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Review | Tougen Anki

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A primeira temporada de Tougen Anki apresenta Shiki Ichinose (Kazuki Ura), um jovem que se vê envolvido em uma guerra milenar entre os Onis e os descendentes do herói humano Momotaro. Ao descobrir que pode ter um papel central nesse conflito, Shiki automaticamente se torna um alvo, dando início a uma jornada marcada por violência, revelações e treinamento sobrenatural. Nossa análise consiste em uma crítica técnica baseada em todos os episódios desta temporada.

Apesar de um ponto de partida promissor, a série rapidamente deixa claro que seguirá um caminho extremamente familiar para quem conhece o gênero battle shonen. Do evento traumático que introduz Shiki ao mundo dos Onis até o encerramento da temporada, a narrativa raramente surpreende, apoiando-se quase exclusivamente em arquétipos já desgastados. Essa falta de originalidade aumenta a expectativa por execução técnica e narrativa, algo que a produção não consegue sustentar.

Tougen Anki review da primeira temporada e momento marcante
© Yura Urushibara (Akita Shoten)

Um protagonista pouco carismático e mal desenvolvido, ambiente escolar e professor mal explorados

Grande parte dos problemas da temporada começa com o próprio Shiki. Impulsivo, barulhento e frequentemente irritante, o protagonista demonstra pouca capacidade de reflexão, resolvendo conflitos quase sempre por instinto. Sua evolução emocional é superficial, e a constante sensação de “armadura de roteiro” dificulta criar qualquer tensão real em torno de seus desafios.

A situação se agrava quando a série abandona rapidamente a proposta de azarão. Em poucos episódios, Shiki é revelado como herdeiro de uma linhagem poderosa, recebendo um nível de força que o coloca acima da maioria dos personagens. Embora exista a ideia de que ele não controla totalmente esse poder, a narrativa ignora essa limitação sempre que conveniente, enfraquecendo ainda mais o impacto de seus conflitos.

Após os eventos iniciais, incluindo a morte de seu pai adotivo, Shiki é enviado a uma escola de Onis para aprender a dominar suas habilidades. Lá, ele passa a treinar sob a tutela de Mudano (Hiroshi Kamiya), um professor rígido, frio à primeira vista, mas secretamente preocupado com seus alunos.

Mudano é a personificação de um arquétipo amplamente explorado em obras do gênero: o mentor severo que força seus alunos ao limite para prepará-los para ameaças maiores. A série parece acreditar que exagerar esse comportamento o tornará mais interessante, mas o resultado é apenas mais um personagem previsível, sem qualquer diferencial relevante.

Cena de tensão do personagem principal em Tougen Anki
© Yura Urushibara (Akita Shoten)

Colegas de classe rasos e excessivamente irritantes, vilões desorganizados e pouco ameaçadores

O elenco de apoio é composto por colegas de classe que rapidamente se resumem a caricaturas de traço único. Personalidades exageradas, que variam da agressividade constante à proteção sufocante, dominam cada cena, tornando a convivência com esses personagens cansativos ao longo da temporada.

Embora alguns momentos de combate tentem dar destaque individual a certos membros do grupo, isso não é suficiente para compensar sua falta de profundidade. Pior ainda, esses personagens ocupam tempo excessivo de tela, frequentemente entrando em pânico ou atrapalhando o andamento da trama até que, convenientemente, conseguem resolver a situação no último instante.

Os antagonistas, os Momotaro, são apresentados como um grupo de indivíduos violentos e instáveis, mas sua completa desorganização compromete qualquer sensação de ameaça real. Constantemente brigando entre si e incapazes de manter uma postura estratégica, eles levantam uma questão inevitável: como um grupo tão caótico consegue dominar essa guerra há tanto tempo?

A ausência de vilões consistentes enfraquece ainda mais os conflitos, tornando as batalhas menos impactantes do ponto de vista narrativo.

Tougen Anki  diversas facetas.
© Yura Urushibara (Akita Shoten)

Ação visual é o maior acerto da temporada, porém a narração excessiva prejudica

Se existe um ponto em que Tougen Anki realmente se destaca, ele está nos visuais das batalhas. As habilidades dos Onis, todas relacionadas à manipulação de sangue, permitem uma variedade criativa de poderes e efeitos visuais marcantes. Alguns confrontos impressionam visualmente e ajudam a sustentar o interesse do espectador.

No entanto, o desfecho dessas lutas depende frequentemente de soluções convenientes, como poderes nunca apresentados ou reviravoltas pouco justificadas. Isso reforça a sensação de previsibilidade e elimina qualquer suspense genuíno.

Outro elemento que compromete seriamente a narrativa é o uso constante de um narrador. Além de explicar habilidades e regras do universo, algo que já seria discutível, a narração frequentemente surge para detalhar sentimentos e eventos que acabaram de acontecer em cena.

Essa escolha demonstra uma clara falta de confiança na capacidade do público de interpretar o que está sendo mostrado. Em uma série que já carece de sutileza, a narração excessiva se torna redundante, condescendente e, em muitos momentos, francamente irritante.

Review | Tougen Anki
© Yura Urushibara (Akita Shoten)

Gamerdito review: a 1ª temporada de Tougen Anki vale a pena?

No melhor dos cenários, a primeira temporada de Tougen Anki é uma obra genérica e previsível dentro do battle shonen. Em seus piores momentos, ela se torna um conjunto de personagens irritantes, vilões pouco convincentes e uma narrativa que insiste em explicar o óbvio. Apesar de algumas sequências de ação visualmente interessantes, o resultado final dificilmente se justifica diante da vasta oferta de produções mais competentes no gênero.

A primeira temporada de Tougen Anki já está disponível na Crunchyroll, Netflix e Prime Vídeo, com opções dublada e legendada.


Este texto reflete exclusivamente a opinião de seu autor e não representa, necessariamente, a posição do MeuGamer. Além disso, o site não mantém qualquer vínculo com as marcas ou plataformas mencionadas nesta crítica.

Review | Spy x Family (3ª temporada)

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Mesmo avançando em ritmo contido, Spy x Family segue demonstrando por que se consolidou como uma das séries mais queridas dos últimos anos. Em sua terceira temporada, o anime reafirma sua habilidade rara de transitar entre gêneros com naturalidade, equilibrando espionagem, comédia, ação e drama familiar sem perder identidade, uma verdadeira especialista em trocar de “disfarces”, assim como seus protagonistas.

Desde a estreia do mangá em 2019, a obra de Tatsuya Endo conquistou status de fenômeno, impulsionada ainda mais pela adaptação em anime realizada pelos estúdios WIT Studio e CloverWorks. O grande diferencial da série sempre esteve na forma como combina tons distintos: cenas de ação dignas de um thriller de espionagem convivem com humor pastelão, subtexto romântico e, sobretudo, uma narrativa calorosa sobre família e pertencimento. É, essencialmente, uma sitcom disfarçada de missão secreta para evitar uma guerra mundial. Nesta crítica, analiso os pontos mais relevantes da temporada e avalio se a série evoluiu — ou não — mantendo a qualidade da trama.

A trama se passa em Berlint, uma versão fictícia de Berlim em plena tensão de Guerra Fria, onde Westalis e Ostania mantêm uma paz instável. Nesse cenário, o espião de elite Twilight recebe a missão de se infiltrar em Ostania e se aproximar do político Donovan Desmond, figura central em possíveis planos belicistas. Para isso, ele assume a identidade de Loid Forger, adota a pequena Anya e entra em um casamento de fachada com Yor, ambos igualmente envolvidos em vidas duplas. Anya, por sua vez, é uma criança telepata fruto de experimentos científicos, enquanto Yor atua secretamente como uma assassina profissional. Apenas Anya conhece toda a verdade… além de Bond, o cachorro capaz de prever o futuro.

Spy x Family (3ª temporada) personagem amigo da Anya
Imagem: WIT Studio/CloverWorks

A terceira temporada aprofunda essa dinâmica ao apostar em arcos narrativos mais densos. Entre eles, destacam-se uma situação de sequestro envolvendo crianças, a exploração do passado traumático de Twilight e um confronto direto com um espião rival de altíssimo nível. Embora o avanço da missão principal continue lento, esses arcos adicionam peso emocional e ajudam a expandir o universo da série sem abandonar o humor característico.

O arco focado no passado de Twilight é particularmente relevante. Ao mostrar de forma mais detalhada as perdas sofridas por ele durante a guerra, a narrativa contextualiza sua motivação central: evitar novos conflitos a qualquer custo. Essa construção transforma o protagonista em algo mais do que um agente frio e eficiente, enriquecendo o drama ao revelar o ceticismo que ele desenvolveu tanto em relação a Ostania quanto à liderança de Westalis.

Já o arco protagonizado por Anya, que envolve o sequestro de alunos, evidencia a força da série em equilibrar tons contrastantes. Mesmo diante de uma situação potencialmente sombria, Spy x Family consegue inserir humor sem banalizar o perigo, muito graças ao carisma da personagem e à excelente atuação de Atsumi Tanezaki. Anya continua sendo o coração cômico da obra, com suas interpretações equivocadas e reações exageradas rendendo alguns dos momentos mais memoráveis da temporada.

Spy x Family (3ª temporada), Anya e seus amigos.
Imagem: WIT Studio/CloverWorks

No campo da ação, o encerramento da temporada entrega um intenso jogo de gato e rato entre Twilight e um dos agentes mais perigosos de Ostania. A animação se destaca pela fluidez e impacto físico das lutas, reforçando o nível quase sobre-humano desses personagens. Mesmo com Yor tendo menos destaque desta vez, suas breves cenas ainda conseguem impressionar e manter sua aura de força absoluta.

O ponto central desse arco final, no entanto, está na reafirmação do tema principal da série: embora a família Forger tenha nascido de uma farsa, seus laços são autênticos. O antagonista funciona como um espelho distorcido de Twilight, mostrando o que ele poderia se tornar caso renunciasse a sua humanidade em nome da missão. É nesse contraste que Spy x Family encontra sua maior força emocional.

Spy x Family (3ª temporada, Loid Foger
Imagem: WIT Studio/CloverWorks

Gamerdito (Veredito): A 3ª temporada de Spy x Family é boa?

Ainda assim, a temporada não escapa de uma crítica recorrente: o avanço excessivamente lento da Operação Strix. Apesar de pequenos progressos, como conquistas acadêmicas de Anya e maior envolvimento de Yor, a narrativa segue distante de qualquer resolução concreta. Esse problema parece refletir tanto o ritmo do mangá quanto a decisão da adaptação de não acelerar eventos, criando um certo conflito entre a estrutura episódica descontraída e a promessa de um grande objetivo final.

