que confiaram no projeto desde os primeiros anúncios como citamos no início desta publicação.
Ao apostar em uma noite dedicada, com estrutura, atrações relevantes e clima de celebração, o Bangers Open Air reforça sua proposta de ir além do palco principal — construindo uma experiência que começa antes mesmo do primeiro dia oficial.
Serviço – Pré-Party Oficial do Bangers Open Air 2026
Cidade: São Paulo/SP
Local: Audio
Endereço: Av. Francisco Matarazzo, 694 – Barra Funda, CEP 05001-100
Para quem estará no festival, a pré-party já se desenha como o primeiro impacto — intenso, direto e sem rodeios — do que o Bangers Open Air promete entregar em 2026.
The Legend of Heroes: Trails Beyond the Horizon com lançamento no ocidente no dia 15 de janeiro de 2026, com versões para PlayStation 5, PlayStation 4, Nintendo Switch, Switch 2 e PC. O jogo é desenvolvido pela Nihon Falcom e publicado no Ocidente pela NIS America.
Este é o 13º título da franquia The Legend of Heroes e também marca o encerramento de um dos principais arcos da história da série, algo que naturalmente gera grande expectativa entre os fãs. No início desta publicação, você pode assistir à primeira hora do começo desta trama.
Enredo e estrutura narrativa
A história apresenta três caminhos principais, cada um focado em personagens vindos de arcos anteriores da franquia. Temos o retorno de Van Arkride, do arco Daybreak, Rean Schwarzer, do arco Cold Steel, e Kevin Graham, de Trails in the Sky.
O enredo gira em torno do Projeto Star Taker, que representa a primeira tentativa da humanidade de alcançar o espaço, ao mesmo tempo em que fecha diversos pontos em aberto relacionados ao destino do continente de Zemuria, que sempre foi o eixo central da narrativa da série.
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Não entrando em detalhes para evitar spoilers, vale destacar que esta análise parte do ponto de vista de alguém que não teve contato prévio com a franquia. Este foi o primeiro Trails jogado, o que naturalmente muda a forma como certas informações são absorvidas.
A série sempre teve fama de ser extremamente rica em lore e muito cultuada entre fãs de JRPG, e isso fica evidente logo de início. Ao saber que o jogo vinha acompanhado de doze títulos anteriores, foi necessário buscar informações para entender melhor o universo e os acontecimentos passados.
Para quem já acompanhou a franquia desde o início, não há qualquer problema de compreensão. Já para novos jogadores, a comunidade costuma recomendar fortemente jogar títulos anteriores ou, pelo menos, iniciar por arcos específicos. Inclusive, houve recentemente o remake de Trails in the Sky, lançado no ano passado, que serve como um bom ponto de entrada.
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Ainda assim, Trails Beyond the Horizon faz um esforço claro para acolher novos jogadores. O jogo oferece menus com linha do tempo detalhada, explicando os principais eventos do continente de Zemuria, além de vídeos de contexto focados em sagas já encerradas, como Daybreak e Cold Steel.
Existe também um compêndio bastante completo, acessível pelo menu, com resumos de todos os jogos da série. Durante a gameplay, especialmente nos muitos diálogos, o jogador pode acessar explicações em tempo real sobre termos importantes, personagens, organizações e contextos políticos e sociais. No PlayStation 5, isso é feito pelo direcional esquerdo, o que ajuda bastante quem não tem experiência prévia com a franquia.
Jogabilidade e mecânicas
Em termos de mecânicas, o jogo vem sendo bastante elogiado por evoluir sistemas já consolidados da série. O grande destaque continua sendo o sistema híbrido de combate, que permite alternar entre um RPG de ação mais dinâmico e um RPG de turno mais cadenciado e estratégico.
Review de The Legend of Heroes: Trails Beyond the Horizon 9
Entre as novidades estão os Shard Commands, o Awakening, que funciona como uma transformação especial dos personagens, e o sistema Z.O.C. (Zone of Control), que permite desacelerar os inimigos, aumentar o dano e executar múltiplos ataques, sendo especialmente útil contra chefes e inimigos mais fortes.
Outro destaque é a masmorra Green Card, onde é possível montar grupos com personagens de toda a franquia. O jogo traz o retorno de muitos rostos conhecidos, permitindo criar equipes misturando personagens de diferentes arcos, o que agrada bastante os fãs de longa data.
Aspectos técnicos e desempenho
Do ponto de vista técnico, o jogo mantém o uso do motor gráfico tradicional da série e, por ser um título cross-gen, não apresenta um grande salto visual. Lançando também para PlayStation 4 e Switch, Trails Beyond the Horizon segue o mesmo estilo artístico dos jogos anteriores, sem grandes avanços gráficos geracionais.
Em compensação, a gameplay é bastante fluida. As evoluções no sistema de combate trazem mais profundidade sem o tornar excessivamente complexo. Mesmo para quem nunca jogou Trails antes, o jogo se mostra acessível, especialmente para fãs de RPGs táticos por turno.
Review de The Legend of Heroes: Trails Beyond the Horizon 10
Apesar de ser mais complexo do que RPGs mais populares e diretos, como Final Fantasy ou até títulos mais recentes do gênero, a curva de aprendizado é suave. Tanto o combate em turnos quanto as batalhas de campo são bem explicadas e não se tornam um obstáculo ao progresso.
No PlayStation 5, o jogo oferece dois modos gráficos: modo performance e modo qualidade. Há compatibilidade com os recursos do DualSense, além de um modo de alta velocidade, que permite acelerar as batalhas em até quatro vezes, algo muito bem-vindo em um RPG com tantas lutas.
Curiosamente, a versão considerada mais estável em desempenho é a do Nintendo Switch 2, onde o jogo roda a 60 fps fixos.
Trilha sonora e apresentação
Como todo bom JRPG, Trails Beyond the Horizon é extremamente carregado em diálogos e desenvolvimento de trama. Portanto, tenha paciência para compreender o enredo, já que, nesse quesito, ele ainda é bem tradicional. É possível acelerar os diálogos, o que reduz as conversas e permite avançar mais rapidamente para a ação. No entanto, quem busca o melhor que um JRPG pode oferecer provavelmente vai querer entender cada trecho; já os jogadores mais focados na ação tendem a pular essas partes.
A trilha sonora é competente e familiar, especialmente para jogadores veteranos da franquia, mas não traz faixas realmente icônicas ou memoráveis. Cumpre bem seu papel, mas não se destaca.
No geral, tanto em estrutura de gameplay quanto em apresentação visual, o jogo segue muito próximo do que já foi visto nos títulos anteriores da série, sem grandes reinvenções.
Review de The Legend of Heroes: Trails Beyond the Horizon 11
Gamerdito para The Legend of Heroes: Trails Beyond the Horizon
Por fim, The Legend of Heroes: Trails Beyond the Horizon é um jogo claramente feito para fãs da franquia, mas que se esforça para não afastar novos jogadores. Ele fecha um arco importante, aprofunda sistemas já conhecidos e entrega uma experiência sólida de JRPG, ainda que sem grandes inovações técnicas ou visuais. Apesar de a franquia ter conquistado uma base considerável de jogadores no Ocidente, ela ainda não é popular no Brasil. Em virtude disso, a NIS America não encomendou uma versão localizada em português brasileiro.
Quem sabe isso mude no futuro, como aconteceu com empresas como ATLUS, Bandai Namco, Capcom e Square Enix, que passaram a localizar seus RPGs nos últimos anos, inclusive títulos que não eram tão populares por aqui. É uma esperança que fica para as próximas gerações.
Quem deseja adquirir o título pode acessá-lo nas lojas digitais, como a Steam no PC, a PlayStation Store no PS5, a Microsoft Store no Xbox e a Nintendo eShop no Nintendo Switch e no Switch 2.
Com todos os pontos mencionados nesta review, encerro mais uma imersão na jogatina deste JRPG com nota 8/10.
Review realizada com base na versão do console de PlayStation 5, jogada via mídia digital, disponibilizada pela desenvolvedora e sua assessoria. Este conteúdo não sofre qualquer influência das desenvolvedoras ou da publisher do jogo. O nosso site mantém total liberdade editorial para expressar opiniões diretas, precisas e imparciais, independentemente de tendências do mercado. Com base na confiança dos nossos leitores, que reconhecem o caráter objetivo de nossas análises, este artigo tem como objetivo avaliar se o título em questão realmente vale ou não a experiência de jogo.
The Darwin Incident era um dos animes mais aguardados da temporada e, desde seu anúncio, despertou grande expectativa. Não apenas pela proposta diferenciada e com forte viés crítico, mas também por já ser uma obra conhecida por quem acompanhou o mangá. A adaptação chama atenção por abordar temas sociais e existenciais de forma direta, fugindo do lugar-comum de narrativas focadas apenas em ação.