Mesmo com esse paradoxo narrativo, o saldo permanece amplamente positivo. As aventuras semanais continuam tão envolventes que o ritmo arrastado da trama principal se torna mais um incômodo secundário do que um real obstáculo. Ao conseguir abordar temas mais pesados sem perder o humor e a sensibilidade, Spy x Family prova mais uma vez sua maturidade criativa e reafirma sua posição como uma das séries mais consistentes da atualidade.

A 3ª temporada de Spy x Family está disponível na Crunchyroll e conta com as opções dublada e legendada.

Apple divulga novo teaser da 2ª temporada de Monarch – Legado de Monstros

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A Apple acaba de divulgar o mais novo trailer da segunda temporada de Monarch – Legado de Monstros, série ambientada no universo dos monstros mais icônicos da cultura pop. O teaser antecipa uma nova ameaça e sugere que os eventos da próxima fase serão ainda maiores do que tudo o que já foi visto.

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No início desta publicação, já é possível conferir o novo teaser da 2ª temporada.

O vídeo traz um clima tenso desde os primeiros segundos, com diálogos enigmáticos que indicam que algo está prestes a mudar drasticamente o equilíbrio do mundo. “O mundo mudou”, diz Lee, enquanto Cate reforça: “Tem alguma coisa acontecendo”. Logo fica claro que a ameaça não envolve Kong nem Godzilla. Segundo Lee, trata-se de “algo ainda maior”.

O mistério aumenta quando Keiko revela que “ele abriu a fenda… pra outro mundo”, levantando a possibilidade de uma conexão com realidades desconhecidas. Hiroshi alerta que tudo isso foi um erro, enquanto a trilha sonora dramática, sirenes e sons de monstros reforçam o clima de urgência. A pergunta final — “Então, e agora?” — é respondida de forma direta: “Consequências”.

O kaiju que aparece no fim do teaser lembra bastante o Kraken, um dos grandes inimigos de Kong. Se será ele, ainda é um mistério. Talvez o trailer final revele mais detalhes — ou apenas a estreia da série traga as respostas.

A segunda temporada de Monarch – Legado de Monstros promete expandir ainda mais o universo da série, aprofundando seus conflitos e introduzindo novos perigos que podem mudar tudo.

A estreia está marcada para 27 de fevereiro, exclusivamente no Apple TV+.

Inazuma Eleven: Cross é anunciado para Android e iOS com novo protagonista

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Durante uma transmissão ao vivo, o diretor da série Inazuma Eleven revelou várias novidades sobre o futuro da franquia. Aproveitando o bom momento e o sucesso de Inazuma Eleven: Victory Road, a LEVEL-5 anunciou um novo jogo focado no público mobile: Inazuma Eleven: Cross.

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O título será lançado para iOS e Android, ainda sem data definida. O jogo será gratuito, com compras dentro do aplicativo. Diferente de Victory Road, Cross traz uma história totalmente original e um novo protagonista, substituindo Sasanami Unmei (Destin Bellows).

Em Inazuma Eleven: Cross, o jogador assume o papel de treinador, sendo responsável por montar, gerenciar e definir as estratégias da equipe. As partidas não são controladas jogador a jogador. O resultado depende das decisões táticas do treinador, com a opção de deixar os jogos ocorrerem de forma automática.

A LEVEL-5 também confirmou que as inscrições para o teste beta fechado já estão abertas no Japão, com limite de 20 mil participantes. Os selecionados poderão experimentar o jogo antes do lançamento oficial. Um teaser trailer que apresenta o novo protagonista de Inazuma Eleven: Cross pode ser conferido no início desta publicação.

A empresa também deixou claro que o progresso de Victory Road não poderá ser transferido para Cross. Por outro lado, esses dados não serão descartados e podem voltar a ser úteis em uma futura continuação de Victory Road.

Capcom anuncia Resident Evil Showcase com novidades de Resident Evil Requiem

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A Capcom confirmou um novo Resident Evil Showcase para o dia 15 de janeiro, às 19h (horário de Brasília). O evento trará novidades e gameplay exclusivo de Resident Evil Requiem, próximo título principal da franquia.

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O anúncio foi feito pelas redes oficiais da empresa, acompanhado de um teaser que exibindo o clima mais sombrio e intenso do jogo. Segundo a Capcom, Resident Evil Requiem marca o início de uma nova fase para a série de survival horror.

O jogo já tem data de lançamento definida: 27 de fevereiro de 2026, com versões confirmadas para PlayStation 5, Xbox Series X|S, Nintendo Switch 2, Steam e Epic Games Store.

Grace Ashcroft, protagonista de Resident Evil Requiem, aparece armada em um ambiente sombrio, simbolizando a nova geração da franquia de survival horror da Capcom. Saiba se vale sua pré-venda
Imagem reprodução

O que esperar do evento

Embora a Capcom ainda não tenha detalhado tudo o que será mostrado, os fãs aguardam um showcase com trechos inéditos de gameplay e traga mais informações sobre a proposta do jogo, ambientação e possíveis mudanças na fórmula da franquia.

Existe também a possibilidade de a empresa anunciar uma demo jogável, algo que já aconteceu em lançamentos recentes da série. Normalmente, a Capcom costuma liberar uma demo primeiro no PlayStation 5 e, posteriormente, expandir o acesso para as demais plataformas. No entanto, até o momento, não há confirmação oficial sobre a liberação de uma versão de teste.

O Resident Evil Showcase será transmitido online, com exibição no canal oficial da empresa no YouTube. Nosso site trará as principais informações do evento assim que ele ocorrer.

Top 10 Jogos Trash Recentes para Jogar – No Nível do King Kong

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Nem todo jogo que chega ao mercado entrega o que promete. Alguns aparecem com nomes fortes, orçamento alto ou boas ideias e acabam lembrados pelos motivos errados. Seja por problemas técnicos, decisões de design questionáveis ou simplesmente por serem entediantes, esses títulos se destacaram negativamente e viraram assunto entre jogadores.

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Contudo, isso não significa que não existam pessoas que gostem desses jogos. Há inúmeros jogadores que até preferem títulos com otimização problemática, seja pelo desafio extra, seja pelo interesse em platinar nos consoles ou conquistar achievements no PC.

Vale lembrar que a comunidade espera que os jogos sejam bem finalizados, assim como os próprios profissionais envolvidos no desenvolvimento. Ainda assim, por diferentes motivos internos de direção e produção, muitos projetos não chegam ao mercado da forma como o público imaginava.

É por isso que listamos dez jogos para quem tiver interesse em conhecê-los ou experimentá-los. A seleção inclui tanto títulos independentes quanto produções de grande orçamento que, em teoria, deveriam ter figurado entre os concorrentes a jogo do ano nas principais premiações da indústria, algo que não aconteceu pelos motivos citados acima.

Vale destacar que todos os jogos listados foram testados por autores do site ou pelo próprio autor desta publicação.

Os top 10 jogos trash entre 2023 a 2026

Skull Island: Rise of Kong é um dos exemplos mais citados quando o assunto é jogo mal executado. A proposta de controlar o King Kong soa interessante no papel, mas o combate travado, os cenários vazios e a inteligência artificial inconsistente tornam a experiência cansativa rapidamente. Os gráficos datados e o level design repetitivo reforçam a sensação de produto inacabado. Até há uma publicação em nosso site sobre este jogo nesta página.

Eleito o Pior Jogo de 2023, Título Está em Oferta no Steam para PC Windows.
Imagem reprodução/Gamermill Entertainment

Suicide Squad: Kill the Justice League tentou combinar personagens populares com um modelo de jogo focado em progressão contínua. O resultado foi uma campanha pouco inspirada, missões repetitivas e diversos problemas técnicos no lançamento. Mesmo com atualizações posteriores, o jogo ficou marcado como um projeto que não encontrou sua identidade.

Para ameniar problemas dos servidores de Suicide Squad: Kill the Justice League, jogadores ganharam recompensas
Imagem reprodução/Rocksteady

Skull and Bones passou anos em desenvolvimento e chegou com grandes expectativas. No entanto, o combate naval simplificado, a progressão lenta e a falta de variedade de atividades fizeram com que a experiência se tornasse repetitiva em pouco tempo. A sensação geral é de uma ideia que nunca foi totalmente desenvolvida. Olha que é considerado um dos jogos mais caros desenvolvidos pela Ubisoft e também da indústria dos games.

O beta aberto do jogo de piratas da Ubisoft está com teste disponível até 11 de fevereiro.
Imagem jogo Skull and Bones divulgação/Ubi

The Lord of the Rings: Gollum apostou em uma abordagem diferente dentro do universo da Terra-média, focando em furtividade e narrativa. Na prática, a movimentação estranha, o stealth mal ajustado e o visual abaixo do esperado comprometeram o jogo. Ele acabou sendo lembrado mais pelos problemas do que pela proposta. Fique ciente que o jogo havia sido adiado algumas vezes e, ainda assim, não entregou o prometido.

gollum 3
Top 10 Jogos Trash Recentes para Jogar – No Nível do King Kong 24

Dustborn apresenta uma road trip distópica com foco em personagens e diálogos, mas sofre com ritmo irregular e jogabilidade pouco envolvente. O mundo é vazio, o combate não empolga e a tentativa de ser estiloso acaba soando forçada em vários momentos. Ele também foi indicado ao Lemon Game Awards do nosso site e acabou vencendo na categoria do Impacto que não foi. Devido não ter agradado até mesmo usuários que vibram com jogos de Impacto social.

Dustborn image jogo gameplay
(Reprodução)

Quantum Error foi anunciado como uma experiência de terror psicológico intensa, mas mistura gêneros de forma confusa. O jogo alterna entre horror e tiro em primeira pessoa sem conseguir equilíbrio, além de apresentar problemas de desempenho e design inconsistente. A atmosfera funciona em partes, mas não sustenta a experiência completa. Como um jogo exclusivo na plataforma de PlayStation 5 em seu lançamento, acabou frustrando fãs do console que aguardaram algo imersivo.

Quantum Error jogo decepciona crítica especializada
Quantum Error — divulgação TeamKill Media

Forspoken chamou atenção pelo visual e pela movimentação mágica, mas perdeu força com um mundo aberto pouco vivo e atividades repetitivas. A narrativa e os diálogos dividiram opiniões, e muitos jogadores sentiram que o potencial apresentado não foi aproveitado. Além de diversos problemas de glichts que geraram “memes” na web fazendo a Square Enix deixar esta franquia no Limbo.