O mangá ganhou destaque no Brasil em 2022, quando a Panini anunciou sua publicação nacional. A partir daí, ficou impossível ignorar a premissa ousada da obra: a história de um híbrido entre humano e chimpanzé, o chamado “humanzé”, que precisa lidar com o preconceito, a exclusão e as consequências sociais de sua própria existência. Desde as primeiras páginas, e agora também no episódio de estreia do anime, fica evidente que se trata de uma narrativa reflexiva, mais interessada em discutir identidade, ética e humanidade do que em entregar conflitos superficiais. Fique ciente que a produção está disponível na plataforma do Prime Video. O streaming permite acesso completo e gratuito durante 30 dias aos usuários que assinarem o Prime.
Entre os lançamentos atuais, The Darwin Incident se destaca como uma escolha mais seletiva e voltada a um público que busca algo além do entretenimento imediato. Mesmo para quem já teve contato com o mangá, o anime funciona quase como uma nova experiência, especialmente pelo tempo decorrido desde a leitura da obra original. O primeiro episódio estabelece bem o tom dramático e introspectivo da história, ainda que em alguns momentos possa recorrer a elementos mais convencionais do gênero.
A produção marca um passo importante para a Bellnox Films, que assume aqui sua primeira grande adaptação de mangá. Visualmente, o episódio inicial entrega um resultado competente e funcional, sem grandes arroubos técnicos, mas adequado à proposta narrativa. Como a série não parece apostar em ação constante ou ritmo acelerado, essa abordagem mais contida pode jogar a favor do estúdio, permitindo que o foco permaneça no desenvolvimento dos personagens e nos temas centrais.
No balanço geral, a estreia deixa uma impressão bastante positiva. The Darwin Incident se apresenta como um dos animes mais interessantes e “fora da curva” da temporada, merecendo atenção especial de quem aprecia histórias com carga dramática, questionamentos sociais e uma proposta verdadeiramente diferente. Vale, sem dúvida, mantê-lo no radar.
Quando eu era adolescente, a única vingança que eu conhecia era A Vingança dos Nerds (1984), a famosa franquia dos anos 80 em que universitários estereotipados como CDFs e alguns marginalizados eram deixados de lado. Contudo, em 2026 parece que pré-adolescentes estão causando uma reviravolta — e querem “vingança” no jogo Roblox. Tudo por causa de uma nova diretriz da plataforma que exige que menores de 13 anos não possam acessar o chat padrão do jogo sem o consentimento dos pais. Ou seja, agora todos devem fazer reconhecimento facial antes de jogar, sob o pretexto de aumentar a imersão e segurança no conteúdo.
Até então, essa iniciativa de privacidade e segurança voltada para menores e crianças vulneráveis parece perfeita. O problema é que o jogo é mais uma plataforma de interação entre usuários do que uma experiência tradicional com enredo e história. Evidentemente, há minijogos bem elaborados que trazem imersão aos usuários que acessam o jogo gratuitamente. No geral, Brookhaven se tornou popular por trazer maior imersão e exibe essa interação comunitária. Como, devido à limitação de idade, os pré-adolescentes não conseguem utilizar áudio, sua única alternativa é o chat por texto.
É nesse momento que surge uma das maiores preocupações e reclamações de pais e observadores desse recurso. Isso não significa que o sistema seja totalmente terrível. Porém, muitos adultos se passam por adolescentes e crianças para tentar aliciar menores e contatá-los diretamente. Alguns podem dizer que o monitoramento deveria ser feito pelos pais e pela família — e eu concordo —, contudo é quase impossível para um pai, no seu cotidiano atarefado, filtrar todas as informações que seus filhos consomem.
Quando a plataforma atualiza suas diretrizes, nesse caso, entendo que é algo positivo. Mas a exigência de reconhecimento facial também gera medo em alguns usuários, porque ninguém sabe ao certo se essas capturas de imagem são usadas apenas para validar a identidade ou se esses dados podem ser vendidos ou usados por terceiros.
Possíveis preocupações sobre o uso de dados dos usuários
Grandes empresas de tecnologia já enfrentaram casos sérios envolvendo o uso ou comercialização controversa de dados de usuários, incluindo informações biométricas e perfis pessoais — por exemplo; o Facebook (agora Meta) foi multado em grandes acordos relacionados ao uso indevido de dados para perfis e publicidade, e empresas como Clearview AI foram multadas por criar e vender bancos de dados de reconhecimento facial sem consentimento claro dos usuários. Essa incerteza faz com que muitos usuários optem por não autenticar suas contas, e até pais que têm filhos com mais de 13 anos acabam não permitindo que a verificação seja realizada.
Quem explicará aos pais de crianças abaixo da idade exigida para a liberação do consentimento que será necessário enviar documentos de identidade ou até mesmo um cartão de crédito? No Brasil, ainda há muitos usuários leigos que têm receio de compartilhar documentos até mesmo com bancos digitais, preferindo o atendimento presencial. Ao trazer essa exigência para o nosso cotidiano, o impacto ocorre em uma escala ainda maior. Só nos próximos meses, a partir dos balanços que a empresa deverá divulgar, será possível compreender os reais efeitos dessas atualizações no país.
Ao analisar melhor as diretrizes da própria plataforma, fica claro que informar a idade não é suficiente para liberar o acesso ao chat. Mesmo declarando minha idade real, o sistema manteve todas as restrições ativas até que eu realizasse a verificação facial. Ou seja, a idade informada funciona apenas como um dado inicial; a liberação efetiva das funções sociais do jogo só acontece após a autenticação do rosto.
Somente depois de concluir essa etapa é que o Roblox enquadra o usuário em uma faixa etária. No meu caso, o sistema indicou a categoria “21 ou mais”. Isso não significa que a plataforma tenha estimado minha idade exata, mas sim que fui classificado no grupo final, reservado para adultos, já que o objetivo não é precisão biográfica, e sim controle de acesso. A faixa “21+” funciona como um limite superior, no qual qualquer usuário que aparente ser adulto é automaticamente inserido.
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Minhas observações acima não anulam o direito nem o lado positivo da Roblox Corporation em se preocupar com a segurança de seus usuários, principalmente os mais jovens sem experiência de vida. Contudo, ao acessar o jogo para verificar se havia uma grande revolta nos servidores, muitos citaram o criador de conteúdo Felipe Bressanim, conhecido como FELCA. Abordamos ele em nossa matéria “Vídeo do Felca e Collective Shout: o que há em comum”, sobre as mudanças nas leis e como algumas empresas já protegem usuários de predadores que circulam pela internet.
Como os pré-adolescentes estão se comunicado no Roblox?
A solução que alguns jogadores encontraram foi utilizar itens do inventário do jogo, como placas e outdoors, para se comunicar com outros usuários. Muitos criticaram o criador pela perda da “liberdade de comunicação” dentro do jogo. Outros enviaram mensagens brandas e algumas agressivas — que, a meu ver, não acredito terem sido feitas por crianças — mas não podemos descartar essa possibilidade.
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Na minha opinião, a empresa não deve voltar atrás em sua posição, visto que o Brasil não é o único país afetado pela nova regra. Segundo sua assessoria, países como Austrália, Nova Zelândia e Holanda já implementaram a medida e, após o anúncio da implementação gradual em novembro, cerca de 50% dos usuários ativos diariamente nesses países já completaram o processo de verificação.
Para alguém que gosta de jogar — especialmente a juventude atual — o lazer mudou drasticamente. Antes, as atividades mais comuns eram jogar bola na rua, brincar com pião, bola de gude (fubeca, dependendo da região), ou empinar pipas. Mesmo crianças que tinham acesso a playgrounds muitas vezes esbarravam na falta de outras crianças da mesma idade, já que, por várias razões demográficas, muitas famílias estão tendo filhos em idades cada vez mais avançadas. Isso cria uma lacuna social, na qual gerações crescem sem amigos próximos na vida física e acabem buscando laços virtuais, muitas vezes superficiais, em ambientes como Roblox.
Por fim, a ideia de restringir o chat é interessante, mas ela não combate diretamente o problema de pessoas de má índole. O que essa medida faz é criar uma barreira para aquela criança cujos pais permitem que ela jogue casualmente apenas por um tempo curto, sem enfrentar um chat lotado de conversas potencialmente desagradáveis ou de teor duvidoso.
Enquanto isso, espero que as crianças aproveitem seu tempo para desenvolver criatividade e utilizem o mínimo necessário de telas para não perder suas infâncias — assim como este autor se divertiu quando era criança, vocês também podem!
Já se passaram quase 18 anos desde o lançamento de Wall-E, filme da Pixar dirigido por Andrew Stanton e com roteiro e história assinado por ele, Pete Docter e Jim Reardon. Com aproximadamente 1 hora e 38 minutos de duração, o longa é, sem exagero, um dos filmes mais à frente do seu tempo já produzidos pelo estúdio. E talvez o mais impressionante seja justamente isso ao assistir a Wall-E hoje dá a sensação de que ele fala diretamente sobre o mundo em que vivemos agora.
Lançado em 2008, o filme parece prever muitos dos problemas que enfrentamos em 2026. O consumismo desenfreado, o excesso de lixo, a degradação do meio ambiente, a dependência da tecnologia e o distanciamento entre as pessoas são temas centrais do enredo. A Terra, no universo do filme, tornou-se inabitável não por um único grande desastre, mas pelo acúmulo de escolhas erradas ao longo do tempo. Produzimos demais, descartamos demais e não soubemos lidar com as consequências.
O excesso de lixo na Terra produzido pela humanidade em WALL-E/Pixar
Um dos pontos mais simbólicos de Wall-E é a forma como a humanidade reage a essa destruição. Em vez de resolver o problema, as pessoas simplesmente abandonam o planeta e passam a viver em uma nave espacial, confortáveis, cercadas de tecnologia, mas completamente sedentárias. Elas não caminham, não interagem de verdade e parecem ter perdido qualquer propósito. Tudo é feito por máquinas. Tudo é mediado por telas.
Esse retrato não soa tão distante da realidade atual. Hoje, preferimos muitas vezes o conforto do isolamento, das telas e do consumo rápido a relações reais e ao cuidado com o próximo. A tecnologia, que deveria servir como ferramenta, passa a ocupar um lugar central demais em nossas vidas.
É importante deixar claro ao ser crítico à tecnologia não significa ser contra ela. Pelo contrário. A tecnologia trouxe e continua trazendo inúmeros benefícios. A inteligência artificial, por exemplo, já está presente em casas inteligentes, na medicina, em cirurgias, na programação, na música e em praticamente todas as áreas da sociedade. O medo de que profissões desapareçam não é novidade. Ao longo da história, isso sempre aconteceu. Funções deixam de existir, outras surgem, e o ser humano se adapta.
A questão que Wall-E levanta — e que hoje se torna ainda mais relevante — é se essa adaptação será suficiente. A IA avança de forma muito rápida e está cada vez mais integrada ao cotidiano. O que vai sobrar para as pessoas? O que restará para a humanidade quando boa parte das tarefas for automatizada? Ainda não sabemos a resposta.
O ser humano é excelente em se adaptar, isso é um fato. Mas o filme nos provoca a pensar se, em algum ponto, essa adaptação pode nos levar a um estado parecido com o dos humanos da nave: vivos, confortáveis, mas apáticos, sem propósito, presos ao sedentarismo e à dependência total da tecnologia. Talvez isso não aconteça agora, nem tão cedo, mas em 50 anos — ou até menos — não parece uma possibilidade tão absurda.
Nesse sentido, Wall-E também aponta um caminho. A esperança do filme não vem da tecnologia em si, mas da reconexão com a vida. É um pequeno robô, esquecido na Terra, que encontra uma planta e mostra que o planeta ainda pode renascer. A mensagem é simples, poderosa e profunda, ainda há tempo, mas é preciso agir.
O filme não ignora temas como aquecimento global, consumo excessivo e descarte irresponsável, mas vai além. Ele fala sobre humanidade, sobre empatia, sobre a importância de não esquecer que existe vida fora das telas. Trabalhamos em frente ao computador, usamos tecnologia todos os dias — e isso é necessário. O problema começa quando isso se torna a única coisa, quando esquecemos das pessoas, da família, da natureza e de nós mesmos.
Por tudo isso, Wall-E é um filme que todos deveriam assistir ou reassistir. Mesmo com tantos anos desde o seu lançamento, ele continua atual, emocionante e extremamente relevante. A relação entre Wall-E e Eve (Eva) traz uma carga genuína de afeto e humanidade, mesmo sendo dois robôs. Até detalhes curiosos, como a barata que sobrevive em meio ao lixo, exibem a ideia de resistência da vida, mesmo nas piores condições.
Por fim, o longa-metragem está disponível na plataforma de streaming Disney Plus. Apesar da menção ao serviço, esta publicação não é patrocinada, ainda que o site possa receber comissões por meio de algumas parcerias. O texto reflete uma reflexão pessoal sobre o medo compartilhado por muitas pessoas em relação aos rumos que o mundo vem tomando.
Yuusha-kei ni Shosu: Choubatsu Yuusha 9004-tai Keimu Kiroku, conhecido internacionalmente como Sentenced to Be a Hero: The Prison Records of Penal Hero Unit 9004, chegou à Temporada de Inverno 2026 em grande estilo.
A série estreou com um episódio especial de 60 minutos que dominou discussões entre fãs e críticos ao longo da semana, sendo rapidamente apontada como uma das produções mais promissoras do ano. O reconhecimento vem do seu tom maduro, da animação de alto impacto e, principalmente, de sua abordagem pouco convencional da fantasia sombria.
O anime subverte completamente a ideia tradicional de heroísmo. Neste universo, tornar-se um “herói” não é motivo de glória, mas sim a punição máxima. Criminosos condenados são enviados para a linha de frente de uma guerra interminável contra hordas demoníacas, tratados como soldados descartáveis em um sistema que não oferece redenção, apenas sobrevivência.
Para quem ainda não assistiu, a recomendação é direta: vale a pena. O episódio inaugural entrega sequências de ação bem coreografadas, animação de alto nível e um mundo cruel apresentado de forma orgânica, sem depender excessivamente de explicações expositivas. O resultado é um equilíbrio sólido entre ação, construção de mundo e atmosfera sombria, combinação que rendeu elogios consistentes e colocou a obra entre os grandes destaques do início de 2026.
A reação do público foi amplamente positiva. Nas redes sociais, muitos espectadores classificaram o primeiro episódio como um dos melhores lançamentos recentes, destacando a qualidade cinematográfica, a densidade temática e o cuidado em equilibrar violência e emoção. A série rapidamente ganhou tração e passou a ser discutida como um possível marco do gênero.
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Expectativas para os próximos episódios
Mesmo com ajustes em relação à light novel original, incluindo mudanças pontuais no design de alguns personagens e o adiamento do episódio 2 para 15 de janeiro de 2026, com exibições semanais às quintas-feiras, as expectativas permanecem altas. A direção de Hiroyuki Takashima, conhecido por trabalhos como Mushoku Tensei, eleva o padrão técnico da produção e reforça a confiança no desenvolvimento da narrativa ao longo da temporada.
Vale lembrar que a estreia estava inicialmente prevista para outubro de 2025, mas foi adiada para janeiro de 2026 justamente para garantir um nível de qualidade superior. A decisão mostrou-se acertada. A produção reúne nomes experientes nas áreas de roteiro e design de personagens, além de contar com uma abertura marcante interpretada pela banda SPYAIR, com a música “Kill the Noise”.
Um detalhe curioso envolve a própria confiança inicial no projeto. O domínio oficial do anime foi registrado apenas três dias após a estreia, o que sugere que o impacto positivo junto ao público e à crítica pode ter superado as expectativas internas. Esse movimento reforça o quão surpreendente foi a recepção do primeiro episódio.
O que esperar de Sentenced to Be a Hero?
Em síntese, Sentenced to Be a Hero teve uma estreia extremamente sólida. A série entregou tudo o que prometia e foi além, combinando atmosfera sombria, proposta narrativa brutal, personagens bem construídos e um cuidado técnico evidente. A impressão inicial é a de que estamos diante de uma obra com grande potencial para se destacar dentro da fantasia sombria, a ponto de despertar o interesse imediato pelas light novels para quem deseja explorar esse universo mais a fundo antes dos próximos episódios.
O anime de Sentenced to Be a Hero está disponível na Crunchyroll, com as opções dublada e legendada.
Lançado no fim dos anos 1980, logo após o enorme sucesso de Os Cavaleiros do Zodíaco, Samurai Troopers surgiu em um cenário competitivo dentro do gênero de animes de “armaduras”.
Ainda assim, a série conquistou identidade própria ao se apoiar fortemente na mitologia, no folclore japonês e na simbologia samurai, elementos que seguem diferenciando a obra até hoje.
Contexto da história no novo anime (2026)
A nova produção anunciada para 2026 funciona como uma continuação direta do anime original de 1988, Yoroiden Samurai Troopers (conhecido no Brasil como Samurai Warriors).
Cronologia: a narrativa se passa 35 anos após os eventos da série clássica;
Premissa: o selo que mantinha aprisionado o imperador demoníaco Arago é rompido em Shinjuku, na Tóquio contemporânea, libertando novamente suas forças malignas;
Conflito central: para enfrentar a ameaça, cinco novos jovens são escolhidos para vestir as lendárias armaduras místicas conhecidas como Yoroi Gear;
Conexão com o passado: personagens clássicos retornam à trama, incluindo Nasti Yagyu, agora atuando como comandante da DST, organização responsável por monitorar atividades sobrenaturais.
O episódio inicial opta por uma abordagem direta, sem longas explicações introdutórias. Shinjuku é subitamente tomada por nuvens negras e por uma presença hostil vinda de outra dimensão: o Império de Arago.
O clima de urgência se estabelece imediatamente. A invasão é urbana, visível e aterrorizante, com a população reagindo de forma instantânea ao caos. Em meio ao colapso da cidade, o público é apresentado a Ryo Sanada e ao seu tigre branco, White Blaze, que enfrentam os primeiros soldados inimigos. Pouco depois, os demais portadores das armaduras se unem, sinalizando que o conflito milenar entre o bem e o mal está apenas recomeçando.