Forspoken imagem de gameplay do jogo
(Divulgação)

Ambulance Life: A Paramedic Simulator: A Nacon tem apostado em diversos títulos na tentativa de emplacar um jogo com apelo global. O problema é que suas iniciativas ao financiar ou publicar alguns jogos independentes não têm gerado a satisfação esperada dos jogadores, nem a rentabilidade financeira desejada. No simulador presente nesta lista, o jogador assume o papel de um paramédico, mas a experiência entrega mecânicas rasas e tarefas excessivamente repetitivas. Os problemas técnicos e a falta de profundidade fazem com que o jogo se torne cansativo em pouco tempo.

Ambulance Life: A Paramedic Simulator jogo  de simulação
(Reprodução)

MindsEye apostou em uma abordagem cinematográfica e futurista, mas falhou em execução. A história confusa, o gameplay básico e o desempenho irregular prejudicam a imersão, fazendo com que o jogo passasse quase despercebido pouco tempo após o lançamento. Eles lançaram em 2025, uma versão gratuita para os usuários poderem conhecer um pouco mais da trama. Algo que mesmo com esta oferta não atraiu jogadores. O que deveria ser uma versão de GTA futurista acabou tornando-se o pior jogo com orçamento AAA.

Imagem de MindsEye mostrando personagens e ambiente urbano do jogo gratuito que não conquistou o público
Imagemreprodução

Code Violet, que inspirou este artigo publicado. Lançado em 10 de janeiro de 2026, acabou não entregando o que muitos esperavam de um suposto sucessor espiritual de Dino Crisis. O jogo foi alvo de críticas negativas intensas, chegando a ser ainda pior avaliado do que Concord. Este último só não aparece na lista por não ser mais jogável, já que se trata de um título online com servidores desligados, mas que certamente mereceria ao menos uma menção honrosa. Uma curiosidade é que o jogo Code Violet foi desenvolvido pela TeamKill Media, o mesmo estúdio responsável por Quantum Error, formando assim uma dobradinha nesta publicação.

A imagem é do jogo Code Violet sobre sua nota da crítica
Imagem reprodução/TeamKill Media

Por fim, esses jogos mostram que boas ideias, franquias conhecidas ou altos investimentos não garantem uma experiência de qualidade. Ainda assim, todos eles despertam curiosidade e acabam sendo lembrados como exemplos de projetos que deram errado, seja para análise, entretenimento involuntário ou simples curiosidade do jogador.

Os títulos citados podem ser encontrados nas mais diversas plataformas como PlayStation (PS Store), Xbox (Microsoft Store), Nintendo Switch (Nintendo eShop) e PC Windows (Steam, Epic Games Store, GoG).


Fique claro que o Top 10 jogos trash da geração atual não tem o intuito de menosprezar os profissionais que trabalharam nessas produções, tampouco de ofender sua honra. A proposta é servir como um alerta para a indústria, mostrando que, fora dos bastidores, existe uma comunidade que aguarda ansiosamente por enredos instigantes, mundos vastos para explorar e histórias capazes de prender o jogador por horas.

Globo de Ouro 2026: Todos os vencedores da premiação

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No fim da noite de domingo, 11 de janeiro, atravessando a madrugada da segunda-feira, 12, a 83ª edição do Globo de Ouro revelou os vencedores da premiação de 2026. A cerimônia foi apresentada por Nikki Glaser e premiou nomes já consolidados da indústria, além de destacar atuações que se firmaram como revelações da temporada, ajudando a desenhar o cenário inicial da corrida pelo Oscar.

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Antes mesmo da entrega do primeiro troféu, Glaser abriu a noite com um monólogo bem-humorado, que arrancou risadas do público ao abordar, de forma irônica, alguns temas sensíveis e controversos do momento, estabelecendo um clima mais leve para a cerimônia. Ao longo do evento, produções de diferentes países dividiram o protagonismo, exibindo o caráter internacional do Globo de Ouro. O Brasil também marcou presença entre os indicados com O Agente Secreto, levando o cinema nacional a uma das principais vitrines do calendário de premiações.

O principal prêmio da cerimônia ficou com Hamnet: A Vida Antes de Hamlet, que se consolidou como um grande destaque do Globo de Ouro 2026. A vitória coroa uma trajetória consistente ao longo da temporada e posiciona o longa como um dos títulos mais fortes do ano, tanto em reconhecimento crítico como para indicações ao Oscar.

Para os brasileiros, a noite foi histórica, pois o longa-metragem nacional O Agente Secreto ganhou duas das três premiações que disputou: a primeira como Melhor Filme em Língua Não Inglesa e a segunda como Melhor Ator em Drama, para Wagner Moura, perdendo apenas na categoria de Melhor Filme em Drama.

A série Adolescência levou no Globo de Ouro de 2026 ao conquistar quatro estatuetas, igualando o desempenho de Uma Batalha Após a Outra, que também levou quatro prêmios na cerimônia. Ambas as produções se destacaram entre os vencedores da noite, mostrando força tanto na televisão quanto no cinema.

A seguir, confira todos os vencedores do Globo de Ouro de 2026

Categorias de Cinema

Melhor Filme – Drama

  • Frankenstein
  • Hamnet: A Vida Antes de Hamlet — Vencedor
  • It Was Just an Accident
  • O Agente Secreto
  • Valor Sentimental
  • Pecadores

Melhor Filme – Musical ou Comédia

  • Blue Moon
  • Bugonia
  • Marty Supreme
  • No Other Choice
  • Nouvelle Vague
  • Uma Batalha Após a Outra — Vencedor

Melhor Filme – Animação

  • Arco
  • Demon Slayer: Kimetsu no Yaiba – Castelo Infinito
  • Elio
  • Guerreiras do K-Pop — Vencedor
  • Little Amélie or the Character of Rain
  • Zootopia 2

Melhor Filme – Língua Não Inglesa

  • It Was Just an Accident
  • No Other Choice
  • O Agente Secreto — Vencedor
  • Valor Sentimental
  • Sirât
  • The Voice of Hind Rajab

Melhor Atriz em Filme – Drama

  • Jessie Buckley – Hamnet: A Vida Antes de Hamlet — Vencedora
  • Jennifer Lawrence – Morra, Amor
  • Renate Reinsve – Valor Sentimental
  • Julia Roberts – Depois da Caçada
  • Tessa Thompson – Hedda
  • Eva Victor – Sorry, Baby

Melhor Ator em Filme – Drama

  • Joel Edgerton – Sonhos de Trem
  • Oscar Isaac – Frankenstein
  • Dwayne Johnson – Coração de Lutador
  • Michael B. Jordan – Pecadores
  • Wagner Moura – O Agente Secreto — Vencedor
  • Jeremy Allen White – Springsteen: Deliver Me From Nowhere

Melhor Atriz em Filme – Musical ou Comédia

  • Rose Byrne – Se Eu Tivesse Pernas, Eu Te Chutaria — Vencedor
  • Cynthia Erivo – Wicked: For Good
  • Kate Hudson – Song Sung Blue – Um Sonho a Dois
  • Chase Infiniti – Uma Batalha Após a Outra
  • Amanda Seyfried – O Testamento de Ann Lee
  • Emma Stone – Bugonia

Melhor Ator em Filme – Musical ou Comédia

  • Timothée Chalamet – Marty Supreme — Vencedor
  • George Clooney – Jay Kelly
  • Leonardo DiCaprio – Uma Batalha Após a Outra
  • Ethan Hawke – Blue Moon
  • Lee Byung-Hun – No Other Choice
  • Jesse Plemons – Bugonia

Melhor Atriz Coadjuvante em Qualquer Filme

  • Teyana Taylor – Uma Batalha Após a Outra — Vencedora
  • Emily Blunt – Coração de Lutador
  • Elle Fanning – Valor Sentimental
  • Ariana Grande – Wicked: For Good
  • Inga Ibsdotter Lilleaas – Valor Sentimental
  • Amy Madigan – A Hora do Mal

Melhor Ator Coadjuvante em Qualquer Filme

  • Stellan Skarsgård – Valor Sentimental — Vencedor
  • Benicio Del Toro – Uma Batalha Após a Outra
  • Jacob Elordi – Frankenstein
  • Paul Mescal – Hamnet: A Vida Antes de Hamlet
  • Sean Penn – Uma Batalha Após a Outra
  • Adam Sandler – Jay Kelly

Melhor Diretor – Filme

  • Paul Thomas Anderson – Uma Batalha Após a Outra — Vencedor
  • Ryan Coogler – Pecadores
  • Guillermo del Toro – Frankenstein
  • Jafar Panahi – It Was Just an Accident
  • Joachim Trier – Valor Sentimental
  • Chloé Zhao – Hamnet: A Vida Antes de Hamlet

Melhor Roteiro – Filme

  • Paul Thomas Anderson – Uma Batalha Após a Outra — Vencedor
  • Ronald Bronstein, Josh Safdie – Marty Supreme
  • Ryan Coogler – Pecadores
  • Jafar Panahi – It Was Just an Accident
  • Eskil Vogt, Joachim Trier – Valor Sentimental
  • Chloé Zhao, Maggie O’Farrell – Hamnet: A Vida Antes de Hamlet

Melhor Trilha Sonora Original – Filme

  • Alexandre Desplat – Frankenstein
  • Ludwig Göransson – Pecadores — Vencedor
  • Jonny Greenwood – Uma Batalha Após a Outra
  • Kanding Ray – Sirât
  • Max Richter – Hamnet: A Vida Antes de Hamlet
  • Hans Zimmer – F1: O Filme

Melhor Canção Original – Filme

  • Golden – Guerreiras do K-Pop — Vencedor
  • Dream as One – Avatar: Fogo e Cinzas
  • I Lied to You – Pecadores
  • No Place Like Home – Wicked: For Good
  • The Girl in the Bubble – Wicked: For Good
  • Train Dreams – Sonhos de Trem

Conquista Cinematográfica e de Bilheteria

  • Avatar: Fogo e Cinzas
  • F1: O Filme
  • Guerreiras do K-Pop
  • Missão: Impossível – A Sentença Final
  • Pecadores — Vencedor
  • A Hora do Mal
  • Wicked: For Good
  • Zootopia 2

Categorias de Televisão e Outras

Melhor Série de Televisão – Drama

  • A Diplomata
  • The Pitt — Vencedor
  • Pluribus
  • Ruptura
  • Cavalos Lentos
  • The White Lotus