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Pontos fortes da obra
Design de personagens e armaduras: O trabalho de Norio Shioyama se destaca pelo equilíbrio entre tradição e fantasia. Diferente de abordagens mais voltadas ao brilho e ao espetáculo, como em Saint Seiya, Samurai Troopers prioriza a funcionalidade estética da armadura samurai, incorporando elementos sobrenaturais. Cada Yoroi representa um elemento e uma virtude confucionista:
Ryo – Fogo / Benevolência;
Shin – Água / Confiança;
Shu – Terra / Justiça;
Seiji – Luz / Cortesia;
Touma – Ar / Sabedoria.
Animação e estética: Para um anime produzido em 1988, o trabalho da Sunrise permanece consistente. O contraste entre as armaduras coloridas e o cenário urbano tomado por tons sombrios cria forte impacto visual. As sequências de transformação (henshin) são bem coreografadas e se tornaram marcas registradas da série.
Trilha sonora: A abertura e o encerramento refletem perfeitamente o City Pop e o rock japonês dos anos 80. Ao longo do episódio, a trilha combina sintetizadores com instrumentos tradicionais, reforçando a sensação de urgência e o clima místico da narrativa.
O episódio inicial de Samurai Troopers cumpre com eficiência seu objetivo: apresenta a ameaça central, estabelece o carisma dos protagonistas e valoriza o visual das armaduras. A obra envelheceu bem e continua especialmente atraente para fãs da estética retrô. Para quem busca uma história que mistura misticismo samurai com a clássica estrutura de heróis em equipe, o início dessa nova fase se mostra altamente promissor.
O anime de Samurai Troopers está disponível na Crunchyroll, com a opção legendada, porém com fortes rumores de uma provável dublagem no futuro. Os novos episódios estreiam toda terça-feira.
A adaptação em série de God of War recebeu uma atualização importante com a confirmação de Ryan Hurst no elenco. O ator, conhecido por Sons of Anarchy, foi anunciado como o intérprete de Kratos na produção live-action desenvolvida pela Santa Monica Studio, Prime Video e Sony Pictures Television.
A escolha marca o retorno de Hurst ao universo da franquia, já que ele participou de God of War Ragnarök dando vida a Thor, personagem que enfrentou Kratos em um dos momentos mais marcantes do jogo. Diferente do trabalho realizado nos games, a série contará com atuação tradicional diante das câmeras, e não apenas voz ou captura de movimentos.
A narrativa da produção será baseada nos dois jogos mais recentes da série, ambientados na mitologia nórdica. Nessa fase da história, Kratos abandona seu passado na Grécia Antiga e passa a viver em terras dominadas por deuses nórdicos, enquanto tenta criar e proteger seu filho, Atreus, em meio a conflitos que colocam pai e filho no centro de uma nova jornada.
(Reprodução/Santa Monica Studio)
Esse é um dos motivos para a escolha de um ator com aparência mais madura, e não tão jovem, caso o live-action opte por percorrer os arcos do primeiro jogo, período em que Atreus e sua última esposa ainda não existiam na vida de Kratos.
No último ano, recebemos a informação de que a Riot Games havia desistido do desenvolvimento de Hytale, título inspirado em blocos pixelados no estilo Minecraft. O projeto, iniciado há cerca de 11 anos, em 2015, acabou ficando em segundo plano devido à prioridade que a criadora de League of Legendspassou a dar às produções dentro do universo de sua principal franquia.
O que parecia ser o fim de Hytale tomou outro rumo quando o estúdio Hypixel Studios, presidido por Simon Collins-Laflamme, recomprou os direitos do jogo e reabriu o estúdio. A equipe prometeu que o acesso antecipado chegaria no início de janeiro de 2026.
A continuação do desenvolvimento do jogo de blocos pixelados mistura RPG de ação com mundo aberto e traz uma forte sensação de nostalgia para fãs de títulos como Minecraft e outros do gênero. Isso ajudou a criar um grande hype entre os jogadores, especialmente por conta do envolvimento inicial da Riot Games no projeto. Em outras palavras, havia a expectativa de que algo especial pudesse surgir. Por esse motivo, o mundo de Orbis, como é conhecido o universo do jogo, passou a chamar ainda mais atenção.
O trailer de Hytale se tornou um verdadeiro fenômeno no YouTube. O vídeo de anúncio ultrapassou a marca de 62 milhões de visualizações ao longo de sete anos. Além disso, desde o lançamento do acesso antecipado, em 13 de janeiro de 2026, o título acumulou milhões de visualizações em dezenas de vídeos e transmissões ao vivo feitas por criadores de conteúdo na plataforma.
O próprio desenvolvedor afirmou que a pré-venda foi fundamental para financiar o projeto e permitir que a equipe trabalhasse com mais tranquilidade pelos próximos dois anos. Agora, com a divulgação massiva, a expectativa é de um faturamento ainda maior, o que deve aliviar qualquer tensão financeira para a equipe envolvida.
Agradecimento do desenvolvedor do jogo
Sobre o sucesso no YouTube, Simon agradeceu aos criadores de conteúdo e aos usuários que estão divulgando o jogo. Segundo ele, ainda há um longo caminho a percorrer para alcançar todos os objetivos do projeto, mas a reação positiva do público superou as expectativas. O desenvolvedor afirmou que não esperava tamanho apoio e compreensão, destacando que leu feedbacks e sugestões recentemente. Muitas das ideias apontadas, inclusive, já faziam parte dos planos da equipe, o que reforçou sua confiança no futuro do jogo.
Simon também explicou que a versão exibida atualmente é uma build de quatro anos atrás, reconstruída em poucos meses. Naquele estágio, o modo de exploração ainda não existia, assim como sistemas fundamentais, como ciclo de criação, sistema de memórias, progressão, portais ancestrais, NPCs em quantidade relevante, templos esquecidos e progressão de crafting. Segundo ele, praticamente não havia conteúdo estruturado.
(Reprodução)
O desenvolvedor destacou ainda que tantos bugs foram corrigidos e tantas funcionalidades adicionadas que a equipe acabou desistindo de manter notas de atualização. Por fim, Simon afirmou que passará o dia acompanhando vídeos, lendo feedbacks e anotando sugestões. Ele agradeceu novamente todo o apoio recebido e reforçou que não se arrepende de ter salvado o desenvolvimento de Hytale há dois meses.
Conferi que o jogo Hytale está custando menos de R$ 61 no site oficial. Uma versão para consoles está prevista para chegar em breve.
Retornar a Hell’s Paradise: Jigokuraku é como revisitar um território tão fascinante quanto letal. A estreia da segunda temporada demonstra maturidade ao evitar excessos e impactos artificiais, optando por algo muito mais eficaz: reconduzir o espectador, com segurança e tensão, a um mundo hostil onde o perigo é constante e a sobrevivência nunca é garantida. O episódio inicial compreende o peso de seu próprio legado e respeita a força narrativa construída anteriormente, sem pressa ou exageros desnecessários.
Mais uma vez, a ilha assume o papel central da experiência. Seu visual continua impressionando não apenas pela estética exuberante, mas pelo contraste perturbador entre o belo e o grotesco. Paisagens quase paradisíacas, repletas de cores vibrantes e vegetação exuberante, coexistem com violência extrema, morte e criaturas inquietantes. Essa dualidade visual reforça a identidade da série e cria uma atmosfera de desconforto constante. A direção utiliza com precisão enquadramentos e ritmo: planos abertos destacam a imponência e a estranheza do ambiente, enquanto closes intensificam o horror, a dor e o desespero dos personagens. Cada cena é cuidadosamente construída para provocar fascínio, inquietação ou ambos.
(Reprodução)
No campo narrativo, o episódio avança com confiança. Não há esforço em reintroduzir conceitos já estabelecidos, o que permite que a história siga adiante mantendo o tom sombrio e brutal que definiu a obra desde sua estreia. A sensação é clara: a jornada será ainda mais pesada, violenta e emocionalmente desgastante. Hell’s Paradise não suaviza sua proposta, trata-se de uma narrativa sobre sobrevivência, fé, desespero e os limites da humanidade diante da morte.
A animação, novamente sob responsabilidade do estúdio MAPPA, que também trabalha simultaneamente em outras grandes produções da temporada, mantém um padrão técnico elevado. As cenas de ação apresentam fluidez, impacto e clareza, aspectos fundamentais para uma obra marcada pela violência intensa. Os golpes transmitem peso real, a coreografia é precisa e as transições entre cenas preservam a imersão. Fora dos combates, a animação continua eficiente ao explorar gestos sutis, expressões faciais e movimentos contidos, aprofundando o estado psicológico dos personagens e reforçando a tensão constante.
Expectativas para a 2ª temporada de Hell’s Paradise: Jigokuraku
A segunda temporada de Hell’s Paradise não tenta reinventar sua fórmula, e essa decisão se mostra acertada. A série retorna confiante, consistente e artisticamente segura, reforçando tudo o que a tornou um dos animes mais impactantes dos últimos anos. Com direção sólida, identidade visual marcante, trilha sonora eficiente e animação de alto nível, os próximos episódios prometem intensificar ainda mais a brutalidade e a beleza da obra. Mais do que um sucesso momentâneo, Hell’s Paradise segue firme como uma produção que continua a elevar o padrão do anime contemporâneo.
O anime de Hell’s Paradise está disponível na Crunchyroll, com a opção legendada, porém como a 1ª temporada recebeu uma dublagem, provavelmente, no futuro cheguem os episódios dublados na plataforma. Os novos episódios estreiam todo domingo.
A pré-party oficial do Bangers Open Air 2026 já tem data, local e programação definidos — e funciona, na prática, como um esquenta privilegiado para quem garantiu ingresso antecipado. Em outras palavras, é quase um spoiler night do festival, antecipando o clima, o peso sonoro e a experiência que o público encontrará nos dias principais.
Marcada para sexta-feira, 24 de abril de 2026, a pré-party acontece na Audio, em São Paulo, espaço já conhecido por receber grandes shows de rock e metal. A proposta é reunir fãs, artistas e influenciadores em uma noite especial, exclusiva e sem venda de ingressos avulsos, exibindo o caráter de confraternização para quem acreditou no festival desde o início.
Um aquecimento à altura do Bangers Open Air
A programação da noite deixa evidente que o evento não será tratado como algo secundário. Pelo contrário. O line-up reúne nomes conhecidos e propostas distintas dentro do metal, criando uma experiência variada, mas coesa:
Primal Fear (Alemanha)
Tankard (Alemanha)
Matanza Ritual (Brasil)
Seven Spires (feat. Roy Khan) (Estados Unidos)
Trovão (Brasil)
DJ set
Sorteios, promoções e ativações especiais
(Reprodução)
Essa combinação transforma a pré-party em um evento vip do Bangers Open Air, com apresentações que já entregam intensidade, identidade e diversidade sonora, sem a pressão de um “show principal”, mas com o mesmo comprometimento artístico.
Evento exclusivo para Bangers Lovers
O acesso à pré-party é exclusivo para os chamados Bangers Lovers — fãs que adquiriram os ingressos nas modalidades Blind Ticket, Blind Ticket Lounge e Early Bird.
Vale destacar que não haverá venda de ingressos para a pré-party. A partir do dia 09 de março, os participantes elegíveis receberão um e-mail com as instruções para o resgate do ticket digital, que será feito exclusivamente online.
A própria organização deixa claro o tom da iniciativa: trata-se de uma forma de reconhecimento aos fãs que confiaram no projeto desde os primeiros anúncios como citamos no início desta publicação.
Ao apostar em uma noite dedicada, com estrutura, atrações relevantes e clima de celebração, o Bangers Open Air reforça sua proposta de ir além do palco principal — construindo uma experiência que começa antes mesmo do primeiro dia oficial.
Serviço – Pré-Party Oficial do Bangers Open Air 2026
Cidade: São Paulo/SP
Local: Audio
Endereço: Av. Francisco Matarazzo, 694 – Barra Funda, CEP 05001-100
Para quem estará no festival, a pré-party já se desenha como o primeiro impacto — intenso, direto e sem rodeios — do que o Bangers Open Air promete entregar em 2026.
The Legend of Heroes: Trails Beyond the Horizon com lançamento no ocidente no dia 15 de janeiro de 2026, com versões para PlayStation 5, PlayStation 4, Nintendo Switch, Switch 2 e PC. O jogo é desenvolvido pela Nihon Falcom e publicado no Ocidente pela NIS America.
Este é o 13º título da franquia The Legend of Heroes e também marca o encerramento de um dos principais arcos da história da série, algo que naturalmente gera grande expectativa entre os fãs. No início desta publicação, você pode assistir à primeira hora do começo desta trama.
Enredo e estrutura narrativa
A história apresenta três caminhos principais, cada um focado em personagens vindos de arcos anteriores da franquia. Temos o retorno de Van Arkride, do arco Daybreak, Rean Schwarzer, do arco Cold Steel, e Kevin Graham, de Trails in the Sky.
O enredo gira em torno do Projeto Star Taker, que representa a primeira tentativa da humanidade de alcançar o espaço, ao mesmo tempo em que fecha diversos pontos em aberto relacionados ao destino do continente de Zemuria, que sempre foi o eixo central da narrativa da série.
(Reprodução)
Não entrando em detalhes para evitar spoilers, vale destacar que esta análise parte do ponto de vista de alguém que não teve contato prévio com a franquia. Este foi o primeiro Trails jogado, o que naturalmente muda a forma como certas informações são absorvidas.
A série sempre teve fama de ser extremamente rica em lore e muito cultuada entre fãs de JRPG, e isso fica evidente logo de início. Ao saber que o jogo vinha acompanhado de doze títulos anteriores, foi necessário buscar informações para entender melhor o universo e os acontecimentos passados.
Para quem já acompanhou a franquia desde o início, não há qualquer problema de compreensão. Já para novos jogadores, a comunidade costuma recomendar fortemente jogar títulos anteriores ou, pelo menos, iniciar por arcos específicos. Inclusive, houve recentemente o remake de Trails in the Sky, lançado no ano passado, que serve como um bom ponto de entrada.
Imagem reprodução
Ainda assim, Trails Beyond the Horizon faz um esforço claro para acolher novos jogadores. O jogo oferece menus com linha do tempo detalhada, explicando os principais eventos do continente de Zemuria, além de vídeos de contexto focados em sagas já encerradas, como Daybreak e Cold Steel.
Existe também um compêndio bastante completo, acessível pelo menu, com resumos de todos os jogos da série. Durante a gameplay, especialmente nos muitos diálogos, o jogador pode acessar explicações em tempo real sobre termos importantes, personagens, organizações e contextos políticos e sociais. No PlayStation 5, isso é feito pelo direcional esquerdo, o que ajuda bastante quem não tem experiência prévia com a franquia.
Jogabilidade e mecânicas
Em termos de mecânicas, o jogo vem sendo bastante elogiado por evoluir sistemas já consolidados da série. O grande destaque continua sendo o sistema híbrido de combate, que permite alternar entre um RPG de ação mais dinâmico e um RPG de turno mais cadenciado e estratégico.
Review de The Legend of Heroes: Trails Beyond the Horizon 34
Entre as novidades estão os Shard Commands, o Awakening, que funciona como uma transformação especial dos personagens, e o sistema Z.O.C. (Zone of Control), que permite desacelerar os inimigos, aumentar o dano e executar múltiplos ataques, sendo especialmente útil contra chefes e inimigos mais fortes.
Outro destaque é a masmorra Green Card, onde é possível montar grupos com personagens de toda a franquia. O jogo traz o retorno de muitos rostos conhecidos, permitindo criar equipes misturando personagens de diferentes arcos, o que agrada bastante os fãs de longa data.
Aspectos técnicos e desempenho
Do ponto de vista técnico, o jogo mantém o uso do motor gráfico tradicional da série e, por ser um título cross-gen, não apresenta um grande salto visual. Lançando também para PlayStation 4 e Switch, Trails Beyond the Horizon segue o mesmo estilo artístico dos jogos anteriores, sem grandes avanços gráficos geracionais.
Em compensação, a gameplay é bastante fluida. As evoluções no sistema de combate trazem mais profundidade sem o tornar excessivamente complexo. Mesmo para quem nunca jogou Trails antes, o jogo se mostra acessível, especialmente para fãs de RPGs táticos por turno.
Review de The Legend of Heroes: Trails Beyond the Horizon 35
Apesar de ser mais complexo do que RPGs mais populares e diretos, como Final Fantasy ou até títulos mais recentes do gênero, a curva de aprendizado é suave. Tanto o combate em turnos quanto as batalhas de campo são bem explicadas e não se tornam um obstáculo ao progresso.
No PlayStation 5, o jogo oferece dois modos gráficos: modo performance e modo qualidade. Há compatibilidade com os recursos do DualSense, além de um modo de alta velocidade, que permite acelerar as batalhas em até quatro vezes, algo muito bem-vindo em um RPG com tantas lutas.
Curiosamente, a versão considerada mais estável em desempenho é a do Nintendo Switch 2, onde o jogo roda a 60 fps fixos.
Trilha sonora e apresentação
Como todo bom JRPG, Trails Beyond the Horizon é extremamente carregado em diálogos e desenvolvimento de trama. Portanto, tenha paciência para compreender o enredo, já que, nesse quesito, ele ainda é bem tradicional. É possível acelerar os diálogos, o que reduz as conversas e permite avançar mais rapidamente para a ação. No entanto, quem busca o melhor que um JRPG pode oferecer provavelmente vai querer entender cada trecho; já os jogadores mais focados na ação tendem a pular essas partes.
A trilha sonora é competente e familiar, especialmente para jogadores veteranos da franquia, mas não traz faixas realmente icônicas ou memoráveis. Cumpre bem seu papel, mas não se destaca.
No geral, tanto em estrutura de gameplay quanto em apresentação visual, o jogo segue muito próximo do que já foi visto nos títulos anteriores da série, sem grandes reinvenções.