Melhor Série de Televisão – Musical ou Comédia

  • Abbott Elementary
  • O Urso
  • Hacks
  • Ninguém Quer Isso
  • Só Assassinatos no Prédio
  • The Studio — Vencedor

Melhor Série Limitada, Série Antológica ou Filme para Televisão

  • Adolescência — Vencedor
  • All Her Fault
  • O Monstro em Mim
  • Black Mirror
  • Morrendo por Sexo
  • A Namorada

Melhor Atriz em Série de Televisão – Drama

  • Kathy Bates – Matlock
  • Britt Lower – Ruptura
  • Helen Mirren – Mobland
  • Bella Ramsey – The Last of Us
  • Keri Russell – A Diplomata
  • Rhea Seehorn – Pluribus — Vencedora

Melhor Ator em Série de Televisão – Drama

  • Noah Wyle – The Pitt — Vencedor
  • Sterling K. Brown – Paradise
  • Diego Luna – Andor
  • Gary Oldman – Cavalos Lentos
  • Mark Ruffalo – Task
  • Adam Scott – Ruptura

Melhor Atriz em Série de Televisão – Musical ou Comédia

  • Jean Smart – Hacks — Vencedora
  • Kristen Bell – Ninguém Quer Isso
  • Ayo Edebiri – O Urso
  • Selena Gomez – Só Assassinatos no Prédio
  • Natasha Lyonne – Poker Face
  • Jenna Ortega – Wandinha

Melhor Atriz em Série Limitada, Série Antológica ou Filme para Televisão

  • Claire Danes – O Monstro em Mim
  • Rashida Jones – Black Mirror
  • Amanda Seyfried – Long Bright River
  • Sarah Snook – All Her Fault
  • Michelle Williams – Morrendo por Sexo — Vencedor
  • Robin Wright – A Namorada

Melhor Ator em Série de Televisão – Musical ou Comédia

  • Seth Rogen – The Studio — Vencedor
  • Adam Brody – Ninguém Quer Isso
  • Steve Martin – Só Assassinatos no Prédio
  • Glen Powell – Chad Powers
  • Martin Short – Só Assassinatos no Prédio
  • Jeremy Allen White – O Urso

Melhor Atriz Coadjuvante na Televisão

  • Carrie Coon – The White Lotus
  • Erin Doherty – Adolescência — Vencedora
  • Hannah Einbinder – Hacks
  • Catherine O’Hara – The Studio
  • Parker Posey – The White Lotus
  • Aimee-Lou Wood – The White Lotus

Melhor Ator em Série Limitada, Série Antológica ou Filme para Televisão

  • Jacob Elordi – The Narrow Road to the Deep North
  • Paul Giamatti – Black Mirror
  • Stephen Graham – Adolescência — Vencedor
  • Charlie Hunnam – Monster: The Ed Gein Story
  • Jude Law – Black Rabbit
  • Matthew Rhys – O Monstro em Mim

Melhor Ator Coadjuvante na Televisão

  • Owen Cooper – Adolescência — Vencedor
  • Billy Crudup – The Morning Show
  • Walton Goggins – The White Lotus
  • Jason Isaacs – The White Lotus
  • Tramell Tillman – Ruptura
  • Ashley Walters – Adolescência

Melhor Performance em Stand-Up Comedy na Televisão

  • Bill Maher – Is Anyone Else Seeing This?
  • Brett Goldstein – The Second Best Night of Your Life
  • Kevin Hart – Acting My Age
  • Kumail Nanjiani – Night Thoughts
  • Ricky Gervais – Mortality — Vencedor
  • Sarah Silverman – Sarah Silverman: PostMortem

Melhor Podcast

  • Good Hang with Amy Poehler — Vencedora
  • Armchair Expert with Dax Shepard
  • Call Her Daddy
  • The Mel Robbins Podcast
  • SmartLess
  • Up First from NPR

CODE VIOLET recebe notas piores que Concord pela crítica

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Quando publicamos os lançamentos de janeiro de 2026 na indústria dos games, citamos CODE VIOLET (Código Violeta, em português do Brasil). O título, que é o primeiro exclusivo do ano para PlayStation 5, teve divulgação da Sony, mas parece que o jogo não foi testado antes para essa avaliação de campanha de marketing.

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Pois, a própria crítica especializada, que requisitou o jogo antes do lançamento oficial em 10 de janeiro de 2026, parece não ter gostado do título. O jogo deveria ser um sucessor espiritual de Dino Crisis, devido à sua temática e proposta prometida, o que pode frustrar muitos jogadores.

Separei algumas citações de veículos que testaram o jogo:

COGconnected – 55/100
“Embora tenha alguns bons momentos e ambientes bem trabalhados, não consegue criar inimigos que realmente assustem, e bugs prejudicam a experiência.”

SpazioGames – 45/100
“Um produto tímido e confuso, que se apoia na nostalgia sem conseguir gerar medo ou identidade própria.”

IGN – 40/100
“Não é o sucessor de Dino Crisis que esperávamos. Inimigos fracos, história confusa e bugs constantes prejudicam ritmo e equilíbrio.”

Push Square – 40/100
“Combate ruim, exploração tediosa e problemas técnicos tornam difícil recomendar o jogo, mesmo com apenas seis horas de duração.”

Ou seja, todos relatam problemas de bugs, embora hoje todos os jogos da indústria possuam algum tipo de problema de desempenho. CODE VIOLET parece sofrer de falhas recorrentes da desenvolvedora TeamKill Media, como títulos lançados anteriormente, como Quantum Error (2023), que também foi duramente criticado.

Média das notas nas reviews de Code Violet

No MetaCritic, agregador de notas de sites especializados e comunidade, o jogo recebeu 3,8/10, e pelos usuários 2,9/10. Enquanto o Concord (2024) conseguiu uma nota melhor, 6,2/10, e só perdeu para os usuários, que deram 1,7/10. É importante considerar que, normalmente, os sites de crítica costumam atribuir notas menos agressivas. Contudo, em Code Violet, os problemas técnicos são tão aparentes, pelo que citam, que nem isso parece ter sido possível. A seguir, confira uma comparação das métricas das reviews dos dois jogos.

Por fim, o jogo está disponível exclusivamente para o console da Sony, no PlayStation 5. Se você é fã de jogos trash, é uma das opções para jogar e adentrar em um universo que deveria trazer uma nostalgia jurássica.

Review de Gachiakuta: quando a sujeira define o ritmo

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Quando o estúdio Bones Film foi anunciado como responsável pela adaptação em anime de Gachiakuta, um dos mangás battle shonen mais comentados dos últimos anos, a expectativa do público aumentou imediatamente. Não por acaso: o estúdio carrega um histórico sólido no gênero, com produções consagradas como Fullmetal Alchemist: Brotherhood, Mob Psycho 100, Soul Eater e My Hero Academia. Felizmente, a nova adaptação confirma essa confiança e entrega uma obra que potencializa os pontos fortes do material original criado por Kei Urana. Nesta crítica, apresentamos os pontos que nos levaram a uma conclusão instigante sobre a primeira temporada do anime.

Desde os primeiros episódios, Gachiakuta se destaca pela força de sua animação e pela forma como traduz para a tela a estética urbana, punk e suja do mangá. A direção valoriza o peso dos golpes, a brutalidade dos confrontos e, principalmente, a fúria contida de seu protagonista, Rudo, um jovem marcado pela injustiça e pelo abandono. O que inicialmente pode parecer apenas mais uma narrativa movida por raiva adolescente evolui gradualmente para algo mais complexo, acompanhando o amadurecimento emocional do personagem e explorando o conflito entre ódio, pertencimento e identidade.

A trajetória de Rudo é cruel desde o início. Criado em uma comunidade à margem de uma metrópole opulenta, ele carrega o estigma de ser filho de um criminoso condenado. Após perder a única pessoa que lhe oferecia afeto, Rudo é falsamente acusado de assassinato e descartado como lixo humano em um abismo conhecido como O Poço. O que deveria ser sua sentença de morte se transforma no ponto de partida para uma nova realidade: um vasto deserto de resíduos, abaixo da cidade flutuante chamada Esfera, habitado por monstros formados a partir do próprio lixo da sociedade.

Gachiakuta cenário interessante entre os protagonistas
© Kei Urana, Hideyoshi Andou and KODANSHA/ GACHIAKUTA Production Committee

É nesse cenário hostil que Rudo conhece Enjin, um guerreiro que o introduz aos Zeladores, um grupo responsável por enfrentar essas criaturas usando armas especiais conhecidas como Instrumento Personalíssimo, objetos que manifestam poderes a partir do vínculo emocional de seus usuários. Ao despertar sua própria habilidade, Rudo se junta ao grupo não por heroísmo, mas por vingança: seu objetivo é sobreviver, retornar à Esfera e destruir aqueles que o condenaram.

A série constrói sua narrativa a partir desse ódio profundo, expresso tanto na direção de arte quanto na animação agressiva, marcada por cortes secos e olhares carregados de violência. No entanto, Gachiakuta não glorifica essa raiva de forma simplista. Pelo contrário, o anime reflete sobre os perigos desse tipo de mentalidade, especialmente comum em jovens marginalizados. Conforme Rudo passa a conviver com os membros dos Zeladores, surge um conflito interno: o apego crescente ao grupo desafia sua visão de mundo e transforma sua fúria, que passa a se manifestar de maneiras mais complexas e, por vezes, ainda mais destrutivas.

O elenco de apoio também é um dos grandes trunfos da adaptação. Os design chamam atenção imediatamente, com cortes de cabelo marcantes, figurinos dusterpunk e armas improváveis que reforçam a identidade visual do mundo. Há uma coesão estética que remete a um pós-apocalipse estilizado, onde grafites, arte de rua e senso de comunidade contrastam com a violência e a desigualdade social. Kei Urana se destaca, mais uma vez, na construção de personagens femininas fortes e visualmente impactantes, algo ainda pouco comum no battle shonen tradicional.

Gachiakuta personagens do jogo
(Reprodução)

Mesmo quando alguns personagens funcionam inicialmente como alívio ou coadjuvantes, a série encontra espaço para desenvolver histórias de fundo relevantes, muitas vezes integradas às próprias cenas de ação. Isso garante que os confrontos, especialmente os mais longos da segunda metade da temporada, não sejam apenas espetáculo, mas também momentos de aprofundamento emocional.

Evolução técnica da produção

No aspecto técnico, a Bones Film entrega exatamente o que se espera. As batalhas envolvendo os Instrumentos Vitais equilibram coreografias impactantes com elementos táticos, explorando as habilidades específicas de cada personagem. Embora não alcance o nível de excentricidade de títulos como JoJo’s Bizarre Adventure, o anime aposta nos tradicionais jogos mentais do gênero, em que estratégia e leitura do adversário são tão importantes quanto força bruta.