Review de The Legend of Heroes: Trails Beyond the Horizon 36
Gamerdito para The Legend of Heroes: Trails Beyond the Horizon
Por fim, The Legend of Heroes: Trails Beyond the Horizon é um jogo claramente feito para fãs da franquia, mas que se esforça para não afastar novos jogadores. Ele fecha um arco importante, aprofunda sistemas já conhecidos e entrega uma experiência sólida de JRPG, ainda que sem grandes inovações técnicas ou visuais. Apesar de a franquia ter conquistado uma base considerável de jogadores no Ocidente, ela ainda não é popular no Brasil. Em virtude disso, a NIS America não encomendou uma versão localizada em português brasileiro.
Quem sabe isso mude no futuro, como aconteceu com empresas como ATLUS, Bandai Namco, Capcom e Square Enix, que passaram a localizar seus RPGs nos últimos anos, inclusive títulos que não eram tão populares por aqui. É uma esperança que fica para as próximas gerações.
Quem deseja adquirir o título pode acessá-lo nas lojas digitais, como a Steam no PC, a PlayStation Store no PS5, a Microsoft Store no Xbox e a Nintendo eShop no Nintendo Switch e no Switch 2.
Com todos os pontos mencionados nesta review, encerro mais uma imersão na jogatina deste JRPG com nota 8/10.
Review realizada com base na versão do console de PlayStation 5, jogada via mídia digital, disponibilizada pela desenvolvedora e sua assessoria. Este conteúdo não sofre qualquer influência das desenvolvedoras ou da publisher do jogo. O nosso site mantém total liberdade editorial para expressar opiniões diretas, precisas e imparciais, independentemente de tendências do mercado. Com base na confiança dos nossos leitores, que reconhecem o caráter objetivo de nossas análises, este artigo tem como objetivo avaliar se o título em questão realmente vale ou não a experiência de jogo.
The Darwin Incident era um dos animes mais aguardados da temporada e, desde seu anúncio, despertou grande expectativa. Não apenas pela proposta diferenciada e com forte viés crítico, mas também por já ser uma obra conhecida por quem acompanhou o mangá. A adaptação chama atenção por abordar temas sociais e existenciais de forma direta, fugindo do lugar-comum de narrativas focadas apenas em ação.
O mangá ganhou destaque no Brasil em 2022, quando a Panini anunciou sua publicação nacional. A partir daí, ficou impossível ignorar a premissa ousada da obra: a história de um híbrido entre humano e chimpanzé, o chamado “humanzé”, que precisa lidar com o preconceito, a exclusão e as consequências sociais de sua própria existência. Desde as primeiras páginas, e agora também no episódio de estreia do anime, fica evidente que se trata de uma narrativa reflexiva, mais interessada em discutir identidade, ética e humanidade do que em entregar conflitos superficiais. Fique ciente que a produção está disponível na plataforma do Prime Video. O streaming permite acesso completo e gratuito durante 30 dias aos usuários que assinarem o Prime.
Entre os lançamentos atuais, The Darwin Incident se destaca como uma escolha mais seletiva e voltada a um público que busca algo além do entretenimento imediato. Mesmo para quem já teve contato com o mangá, o anime funciona quase como uma nova experiência, especialmente pelo tempo decorrido desde a leitura da obra original. O primeiro episódio estabelece bem o tom dramático e introspectivo da história, ainda que em alguns momentos possa recorrer a elementos mais convencionais do gênero.
A produção marca um passo importante para a Bellnox Films, que assume aqui sua primeira grande adaptação de mangá. Visualmente, o episódio inicial entrega um resultado competente e funcional, sem grandes arroubos técnicos, mas adequado à proposta narrativa. Como a série não parece apostar em ação constante ou ritmo acelerado, essa abordagem mais contida pode jogar a favor do estúdio, permitindo que o foco permaneça no desenvolvimento dos personagens e nos temas centrais.
No balanço geral, a estreia deixa uma impressão bastante positiva. The Darwin Incident se apresenta como um dos animes mais interessantes e “fora da curva” da temporada, merecendo atenção especial de quem aprecia histórias com carga dramática, questionamentos sociais e uma proposta verdadeiramente diferente. Vale, sem dúvida, mantê-lo no radar.
Quando eu era adolescente, a única vingança que eu conhecia era A Vingança dos Nerds (1984), a famosa franquia dos anos 80 em que universitários estereotipados como CDFs e alguns marginalizados eram deixados de lado. Contudo, em 2026 parece que pré-adolescentes estão causando uma reviravolta — e querem “vingança” no jogo Roblox. Tudo por causa de uma nova diretriz da plataforma que exige que menores de 13 anos não possam acessar o chat padrão do jogo sem o consentimento dos pais. Ou seja, agora todos devem fazer reconhecimento facial antes de jogar, sob o pretexto de aumentar a imersão e segurança no conteúdo.
Até então, essa iniciativa de privacidade e segurança voltada para menores e crianças vulneráveis parece perfeita. O problema é que o jogo é mais uma plataforma de interação entre usuários do que uma experiência tradicional com enredo e história. Evidentemente, há minijogos bem elaborados que trazem imersão aos usuários que acessam o jogo gratuitamente. No geral, Brookhaven se tornou popular por trazer maior imersão e exibe essa interação comunitária. Como, devido à limitação de idade, os pré-adolescentes não conseguem utilizar áudio, sua única alternativa é o chat por texto.
É nesse momento que surge uma das maiores preocupações e reclamações de pais e observadores desse recurso. Isso não significa que o sistema seja totalmente terrível. Porém, muitos adultos se passam por adolescentes e crianças para tentar aliciar menores e contatá-los diretamente. Alguns podem dizer que o monitoramento deveria ser feito pelos pais e pela família — e eu concordo —, contudo é quase impossível para um pai, no seu cotidiano atarefado, filtrar todas as informações que seus filhos consomem.
Quando a plataforma atualiza suas diretrizes, nesse caso, entendo que é algo positivo. Mas a exigência de reconhecimento facial também gera medo em alguns usuários, porque ninguém sabe ao certo se essas capturas de imagem são usadas apenas para validar a identidade ou se esses dados podem ser vendidos ou usados por terceiros.
Possíveis preocupações sobre o uso de dados dos usuários
Grandes empresas de tecnologia já enfrentaram casos sérios envolvendo o uso ou comercialização controversa de dados de usuários, incluindo informações biométricas e perfis pessoais — por exemplo; o Facebook (agora Meta) foi multado em grandes acordos relacionados ao uso indevido de dados para perfis e publicidade, e empresas como Clearview AI foram multadas por criar e vender bancos de dados de reconhecimento facial sem consentimento claro dos usuários. Essa incerteza faz com que muitos usuários optem por não autenticar suas contas, e até pais que têm filhos com mais de 13 anos acabam não permitindo que a verificação seja realizada.
Quem explicará aos pais de crianças abaixo da idade exigida para a liberação do consentimento que será necessário enviar documentos de identidade ou até mesmo um cartão de crédito? No Brasil, ainda há muitos usuários leigos que têm receio de compartilhar documentos até mesmo com bancos digitais, preferindo o atendimento presencial. Ao trazer essa exigência para o nosso cotidiano, o impacto ocorre em uma escala ainda maior. Só nos próximos meses, a partir dos balanços que a empresa deverá divulgar, será possível compreender os reais efeitos dessas atualizações no país.
Ao analisar melhor as diretrizes da própria plataforma, fica claro que informar a idade não é suficiente para liberar o acesso ao chat. Mesmo declarando minha idade real, o sistema manteve todas as restrições ativas até que eu realizasse a verificação facial. Ou seja, a idade informada funciona apenas como um dado inicial; a liberação efetiva das funções sociais do jogo só acontece após a autenticação do rosto.
Somente depois de concluir essa etapa é que o Roblox enquadra o usuário em uma faixa etária. No meu caso, o sistema indicou a categoria “21 ou mais”. Isso não significa que a plataforma tenha estimado minha idade exata, mas sim que fui classificado no grupo final, reservado para adultos, já que o objetivo não é precisão biográfica, e sim controle de acesso. A faixa “21+” funciona como um limite superior, no qual qualquer usuário que aparente ser adulto é automaticamente inserido.
(Divulgação)
Minhas observações acima não anulam o direito nem o lado positivo da Roblox Corporation em se preocupar com a segurança de seus usuários, principalmente os mais jovens sem experiência de vida. Contudo, ao acessar o jogo para verificar se havia uma grande revolta nos servidores, muitos citaram o criador de conteúdo Felipe Bressanim, conhecido como FELCA. Abordamos ele em nossa matéria “Vídeo do Felca e Collective Shout: o que há em comum”, sobre as mudanças nas leis e como algumas empresas já protegem usuários de predadores que circulam pela internet.
Como os pré-adolescentes estão se comunicado no Roblox?
A solução que alguns jogadores encontraram foi utilizar itens do inventário do jogo, como placas e outdoors, para se comunicar com outros usuários. Muitos criticaram o criador pela perda da “liberdade de comunicação” dentro do jogo. Outros enviaram mensagens brandas e algumas agressivas — que, a meu ver, não acredito terem sido feitas por crianças — mas não podemos descartar essa possibilidade.