Em seus momentos mais intensos, a produção conta com nomes de peso da animação japonesa, como Yutaka Nakamura, responsável por sequências de ação visualmente impressionantes, repletas de fluidez, impacto e destruição de cenário. Nem todas as cenas atingem esse ápice, mas o padrão geral se mantém alto. Além disso, a direção consegue integrar emoção e simbolismo visual às lutas, garantindo que elas avancem a narrativa e não se limitem a puro exibicionismo técnico.

Se há um ponto fraco em Gachiakuta, ele está no ritmo inicial. A série demora um pouco para alcançar seus momentos mais explosivos, tanto em termos de ação quanto de desenvolvimento dramático. A apresentação do mundo e das desigualdades sociais é interessante, mas a conexão emocional com Rudo e os Zeladores leva tempo para se consolidar. Algumas mudanças bruscas de tom também podem causar estranhamento, incluindo um episódio particularmente pesado que aborda temas sensíveis e poderia ter sido tratado com maior profundidade.

Gachiakuta e um encontro marcante
© Kei Urana, Hideyoshi Andou and KODANSHA/ GACHIAKUTA Production Committee

Gamerdito review: a 1ª temporada de Gachiakuta vale a pena?

Ainda assim, o saldo é amplamente positivo. Gachiakuta se estabelece como um anime de ação estiloso e competente, que vai além da violência pela violência. A obra dialoga com questões atuais como exclusão social, raiva juvenil e desigualdade estrutural, abraçando de forma genuína a estética da contracultura, do grafite e da arte de rua, inclusive com a colaboração direta de um artista de grafite no mangá original.

Enquanto a Bones Film mantiver esse nível de produção e Kei Urana continuar expandindo esse universo com consistência, Gachiakuta tem tudo para se firmar como um dos battle shonen mais relevantes da atualidade, muito acima da média do gênero e longe de ser apenas mais um título perdido no “lixão” dos animes de ação.

A 1ª temporada do anime de Gachiakuta está disponível na Crunchyroll e conta com as opções dublada e legendada.


Este texto reflete exclusivamente a visão de seu autor e não representa, necessariamente, a posição do MeuGamer.

O Agente Secreto leva dois prêmios no Globo de Ouro 2026 e marca noite histórica para o Brasil

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O Agente Secreto encerrou sua participação no Globo de Ouro 2026 com duas vitórias. A produção brasileira saiu da cerimônia com os troféus destinados ao cinema internacional e à atuação dramática masculina, com Wagner Moura, sendo superada apenas na principal disputa da noite. Na madrugada desta segunda-feira, 12 de janeiro de 2026, o mundo voltou a reconhecer um talento brasileiro, já conhecido por trabalhos em produções internacionais como Narcos, Elysium, Guerra Civil, e outras.

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O filme chegou ao 83º Globo de Ouro com presença em três frentes distintas da premiação e conseguiu converter duas indicações em reconhecimento direto do júri, figurando entre os títulos mais celebrados da edição. O longa-metragem conquistou os prêmios de Melhor Filme em Língua Não Inglesa e Melhor Ator em Filme – Drama, com Wagner Moura.

Na corrida pelo prêmio máximo, o longa brasileiro acabou derrotado por Hamnet, escolhido como o melhor filme de drama do ano. Mesmo assim, o desempenho de O Agente Secreto marca um dos momentos mais expressivos do cinema nacional na história recente do Globo de Ouro.

A vitória marca o primeiro Globo de Ouro da carreira do ator baiano Wagner Moura, de 49 anos, colocando o ator ao lado de Fernanda Torres entre os brasileiros que já venceram a premiação.

Na edição anterior, o Brasil havia batido na trave na disputa internacional, quando Ainda Estou Aqui foi superado por Emilia Pérez. Em 2026, a combinação do prêmio internacional com o reconhecimento individual de Wagner Moura recoloca o país em posição de destaque entre os vencedores da cerimônia. Podemos dizer que é um forte candidato para o OSCAR 2026.

Review | Tougen Anki

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Review | Tougen Anki
© Yura Urushibara (Akita Shoten)

A primeira temporada de Tougen Anki apresenta Shiki Ichinose (Kazuki Ura), um jovem que se vê envolvido em uma guerra milenar entre os Onis e os descendentes do herói humano Momotaro. Ao descobrir que pode ter um papel central nesse conflito, Shiki automaticamente se torna um alvo, dando início a uma jornada marcada por violência, revelações e treinamento sobrenatural. Nossa análise consiste em uma crítica técnica baseada em todos os episódios desta temporada.

Apesar de um ponto de partida promissor, a série rapidamente deixa claro que seguirá um caminho extremamente familiar para quem conhece o gênero battle shonen. Do evento traumático que introduz Shiki ao mundo dos Onis até o encerramento da temporada, a narrativa raramente surpreende, apoiando-se quase exclusivamente em arquétipos já desgastados. Essa falta de originalidade aumenta a expectativa por execução técnica e narrativa, algo que a produção não consegue sustentar.

Tougen Anki review da primeira temporada e momento marcante
© Yura Urushibara (Akita Shoten)

Um protagonista pouco carismático e mal desenvolvido, ambiente escolar e professor mal explorados

Grande parte dos problemas da temporada começa com o próprio Shiki. Impulsivo, barulhento e frequentemente irritante, o protagonista demonstra pouca capacidade de reflexão, resolvendo conflitos quase sempre por instinto. Sua evolução emocional é superficial, e a constante sensação de “armadura de roteiro” dificulta criar qualquer tensão real em torno de seus desafios.

A situação se agrava quando a série abandona rapidamente a proposta de azarão. Em poucos episódios, Shiki é revelado como herdeiro de uma linhagem poderosa, recebendo um nível de força que o coloca acima da maioria dos personagens. Embora exista a ideia de que ele não controla totalmente esse poder, a narrativa ignora essa limitação sempre que conveniente, enfraquecendo ainda mais o impacto de seus conflitos.

Após os eventos iniciais, incluindo a morte de seu pai adotivo, Shiki é enviado a uma escola de Onis para aprender a dominar suas habilidades. Lá, ele passa a treinar sob a tutela de Mudano (Hiroshi Kamiya), um professor rígido, frio à primeira vista, mas secretamente preocupado com seus alunos.

Mudano é a personificação de um arquétipo amplamente explorado em obras do gênero: o mentor severo que força seus alunos ao limite para prepará-los para ameaças maiores. A série parece acreditar que exagerar esse comportamento o tornará mais interessante, mas o resultado é apenas mais um personagem previsível, sem qualquer diferencial relevante.

Cena de tensão do personagem principal em Tougen Anki
© Yura Urushibara (Akita Shoten)

Colegas de classe rasos e excessivamente irritantes, vilões desorganizados e pouco ameaçadores

O elenco de apoio é composto por colegas de classe que rapidamente se resumem a caricaturas de traço único. Personalidades exageradas, que variam da agressividade constante à proteção sufocante, dominam cada cena, tornando a convivência com esses personagens cansativos ao longo da temporada.

Embora alguns momentos de combate tentem dar destaque individual a certos membros do grupo, isso não é suficiente para compensar sua falta de profundidade. Pior ainda, esses personagens ocupam tempo excessivo de tela, frequentemente entrando em pânico ou atrapalhando o andamento da trama até que, convenientemente, conseguem resolver a situação no último instante.

Os antagonistas, os Momotaro, são apresentados como um grupo de indivíduos violentos e instáveis, mas sua completa desorganização compromete qualquer sensação de ameaça real. Constantemente brigando entre si e incapazes de manter uma postura estratégica, eles levantam uma questão inevitável: como um grupo tão caótico consegue dominar essa guerra há tanto tempo?

A ausência de vilões consistentes enfraquece ainda mais os conflitos, tornando as batalhas menos impactantes do ponto de vista narrativo.

Tougen Anki  diversas facetas.
© Yura Urushibara (Akita Shoten)

Ação visual é o maior acerto da temporada, porém a narração excessiva prejudica

Se existe um ponto em que Tougen Anki realmente se destaca, ele está nos visuais das batalhas. As habilidades dos Onis, todas relacionadas à manipulação de sangue, permitem uma variedade criativa de poderes e efeitos visuais marcantes. Alguns confrontos impressionam visualmente e ajudam a sustentar o interesse do espectador.

No entanto, o desfecho dessas lutas depende frequentemente de soluções convenientes, como poderes nunca apresentados ou reviravoltas pouco justificadas. Isso reforça a sensação de previsibilidade e elimina qualquer suspense genuíno.

Outro elemento que compromete seriamente a narrativa é o uso constante de um narrador. Além de explicar habilidades e regras do universo, algo que já seria discutível, a narração frequentemente surge para detalhar sentimentos e eventos que acabaram de acontecer em cena.

Essa escolha demonstra uma clara falta de confiança na capacidade do público de interpretar o que está sendo mostrado. Em uma série que já carece de sutileza, a narração excessiva se torna redundante, condescendente e, em muitos momentos, francamente irritante.

Review | Tougen Anki
© Yura Urushibara (Akita Shoten)

Gamerdito review: a 1ª temporada de Tougen Anki vale a pena?

No melhor dos cenários, a primeira temporada de Tougen Anki é uma obra genérica e previsível dentro do battle shonen. Em seus piores momentos, ela se torna um conjunto de personagens irritantes, vilões pouco convincentes e uma narrativa que insiste em explicar o óbvio. Apesar de algumas sequências de ação visualmente interessantes, o resultado final dificilmente se justifica diante da vasta oferta de produções mais competentes no gênero.

A primeira temporada de Tougen Anki já está disponível na Crunchyroll, Netflix e Prime Vídeo, com opções dublada e legendada.


Este texto reflete exclusivamente a opinião de seu autor e não representa, necessariamente, a posição do MeuGamer. Além disso, o site não mantém qualquer vínculo com as marcas ou plataformas mencionadas nesta crítica.

Review | Spy x Family (3ª temporada)

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Review | Spy x Family (3ª temporada)
Imagem: WIT Studio/CloverWorks

Mesmo avançando em ritmo contido, Spy x Family segue demonstrando por que se consolidou como uma das séries mais queridas dos últimos anos. Em sua terceira temporada, o anime reafirma sua habilidade rara de transitar entre gêneros com naturalidade, equilibrando espionagem, comédia, ação e drama familiar sem perder identidade, uma verdadeira especialista em trocar de “disfarces”, assim como seus protagonistas.

Desde a estreia do mangá em 2019, a obra de Tatsuya Endo conquistou status de fenômeno, impulsionada ainda mais pela adaptação em anime realizada pelos estúdios WIT Studio e CloverWorks. O grande diferencial da série sempre esteve na forma como combina tons distintos: cenas de ação dignas de um thriller de espionagem convivem com humor pastelão, subtexto romântico e, sobretudo, uma narrativa calorosa sobre família e pertencimento. É, essencialmente, uma sitcom disfarçada de missão secreta para evitar uma guerra mundial. Nesta crítica, analiso os pontos mais relevantes da temporada e avalio se a série evoluiu — ou não — mantendo a qualidade da trama.

A trama se passa em Berlint, uma versão fictícia de Berlim em plena tensão de Guerra Fria, onde Westalis e Ostania mantêm uma paz instável. Nesse cenário, o espião de elite Twilight recebe a missão de se infiltrar em Ostania e se aproximar do político Donovan Desmond, figura central em possíveis planos belicistas. Para isso, ele assume a identidade de Loid Forger, adota a pequena Anya e entra em um casamento de fachada com Yor, ambos igualmente envolvidos em vidas duplas. Anya, por sua vez, é uma criança telepata fruto de experimentos científicos, enquanto Yor atua secretamente como uma assassina profissional. Apenas Anya conhece toda a verdade… além de Bond, o cachorro capaz de prever o futuro.

Spy x Family (3ª temporada) personagem amigo da Anya
Imagem: WIT Studio/CloverWorks

A terceira temporada aprofunda essa dinâmica ao apostar em arcos narrativos mais densos. Entre eles, destacam-se uma situação de sequestro envolvendo crianças, a exploração do passado traumático de Twilight e um confronto direto com um espião rival de altíssimo nível. Embora o avanço da missão principal continue lento, esses arcos adicionam peso emocional e ajudam a expandir o universo da série sem abandonar o humor característico.

O arco focado no passado de Twilight é particularmente relevante. Ao mostrar de forma mais detalhada as perdas sofridas por ele durante a guerra, a narrativa contextualiza sua motivação central: evitar novos conflitos a qualquer custo. Essa construção transforma o protagonista em algo mais do que um agente frio e eficiente, enriquecendo o drama ao revelar o ceticismo que ele desenvolveu tanto em relação a Ostania quanto à liderança de Westalis.

Já o arco protagonizado por Anya, que envolve o sequestro de alunos, evidencia a força da série em equilibrar tons contrastantes. Mesmo diante de uma situação potencialmente sombria, Spy x Family consegue inserir humor sem banalizar o perigo, muito graças ao carisma da personagem e à excelente atuação de Atsumi Tanezaki. Anya continua sendo o coração cômico da obra, com suas interpretações equivocadas e reações exageradas rendendo alguns dos momentos mais memoráveis da temporada.

Spy x Family (3ª temporada), Anya e seus amigos.
Imagem: WIT Studio/CloverWorks

No campo da ação, o encerramento da temporada entrega um intenso jogo de gato e rato entre Twilight e um dos agentes mais perigosos de Ostania. A animação se destaca pela fluidez e impacto físico das lutas, reforçando o nível quase sobre-humano desses personagens. Mesmo com Yor tendo menos destaque desta vez, suas breves cenas ainda conseguem impressionar e manter sua aura de força absoluta.

O ponto central desse arco final, no entanto, está na reafirmação do tema principal da série: embora a família Forger tenha nascido de uma farsa, seus laços são autênticos. O antagonista funciona como um espelho distorcido de Twilight, mostrando o que ele poderia se tornar caso renunciasse a sua humanidade em nome da missão. É nesse contraste que Spy x Family encontra sua maior força emocional.

Spy x Family (3ª temporada, Loid Foger
Imagem: WIT Studio/CloverWorks

Gamerdito (Veredito): A 3ª temporada de Spy x Family é boa?

Ainda assim, a temporada não escapa de uma crítica recorrente: o avanço excessivamente lento da Operação Strix. Apesar de pequenos progressos, como conquistas acadêmicas de Anya e maior envolvimento de Yor, a narrativa segue distante de qualquer resolução concreta. Esse problema parece refletir tanto o ritmo do mangá quanto a decisão da adaptação de não acelerar eventos, criando um certo conflito entre a estrutura episódica descontraída e a promessa de um grande objetivo final.

Mesmo com esse paradoxo narrativo, o saldo permanece amplamente positivo. As aventuras semanais continuam tão envolventes que o ritmo arrastado da trama principal se torna mais um incômodo secundário do que um real obstáculo. Ao conseguir abordar temas mais pesados sem perder o humor e a sensibilidade, Spy x Family prova mais uma vez sua maturidade criativa e reafirma sua posição como uma das séries mais consistentes da atualidade.

A 3ª temporada de Spy x Family está disponível na Crunchyroll e conta com as opções dublada e legendada.

Apple divulga novo teaser da 2ª temporada de Monarch – Legado de Monstros

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A Apple acaba de divulgar o mais novo trailer da segunda temporada de Monarch – Legado de Monstros, série ambientada no universo dos monstros mais icônicos da cultura pop. O teaser antecipa uma nova ameaça e sugere que os eventos da próxima fase serão ainda maiores do que tudo o que já foi visto.

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No início desta publicação, já é possível conferir o novo teaser da 2ª temporada.

O vídeo traz um clima tenso desde os primeiros segundos, com diálogos enigmáticos que indicam que algo está prestes a mudar drasticamente o equilíbrio do mundo. “O mundo mudou”, diz Lee, enquanto Cate reforça: “Tem alguma coisa acontecendo”. Logo fica claro que a ameaça não envolve Kong nem Godzilla. Segundo Lee, trata-se de “algo ainda maior”.

O mistério aumenta quando Keiko revela que “ele abriu a fenda… pra outro mundo”, levantando a possibilidade de uma conexão com realidades desconhecidas. Hiroshi alerta que tudo isso foi um erro, enquanto a trilha sonora dramática, sirenes e sons de monstros reforçam o clima de urgência. A pergunta final — “Então, e agora?” — é respondida de forma direta: “Consequências”.

O kaiju que aparece no fim do teaser lembra bastante o Kraken, um dos grandes inimigos de Kong. Se será ele, ainda é um mistério. Talvez o trailer final revele mais detalhes — ou apenas a estreia da série traga as respostas.

A segunda temporada de Monarch – Legado de Monstros promete expandir ainda mais o universo da série, aprofundando seus conflitos e introduzindo novos perigos que podem mudar tudo.

A estreia está marcada para 27 de fevereiro, exclusivamente no Apple TV+.

Inazuma Eleven: Cross é anunciado para Android e iOS com novo protagonista

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Durante uma transmissão ao vivo, o diretor da série Inazuma Eleven revelou várias novidades sobre o futuro da franquia. Aproveitando o bom momento e o sucesso de Inazuma Eleven: Victory Road, a LEVEL-5 anunciou um novo jogo focado no público mobile: Inazuma Eleven: Cross.

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O título será lançado para iOS e Android, ainda sem data definida. O jogo será gratuito, com compras dentro do aplicativo. Diferente de Victory Road, Cross traz uma história totalmente original e um novo protagonista, substituindo Sasanami Unmei (Destin Bellows).

Em Inazuma Eleven: Cross, o jogador assume o papel de treinador, sendo responsável por montar, gerenciar e definir as estratégias da equipe. As partidas não são controladas jogador a jogador. O resultado depende das decisões táticas do treinador, com a opção de deixar os jogos ocorrerem de forma automática.

A LEVEL-5 também confirmou que as inscrições para o teste beta fechado já estão abertas no Japão, com limite de 20 mil participantes. Os selecionados poderão experimentar o jogo antes do lançamento oficial. Um teaser trailer que apresenta o novo protagonista de Inazuma Eleven: Cross pode ser conferido no início desta publicação.

A empresa também deixou claro que o progresso de Victory Road não poderá ser transferido para Cross. Por outro lado, esses dados não serão descartados e podem voltar a ser úteis em uma futura continuação de Victory Road.

Capcom anuncia Resident Evil Showcase com novidades de Resident Evil Requiem

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Capcom confirma showcase de Resident Evil Requiem
Imagem reprodução/Capcom

A Capcom confirmou um novo Resident Evil Showcase para o dia 15 de janeiro, às 19h (horário de Brasília). O evento trará novidades e gameplay exclusivo de Resident Evil Requiem, próximo título principal da franquia.

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O anúncio foi feito pelas redes oficiais da empresa, acompanhado de um teaser que exibindo o clima mais sombrio e intenso do jogo. Segundo a Capcom, Resident Evil Requiem marca o início de uma nova fase para a série de survival horror.

O jogo já tem data de lançamento definida: 27 de fevereiro de 2026, com versões confirmadas para PlayStation 5, Xbox Series X|S, Nintendo Switch 2, Steam e Epic Games Store.

Grace Ashcroft, protagonista de Resident Evil Requiem, aparece armada em um ambiente sombrio, simbolizando a nova geração da franquia de survival horror da Capcom. Saiba se vale sua pré-venda
Imagem reprodução

O que esperar do evento

Embora a Capcom ainda não tenha detalhado tudo o que será mostrado, os fãs aguardam um showcase com trechos inéditos de gameplay e traga mais informações sobre a proposta do jogo, ambientação e possíveis mudanças na fórmula da franquia.

Existe também a possibilidade de a empresa anunciar uma demo jogável, algo que já aconteceu em lançamentos recentes da série. Normalmente, a Capcom costuma liberar uma demo primeiro no PlayStation 5 e, posteriormente, expandir o acesso para as demais plataformas. No entanto, até o momento, não há confirmação oficial sobre a liberação de uma versão de teste.

O Resident Evil Showcase será transmitido online, com exibição no canal oficial da empresa no YouTube. Nosso site trará as principais informações do evento assim que ele ocorrer.

Top 10 Jogos Trash Recentes para Jogar – No Nível do King Kong

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Cena com personagens e ambientes de jogos recentes que dividiram opiniões entre jogadores e crítica especializada. Nesse nosso "Os TOP 10 jogos trash"
Imagem reprodução

Nem todo jogo que chega ao mercado entrega o que promete. Alguns aparecem com nomes fortes, orçamento alto ou boas ideias e acabam lembrados pelos motivos errados. Seja por problemas técnicos, decisões de design questionáveis ou simplesmente por serem entediantes, esses títulos se destacaram negativamente e viraram assunto entre jogadores.