(Reprodução)(Reprodução)(Reprodução)
Na minha opinião, a empresa não deve voltar atrás em sua posição, visto que o Brasil não é o único país afetado pela nova regra. Segundo sua assessoria, países como Austrália, Nova Zelândia e Holanda já implementaram a medida e, após o anúncio da implementação gradual em novembro, cerca de 50% dos usuários ativos diariamente nesses países já completaram o processo de verificação.
Para alguém que gosta de jogar — especialmente a juventude atual — o lazer mudou drasticamente. Antes, as atividades mais comuns eram jogar bola na rua, brincar com pião, bola de gude (fubeca, dependendo da região), ou empinar pipas. Mesmo crianças que tinham acesso a playgrounds muitas vezes esbarravam na falta de outras crianças da mesma idade, já que, por várias razões demográficas, muitas famílias estão tendo filhos em idades cada vez mais avançadas. Isso cria uma lacuna social, na qual gerações crescem sem amigos próximos na vida física e acabem buscando laços virtuais, muitas vezes superficiais, em ambientes como Roblox.
Por fim, a ideia de restringir o chat é interessante, mas ela não combate diretamente o problema de pessoas de má índole. O que essa medida faz é criar uma barreira para aquela criança cujos pais permitem que ela jogue casualmente apenas por um tempo curto, sem enfrentar um chat lotado de conversas potencialmente desagradáveis ou de teor duvidoso.
Enquanto isso, espero que as crianças aproveitem seu tempo para desenvolver criatividade e utilizem o mínimo necessário de telas para não perder suas infâncias — assim como este autor se divertiu quando era criança, vocês também podem!
Já se passaram quase 18 anos desde o lançamento de Wall-E, filme da Pixar dirigido por Andrew Stanton e com roteiro e história assinado por ele, Pete Docter e Jim Reardon. Com aproximadamente 1 hora e 38 minutos de duração, o longa é, sem exagero, um dos filmes mais à frente do seu tempo já produzidos pelo estúdio. E talvez o mais impressionante seja justamente isso ao assistir a Wall-E hoje dá a sensação de que ele fala diretamente sobre o mundo em que vivemos agora.
Lançado em 2008, o filme parece prever muitos dos problemas que enfrentamos em 2026. O consumismo desenfreado, o excesso de lixo, a degradação do meio ambiente, a dependência da tecnologia e o distanciamento entre as pessoas são temas centrais do enredo. A Terra, no universo do filme, tornou-se inabitável não por um único grande desastre, mas pelo acúmulo de escolhas erradas ao longo do tempo. Produzimos demais, descartamos demais e não soubemos lidar com as consequências.
O excesso de lixo na Terra produzido pela humanidade em WALL-E/Pixar
Um dos pontos mais simbólicos de Wall-E é a forma como a humanidade reage a essa destruição. Em vez de resolver o problema, as pessoas simplesmente abandonam o planeta e passam a viver em uma nave espacial, confortáveis, cercadas de tecnologia, mas completamente sedentárias. Elas não caminham, não interagem de verdade e parecem ter perdido qualquer propósito. Tudo é feito por máquinas. Tudo é mediado por telas.
Esse retrato não soa tão distante da realidade atual. Hoje, preferimos muitas vezes o conforto do isolamento, das telas e do consumo rápido a relações reais e ao cuidado com o próximo. A tecnologia, que deveria servir como ferramenta, passa a ocupar um lugar central demais em nossas vidas.
É importante deixar claro ao ser crítico à tecnologia não significa ser contra ela. Pelo contrário. A tecnologia trouxe e continua trazendo inúmeros benefícios. A inteligência artificial, por exemplo, já está presente em casas inteligentes, na medicina, em cirurgias, na programação, na música e em praticamente todas as áreas da sociedade. O medo de que profissões desapareçam não é novidade. Ao longo da história, isso sempre aconteceu. Funções deixam de existir, outras surgem, e o ser humano se adapta.
A questão que Wall-E levanta — e que hoje se torna ainda mais relevante — é se essa adaptação será suficiente. A IA avança de forma muito rápida e está cada vez mais integrada ao cotidiano. O que vai sobrar para as pessoas? O que restará para a humanidade quando boa parte das tarefas for automatizada? Ainda não sabemos a resposta.
O ser humano é excelente em se adaptar, isso é um fato. Mas o filme nos provoca a pensar se, em algum ponto, essa adaptação pode nos levar a um estado parecido com o dos humanos da nave: vivos, confortáveis, mas apáticos, sem propósito, presos ao sedentarismo e à dependência total da tecnologia. Talvez isso não aconteça agora, nem tão cedo, mas em 50 anos — ou até menos — não parece uma possibilidade tão absurda.
Nesse sentido, Wall-E também aponta um caminho. A esperança do filme não vem da tecnologia em si, mas da reconexão com a vida. É um pequeno robô, esquecido na Terra, que encontra uma planta e mostra que o planeta ainda pode renascer. A mensagem é simples, poderosa e profunda, ainda há tempo, mas é preciso agir.
O filme não ignora temas como aquecimento global, consumo excessivo e descarte irresponsável, mas vai além. Ele fala sobre humanidade, sobre empatia, sobre a importância de não esquecer que existe vida fora das telas. Trabalhamos em frente ao computador, usamos tecnologia todos os dias — e isso é necessário. O problema começa quando isso se torna a única coisa, quando esquecemos das pessoas, da família, da natureza e de nós mesmos.
Por tudo isso, Wall-E é um filme que todos deveriam assistir ou reassistir. Mesmo com tantos anos desde o seu lançamento, ele continua atual, emocionante e extremamente relevante. A relação entre Wall-E e Eve (Eva) traz uma carga genuína de afeto e humanidade, mesmo sendo dois robôs. Até detalhes curiosos, como a barata que sobrevive em meio ao lixo, exibem a ideia de resistência da vida, mesmo nas piores condições.
Por fim, o longa-metragem está disponível na plataforma de streaming Disney Plus. Apesar da menção ao serviço, esta publicação não é patrocinada, ainda que o site possa receber comissões por meio de algumas parcerias. O texto reflete uma reflexão pessoal sobre o medo compartilhado por muitas pessoas em relação aos rumos que o mundo vem tomando.
Yuusha-kei ni Shosu: Choubatsu Yuusha 9004-tai Keimu Kiroku, conhecido internacionalmente como Sentenced to Be a Hero: The Prison Records of Penal Hero Unit 9004, chegou à Temporada de Inverno 2026 em grande estilo.
A série estreou com um episódio especial de 60 minutos que dominou discussões entre fãs e críticos ao longo da semana, sendo rapidamente apontada como uma das produções mais promissoras do ano. O reconhecimento vem do seu tom maduro, da animação de alto impacto e, principalmente, de sua abordagem pouco convencional da fantasia sombria.
O anime subverte completamente a ideia tradicional de heroísmo. Neste universo, tornar-se um “herói” não é motivo de glória, mas sim a punição máxima. Criminosos condenados são enviados para a linha de frente de uma guerra interminável contra hordas demoníacas, tratados como soldados descartáveis em um sistema que não oferece redenção, apenas sobrevivência.
Para quem ainda não assistiu, a recomendação é direta: vale a pena. O episódio inaugural entrega sequências de ação bem coreografadas, animação de alto nível e um mundo cruel apresentado de forma orgânica, sem depender excessivamente de explicações expositivas. O resultado é um equilíbrio sólido entre ação, construção de mundo e atmosfera sombria, combinação que rendeu elogios consistentes e colocou a obra entre os grandes destaques do início de 2026.
A reação do público foi amplamente positiva. Nas redes sociais, muitos espectadores classificaram o primeiro episódio como um dos melhores lançamentos recentes, destacando a qualidade cinematográfica, a densidade temática e o cuidado em equilibrar violência e emoção. A série rapidamente ganhou tração e passou a ser discutida como um possível marco do gênero.
(Reprodução)
Expectativas para os próximos episódios
Mesmo com ajustes em relação à light novel original, incluindo mudanças pontuais no design de alguns personagens e o adiamento do episódio 2 para 15 de janeiro de 2026, com exibições semanais às quintas-feiras, as expectativas permanecem altas. A direção de Hiroyuki Takashima, conhecido por trabalhos como Mushoku Tensei, eleva o padrão técnico da produção e reforça a confiança no desenvolvimento da narrativa ao longo da temporada.
Vale lembrar que a estreia estava inicialmente prevista para outubro de 2025, mas foi adiada para janeiro de 2026 justamente para garantir um nível de qualidade superior. A decisão mostrou-se acertada. A produção reúne nomes experientes nas áreas de roteiro e design de personagens, além de contar com uma abertura marcante interpretada pela banda SPYAIR, com a música “Kill the Noise”.
Um detalhe curioso envolve a própria confiança inicial no projeto. O domínio oficial do anime foi registrado apenas três dias após a estreia, o que sugere que o impacto positivo junto ao público e à crítica pode ter superado as expectativas internas. Esse movimento reforça o quão surpreendente foi a recepção do primeiro episódio.
O que esperar de Sentenced to Be a Hero?
Em síntese, Sentenced to Be a Hero teve uma estreia extremamente sólida. A série entregou tudo o que prometia e foi além, combinando atmosfera sombria, proposta narrativa brutal, personagens bem construídos e um cuidado técnico evidente. A impressão inicial é a de que estamos diante de uma obra com grande potencial para se destacar dentro da fantasia sombria, a ponto de despertar o interesse imediato pelas light novels para quem deseja explorar esse universo mais a fundo antes dos próximos episódios.
O anime de Sentenced to Be a Hero está disponível na Crunchyroll, com as opções dublada e legendada.
Lançado no fim dos anos 1980, logo após o enorme sucesso de Os Cavaleiros do Zodíaco, Samurai Troopers surgiu em um cenário competitivo dentro do gênero de animes de “armaduras”.
Ainda assim, a série conquistou identidade própria ao se apoiar fortemente na mitologia, no folclore japonês e na simbologia samurai, elementos que seguem diferenciando a obra até hoje.
Contexto da história no novo anime (2026)
A nova produção anunciada para 2026 funciona como uma continuação direta do anime original de 1988, Yoroiden Samurai Troopers (conhecido no Brasil como Samurai Warriors).
Cronologia: a narrativa se passa 35 anos após os eventos da série clássica;
Premissa: o selo que mantinha aprisionado o imperador demoníaco Arago é rompido em Shinjuku, na Tóquio contemporânea, libertando novamente suas forças malignas;
Conflito central: para enfrentar a ameaça, cinco novos jovens são escolhidos para vestir as lendárias armaduras místicas conhecidas como Yoroi Gear;
Conexão com o passado: personagens clássicos retornam à trama, incluindo Nasti Yagyu, agora atuando como comandante da DST, organização responsável por monitorar atividades sobrenaturais.
O episódio inicial opta por uma abordagem direta, sem longas explicações introdutórias. Shinjuku é subitamente tomada por nuvens negras e por uma presença hostil vinda de outra dimensão: o Império de Arago.
O clima de urgência se estabelece imediatamente. A invasão é urbana, visível e aterrorizante, com a população reagindo de forma instantânea ao caos. Em meio ao colapso da cidade, o público é apresentado a Ryo Sanada e ao seu tigre branco, White Blaze, que enfrentam os primeiros soldados inimigos. Pouco depois, os demais portadores das armaduras se unem, sinalizando que o conflito milenar entre o bem e o mal está apenas recomeçando.
(Reprodução)
Pontos fortes da obra
Design de personagens e armaduras: O trabalho de Norio Shioyama se destaca pelo equilíbrio entre tradição e fantasia. Diferente de abordagens mais voltadas ao brilho e ao espetáculo, como em Saint Seiya, Samurai Troopers prioriza a funcionalidade estética da armadura samurai, incorporando elementos sobrenaturais. Cada Yoroi representa um elemento e uma virtude confucionista:
Ryo – Fogo / Benevolência;
Shin – Água / Confiança;
Shu – Terra / Justiça;
Seiji – Luz / Cortesia;
Touma – Ar / Sabedoria.
Animação e estética: Para um anime produzido em 1988, o trabalho da Sunrise permanece consistente. O contraste entre as armaduras coloridas e o cenário urbano tomado por tons sombrios cria forte impacto visual. As sequências de transformação (henshin) são bem coreografadas e se tornaram marcas registradas da série.
Trilha sonora: A abertura e o encerramento refletem perfeitamente o City Pop e o rock japonês dos anos 80. Ao longo do episódio, a trilha combina sintetizadores com instrumentos tradicionais, reforçando a sensação de urgência e o clima místico da narrativa.
O episódio inicial de Samurai Troopers cumpre com eficiência seu objetivo: apresenta a ameaça central, estabelece o carisma dos protagonistas e valoriza o visual das armaduras. A obra envelheceu bem e continua especialmente atraente para fãs da estética retrô. Para quem busca uma história que mistura misticismo samurai com a clássica estrutura de heróis em equipe, o início dessa nova fase se mostra altamente promissor.
O anime de Samurai Troopers está disponível na Crunchyroll, com a opção legendada, porém com fortes rumores de uma provável dublagem no futuro. Os novos episódios estreiam toda terça-feira.
A adaptação em série de God of War recebeu uma atualização importante com a confirmação de Ryan Hurst no elenco. O ator, conhecido por Sons of Anarchy, foi anunciado como o intérprete de Kratos na produção live-action desenvolvida pela Santa Monica Studio, Prime Video e Sony Pictures Television.
A escolha marca o retorno de Hurst ao universo da franquia, já que ele participou de God of War Ragnarök dando vida a Thor, personagem que enfrentou Kratos em um dos momentos mais marcantes do jogo. Diferente do trabalho realizado nos games, a série contará com atuação tradicional diante das câmeras, e não apenas voz ou captura de movimentos.
A narrativa da produção será baseada nos dois jogos mais recentes da série, ambientados na mitologia nórdica. Nessa fase da história, Kratos abandona seu passado na Grécia Antiga e passa a viver em terras dominadas por deuses nórdicos, enquanto tenta criar e proteger seu filho, Atreus, em meio a conflitos que colocam pai e filho no centro de uma nova jornada.
(Reprodução/Santa Monica Studio)
Esse é um dos motivos para a escolha de um ator com aparência mais madura, e não tão jovem, caso o live-action opte por percorrer os arcos do primeiro jogo, período em que Atreus e sua última esposa ainda não existiam na vida de Kratos.
No último ano, recebemos a informação de que a Riot Games havia desistido do desenvolvimento de Hytale, título inspirado em blocos pixelados no estilo Minecraft. O projeto, iniciado há cerca de 11 anos, em 2015, acabou ficando em segundo plano devido à prioridade que a criadora de League of Legendspassou a dar às produções dentro do universo de sua principal franquia.
O que parecia ser o fim de Hytale tomou outro rumo quando o estúdio Hypixel Studios, presidido por Simon Collins-Laflamme, recomprou os direitos do jogo e reabriu o estúdio. A equipe prometeu que o acesso antecipado chegaria no início de janeiro de 2026.
A continuação do desenvolvimento do jogo de blocos pixelados mistura RPG de ação com mundo aberto e traz uma forte sensação de nostalgia para fãs de títulos como Minecraft e outros do gênero. Isso ajudou a criar um grande hype entre os jogadores, especialmente por conta do envolvimento inicial da Riot Games no projeto. Em outras palavras, havia a expectativa de que algo especial pudesse surgir. Por esse motivo, o mundo de Orbis, como é conhecido o universo do jogo, passou a chamar ainda mais atenção.
O trailer de Hytale se tornou um verdadeiro fenômeno no YouTube. O vídeo de anúncio ultrapassou a marca de 62 milhões de visualizações ao longo de sete anos. Além disso, desde o lançamento do acesso antecipado, em 13 de janeiro de 2026, o título acumulou milhões de visualizações em dezenas de vídeos e transmissões ao vivo feitas por criadores de conteúdo na plataforma.
O próprio desenvolvedor afirmou que a pré-venda foi fundamental para financiar o projeto e permitir que a equipe trabalhasse com mais tranquilidade pelos próximos dois anos. Agora, com a divulgação massiva, a expectativa é de um faturamento ainda maior, o que deve aliviar qualquer tensão financeira para a equipe envolvida.
Agradecimento do desenvolvedor do jogo
Sobre o sucesso no YouTube, Simon agradeceu aos criadores de conteúdo e aos usuários que estão divulgando o jogo. Segundo ele, ainda há um longo caminho a percorrer para alcançar todos os objetivos do projeto, mas a reação positiva do público superou as expectativas. O desenvolvedor afirmou que não esperava tamanho apoio e compreensão, destacando que leu feedbacks e sugestões recentemente. Muitas das ideias apontadas, inclusive, já faziam parte dos planos da equipe, o que reforçou sua confiança no futuro do jogo.
Simon também explicou que a versão exibida atualmente é uma build de quatro anos atrás, reconstruída em poucos meses. Naquele estágio, o modo de exploração ainda não existia, assim como sistemas fundamentais, como ciclo de criação, sistema de memórias, progressão, portais ancestrais, NPCs em quantidade relevante, templos esquecidos e progressão de crafting. Segundo ele, praticamente não havia conteúdo estruturado.
(Reprodução)
O desenvolvedor destacou ainda que tantos bugs foram corrigidos e tantas funcionalidades adicionadas que a equipe acabou desistindo de manter notas de atualização. Por fim, Simon afirmou que passará o dia acompanhando vídeos, lendo feedbacks e anotando sugestões. Ele agradeceu novamente todo o apoio recebido e reforçou que não se arrepende de ter salvado o desenvolvimento de Hytale há dois meses.
Conferi que o jogo Hytale está custando menos de R$ 61 no site oficial. Uma versão para consoles está prevista para chegar em breve.