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Contudo, isso não significa que não existam pessoas que gostem desses jogos. Há inúmeros jogadores que até preferem títulos com otimização problemática, seja pelo desafio extra, seja pelo interesse em platinar nos consoles ou conquistar achievements no PC.

Vale lembrar que a comunidade espera que os jogos sejam bem finalizados, assim como os próprios profissionais envolvidos no desenvolvimento. Ainda assim, por diferentes motivos internos de direção e produção, muitos projetos não chegam ao mercado da forma como o público imaginava.

É por isso que listamos dez jogos para quem tiver interesse em conhecê-los ou experimentá-los. A seleção inclui tanto títulos independentes quanto produções de grande orçamento que, em teoria, deveriam ter figurado entre os concorrentes a jogo do ano nas principais premiações da indústria, algo que não aconteceu pelos motivos citados acima.

Vale destacar que todos os jogos listados foram testados por autores do site ou pelo próprio autor desta publicação.

Os top 10 jogos trash entre 2023 a 2026

Skull Island: Rise of Kong é um dos exemplos mais citados quando o assunto é jogo mal executado. A proposta de controlar o King Kong soa interessante no papel, mas o combate travado, os cenários vazios e a inteligência artificial inconsistente tornam a experiência cansativa rapidamente. Os gráficos datados e o level design repetitivo reforçam a sensação de produto inacabado. Até há uma publicação em nosso site sobre este jogo nesta página.

Eleito o Pior Jogo de 2023, Título Está em Oferta no Steam para PC Windows.
Imagem reprodução/Gamermill Entertainment

Suicide Squad: Kill the Justice League tentou combinar personagens populares com um modelo de jogo focado em progressão contínua. O resultado foi uma campanha pouco inspirada, missões repetitivas e diversos problemas técnicos no lançamento. Mesmo com atualizações posteriores, o jogo ficou marcado como um projeto que não encontrou sua identidade.

Para ameniar problemas dos servidores de Suicide Squad: Kill the Justice League, jogadores ganharam recompensas
Imagem reprodução/Rocksteady

Skull and Bones passou anos em desenvolvimento e chegou com grandes expectativas. No entanto, o combate naval simplificado, a progressão lenta e a falta de variedade de atividades fizeram com que a experiência se tornasse repetitiva em pouco tempo. A sensação geral é de uma ideia que nunca foi totalmente desenvolvida. Olha que é considerado um dos jogos mais caros desenvolvidos pela Ubisoft e também da indústria dos games.

O beta aberto do jogo de piratas da Ubisoft está com teste disponível até 11 de fevereiro.
Imagem jogo Skull and Bones divulgação/Ubi

The Lord of the Rings: Gollum apostou em uma abordagem diferente dentro do universo da Terra-média, focando em furtividade e narrativa. Na prática, a movimentação estranha, o stealth mal ajustado e o visual abaixo do esperado comprometeram o jogo. Ele acabou sendo lembrado mais pelos problemas do que pela proposta. Fique ciente que o jogo havia sido adiado algumas vezes e, ainda assim, não entregou o prometido.

gollum 3
Top 10 Jogos Trash Recentes para Jogar – No Nível do King Kong 55

Dustborn apresenta uma road trip distópica com foco em personagens e diálogos, mas sofre com ritmo irregular e jogabilidade pouco envolvente. O mundo é vazio, o combate não empolga e a tentativa de ser estiloso acaba soando forçada em vários momentos. Ele também foi indicado ao Lemon Game Awards do nosso site e acabou vencendo na categoria do Impacto que não foi. Devido não ter agradado até mesmo usuários que vibram com jogos de Impacto social.

Dustborn image jogo gameplay
(Reprodução)

Quantum Error foi anunciado como uma experiência de terror psicológico intensa, mas mistura gêneros de forma confusa. O jogo alterna entre horror e tiro em primeira pessoa sem conseguir equilíbrio, além de apresentar problemas de desempenho e design inconsistente. A atmosfera funciona em partes, mas não sustenta a experiência completa. Como um jogo exclusivo na plataforma de PlayStation 5 em seu lançamento, acabou frustrando fãs do console que aguardaram algo imersivo.

Quantum Error jogo decepciona crítica especializada
Quantum Error — divulgação TeamKill Media

Forspoken chamou atenção pelo visual e pela movimentação mágica, mas perdeu força com um mundo aberto pouco vivo e atividades repetitivas. A narrativa e os diálogos dividiram opiniões, e muitos jogadores sentiram que o potencial apresentado não foi aproveitado. Além de diversos problemas de glichts que geraram “memes” na web fazendo a Square Enix deixar esta franquia no Limbo.

Forspoken imagem de gameplay do jogo
(Divulgação)

Ambulance Life: A Paramedic Simulator: A Nacon tem apostado em diversos títulos na tentativa de emplacar um jogo com apelo global. O problema é que suas iniciativas ao financiar ou publicar alguns jogos independentes não têm gerado a satisfação esperada dos jogadores, nem a rentabilidade financeira desejada. No simulador presente nesta lista, o jogador assume o papel de um paramédico, mas a experiência entrega mecânicas rasas e tarefas excessivamente repetitivas. Os problemas técnicos e a falta de profundidade fazem com que o jogo se torne cansativo em pouco tempo.

Ambulance Life: A Paramedic Simulator jogo  de simulação
(Reprodução)

MindsEye apostou em uma abordagem cinematográfica e futurista, mas falhou em execução. A história confusa, o gameplay básico e o desempenho irregular prejudicam a imersão, fazendo com que o jogo passasse quase despercebido pouco tempo após o lançamento. Eles lançaram em 2025, uma versão gratuita para os usuários poderem conhecer um pouco mais da trama. Algo que mesmo com esta oferta não atraiu jogadores. O que deveria ser uma versão de GTA futurista acabou tornando-se o pior jogo com orçamento AAA.

Imagem de MindsEye mostrando personagens e ambiente urbano do jogo gratuito que não conquistou o público
Imagemreprodução

Code Violet, que inspirou este artigo publicado. Lançado em 10 de janeiro de 2026, acabou não entregando o que muitos esperavam de um suposto sucessor espiritual de Dino Crisis. O jogo foi alvo de críticas negativas intensas, chegando a ser ainda pior avaliado do que Concord. Este último só não aparece na lista por não ser mais jogável, já que se trata de um título online com servidores desligados, mas que certamente mereceria ao menos uma menção honrosa. Uma curiosidade é que o jogo Code Violet foi desenvolvido pela TeamKill Media, o mesmo estúdio responsável por Quantum Error, formando assim uma dobradinha nesta publicação.

A imagem é do jogo Code Violet sobre sua nota da crítica
Imagem reprodução/TeamKill Media

Por fim, esses jogos mostram que boas ideias, franquias conhecidas ou altos investimentos não garantem uma experiência de qualidade. Ainda assim, todos eles despertam curiosidade e acabam sendo lembrados como exemplos de projetos que deram errado, seja para análise, entretenimento involuntário ou simples curiosidade do jogador.

Os títulos citados podem ser encontrados nas mais diversas plataformas como PlayStation (PS Store), Xbox (Microsoft Store), Nintendo Switch (Nintendo eShop) e PC Windows (Steam, Epic Games Store, GoG).


Fique claro que o Top 10 jogos trash da geração atual não tem o intuito de menosprezar os profissionais que trabalharam nessas produções, tampouco de ofender sua honra. A proposta é servir como um alerta para a indústria, mostrando que, fora dos bastidores, existe uma comunidade que aguarda ansiosamente por enredos instigantes, mundos vastos para explorar e histórias capazes de prender o jogador por horas.

Globo de Ouro 2026: Todos os vencedores da premiação

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Globo de Ouro 2026; Todos os vencedores da premiação
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No fim da noite de domingo, 11 de janeiro, atravessando a madrugada da segunda-feira, 12, a 83ª edição do Globo de Ouro revelou os vencedores da premiação de 2026. A cerimônia foi apresentada por Nikki Glaser e premiou nomes já consolidados da indústria, além de destacar atuações que se firmaram como revelações da temporada, ajudando a desenhar o cenário inicial da corrida pelo Oscar.

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Antes mesmo da entrega do primeiro troféu, Glaser abriu a noite com um monólogo bem-humorado, que arrancou risadas do público ao abordar, de forma irônica, alguns temas sensíveis e controversos do momento, estabelecendo um clima mais leve para a cerimônia. Ao longo do evento, produções de diferentes países dividiram o protagonismo, exibindo o caráter internacional do Globo de Ouro. O Brasil também marcou presença entre os indicados com O Agente Secreto, levando o cinema nacional a uma das principais vitrines do calendário de premiações.

O principal prêmio da cerimônia ficou com Hamnet: A Vida Antes de Hamlet, que se consolidou como um grande destaque do Globo de Ouro 2026. A vitória coroa uma trajetória consistente ao longo da temporada e posiciona o longa como um dos títulos mais fortes do ano, tanto em reconhecimento crítico como para indicações ao Oscar.

Para os brasileiros, a noite foi histórica, pois o longa-metragem nacional O Agente Secreto ganhou duas das três premiações que disputou: a primeira como Melhor Filme em Língua Não Inglesa e a segunda como Melhor Ator em Drama, para Wagner Moura, perdendo apenas na categoria de Melhor Filme em Drama.

A série Adolescência levou no Globo de Ouro de 2026 ao conquistar quatro estatuetas, igualando o desempenho de Uma Batalha Após a Outra, que também levou quatro prêmios na cerimônia. Ambas as produções se destacaram entre os vencedores da noite, mostrando força tanto na televisão quanto no cinema.

A seguir, confira todos os vencedores do Globo de Ouro de 2026

Categorias de Cinema

Melhor Filme – Drama

  • Frankenstein
  • Hamnet: A Vida Antes de Hamlet — Vencedor
  • It Was Just an Accident
  • O Agente Secreto
  • Valor Sentimental
  • Pecadores

Melhor Filme – Musical ou Comédia

  • Blue Moon
  • Bugonia
  • Marty Supreme
  • No Other Choice
  • Nouvelle Vague
  • Uma Batalha Após a Outra — Vencedor

Melhor Filme – Animação

  • Arco
  • Demon Slayer: Kimetsu no Yaiba – Castelo Infinito
  • Elio
  • Guerreiras do K-Pop — Vencedor
  • Little Amélie or the Character of Rain
  • Zootopia 2

Melhor Filme – Língua Não Inglesa

  • It Was Just an Accident
  • No Other Choice
  • O Agente Secreto — Vencedor
  • Valor Sentimental
  • Sirât
  • The Voice of Hind Rajab

Melhor Atriz em Filme – Drama

  • Jessie Buckley – Hamnet: A Vida Antes de Hamlet — Vencedora
  • Jennifer Lawrence – Morra, Amor
  • Renate Reinsve – Valor Sentimental
  • Julia Roberts – Depois da Caçada
  • Tessa Thompson – Hedda
  • Eva Victor – Sorry, Baby

Melhor Ator em Filme – Drama

  • Joel Edgerton – Sonhos de Trem
  • Oscar Isaac – Frankenstein
  • Dwayne Johnson – Coração de Lutador
  • Michael B. Jordan – Pecadores
  • Wagner Moura – O Agente Secreto — Vencedor
  • Jeremy Allen White – Springsteen: Deliver Me From Nowhere

Melhor Atriz em Filme – Musical ou Comédia

  • Rose Byrne – Se Eu Tivesse Pernas, Eu Te Chutaria — Vencedor
  • Cynthia Erivo – Wicked: For Good
  • Kate Hudson – Song Sung Blue – Um Sonho a Dois
  • Chase Infiniti – Uma Batalha Após a Outra
  • Amanda Seyfried – O Testamento de Ann Lee
  • Emma Stone – Bugonia

Melhor Ator em Filme – Musical ou Comédia

  • Timothée Chalamet – Marty Supreme — Vencedor
  • George Clooney – Jay Kelly
  • Leonardo DiCaprio – Uma Batalha Após a Outra
  • Ethan Hawke – Blue Moon
  • Lee Byung-Hun – No Other Choice
  • Jesse Plemons – Bugonia

Melhor Atriz Coadjuvante em Qualquer Filme

  • Teyana Taylor – Uma Batalha Após a Outra — Vencedora
  • Emily Blunt – Coração de Lutador
  • Elle Fanning – Valor Sentimental
  • Ariana Grande – Wicked: For Good
  • Inga Ibsdotter Lilleaas – Valor Sentimental
  • Amy Madigan – A Hora do Mal

Melhor Ator Coadjuvante em Qualquer Filme

  • Stellan Skarsgård – Valor Sentimental — Vencedor
  • Benicio Del Toro – Uma Batalha Após a Outra
  • Jacob Elordi – Frankenstein
  • Paul Mescal – Hamnet: A Vida Antes de Hamlet
  • Sean Penn – Uma Batalha Após a Outra
  • Adam Sandler – Jay Kelly

Melhor Diretor – Filme

  • Paul Thomas Anderson – Uma Batalha Após a Outra — Vencedor
  • Ryan Coogler – Pecadores
  • Guillermo del Toro – Frankenstein
  • Jafar Panahi – It Was Just an Accident
  • Joachim Trier – Valor Sentimental
  • Chloé Zhao – Hamnet: A Vida Antes de Hamlet

Melhor Roteiro – Filme

  • Paul Thomas Anderson – Uma Batalha Após a Outra — Vencedor
  • Ronald Bronstein, Josh Safdie – Marty Supreme
  • Ryan Coogler – Pecadores
  • Jafar Panahi – It Was Just an Accident
  • Eskil Vogt, Joachim Trier – Valor Sentimental
  • Chloé Zhao, Maggie O’Farrell – Hamnet: A Vida Antes de Hamlet

Melhor Trilha Sonora Original – Filme

  • Alexandre Desplat – Frankenstein
  • Ludwig Göransson – Pecadores — Vencedor
  • Jonny Greenwood – Uma Batalha Após a Outra
  • Kanding Ray – Sirât
  • Max Richter – Hamnet: A Vida Antes de Hamlet
  • Hans Zimmer – F1: O Filme

Melhor Canção Original – Filme

  • Golden – Guerreiras do K-Pop — Vencedor
  • Dream as One – Avatar: Fogo e Cinzas
  • I Lied to You – Pecadores
  • No Place Like Home – Wicked: For Good
  • The Girl in the Bubble – Wicked: For Good
  • Train Dreams – Sonhos de Trem

Conquista Cinematográfica e de Bilheteria

  • Avatar: Fogo e Cinzas
  • F1: O Filme
  • Guerreiras do K-Pop
  • Missão: Impossível – A Sentença Final
  • Pecadores — Vencedor
  • A Hora do Mal
  • Wicked: For Good
  • Zootopia 2

Categorias de Televisão e Outras

Melhor Série de Televisão – Drama

  • A Diplomata
  • The Pitt — Vencedor
  • Pluribus
  • Ruptura
  • Cavalos Lentos
  • The White Lotus

Melhor Série de Televisão – Musical ou Comédia

  • Abbott Elementary
  • O Urso
  • Hacks
  • Ninguém Quer Isso
  • Só Assassinatos no Prédio
  • The Studio — Vencedor

Melhor Série Limitada, Série Antológica ou Filme para Televisão

  • Adolescência — Vencedor
  • All Her Fault
  • O Monstro em Mim
  • Black Mirror
  • Morrendo por Sexo
  • A Namorada

Melhor Atriz em Série de Televisão – Drama

  • Kathy Bates – Matlock
  • Britt Lower – Ruptura
  • Helen Mirren – Mobland
  • Bella Ramsey – The Last of Us
  • Keri Russell – A Diplomata
  • Rhea Seehorn – Pluribus — Vencedora

Melhor Ator em Série de Televisão – Drama

  • Noah Wyle – The Pitt — Vencedor
  • Sterling K. Brown – Paradise
  • Diego Luna – Andor
  • Gary Oldman – Cavalos Lentos
  • Mark Ruffalo – Task
  • Adam Scott – Ruptura

Melhor Atriz em Série de Televisão – Musical ou Comédia

  • Jean Smart – Hacks — Vencedora
  • Kristen Bell – Ninguém Quer Isso
  • Ayo Edebiri – O Urso
  • Selena Gomez – Só Assassinatos no Prédio
  • Natasha Lyonne – Poker Face
  • Jenna Ortega – Wandinha

Melhor Atriz em Série Limitada, Série Antológica ou Filme para Televisão

  • Claire Danes – O Monstro em Mim
  • Rashida Jones – Black Mirror
  • Amanda Seyfried – Long Bright River
  • Sarah Snook – All Her Fault
  • Michelle Williams – Morrendo por Sexo — Vencedor
  • Robin Wright – A Namorada

Melhor Ator em Série de Televisão – Musical ou Comédia

  • Seth Rogen – The Studio — Vencedor
  • Adam Brody – Ninguém Quer Isso
  • Steve Martin – Só Assassinatos no Prédio
  • Glen Powell – Chad Powers
  • Martin Short – Só Assassinatos no Prédio
  • Jeremy Allen White – O Urso

Melhor Atriz Coadjuvante na Televisão

  • Carrie Coon – The White Lotus
  • Erin Doherty – Adolescência — Vencedora
  • Hannah Einbinder – Hacks
  • Catherine O’Hara – The Studio
  • Parker Posey – The White Lotus
  • Aimee-Lou Wood – The White Lotus

Melhor Ator em Série Limitada, Série Antológica ou Filme para Televisão

  • Jacob Elordi – The Narrow Road to the Deep North
  • Paul Giamatti – Black Mirror
  • Stephen Graham – Adolescência — Vencedor
  • Charlie Hunnam – Monster: The Ed Gein Story
  • Jude Law – Black Rabbit
  • Matthew Rhys – O Monstro em Mim

Melhor Ator Coadjuvante na Televisão

  • Owen Cooper – Adolescência — Vencedor
  • Billy Crudup – The Morning Show
  • Walton Goggins – The White Lotus
  • Jason Isaacs – The White Lotus
  • Tramell Tillman – Ruptura
  • Ashley Walters – Adolescência

Melhor Performance em Stand-Up Comedy na Televisão

  • Bill Maher – Is Anyone Else Seeing This?
  • Brett Goldstein – The Second Best Night of Your Life
  • Kevin Hart – Acting My Age
  • Kumail Nanjiani – Night Thoughts
  • Ricky Gervais – Mortality — Vencedor
  • Sarah Silverman – Sarah Silverman: PostMortem

Melhor Podcast

  • Good Hang with Amy Poehler — Vencedora
  • Armchair Expert with Dax Shepard
  • Call Her Daddy
  • The Mel Robbins Podcast
  • SmartLess
  • Up First from NPR

CODE VIOLET recebe notas piores que Concord pela crítica

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A imagem é do jogo Code Violet sobre sua nota da crítica
Imagem reprodução/TeamKill Media

Quando publicamos os lançamentos de janeiro de 2026 na indústria dos games, citamos CODE VIOLET (Código Violeta, em português do Brasil). O título, que é o primeiro exclusivo do ano para PlayStation 5, teve divulgação da Sony, mas parece que o jogo não foi testado antes para essa avaliação de campanha de marketing.

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Pois, a própria crítica especializada, que requisitou o jogo antes do lançamento oficial em 10 de janeiro de 2026, parece não ter gostado do título. O jogo deveria ser um sucessor espiritual de Dino Crisis, devido à sua temática e proposta prometida, o que pode frustrar muitos jogadores.

Separei algumas citações de veículos que testaram o jogo:

COGconnected – 55/100
“Embora tenha alguns bons momentos e ambientes bem trabalhados, não consegue criar inimigos que realmente assustem, e bugs prejudicam a experiência.”

SpazioGames – 45/100
“Um produto tímido e confuso, que se apoia na nostalgia sem conseguir gerar medo ou identidade própria.”

IGN – 40/100
“Não é o sucessor de Dino Crisis que esperávamos. Inimigos fracos, história confusa e bugs constantes prejudicam ritmo e equilíbrio.”

Push Square – 40/100
“Combate ruim, exploração tediosa e problemas técnicos tornam difícil recomendar o jogo, mesmo com apenas seis horas de duração.”

Ou seja, todos relatam problemas de bugs, embora hoje todos os jogos da indústria possuam algum tipo de problema de desempenho. CODE VIOLET parece sofrer de falhas recorrentes da desenvolvedora TeamKill Media, como títulos lançados anteriormente, como Quantum Error (2023), que também foi duramente criticado.

Média das notas nas reviews de Code Violet

No MetaCritic, agregador de notas de sites especializados e comunidade, o jogo recebeu 3,8/10, e pelos usuários 2,9/10. Enquanto o Concord (2024) conseguiu uma nota melhor, 6,2/10, e só perdeu para os usuários, que deram 1,7/10. É importante considerar que, normalmente, os sites de crítica costumam atribuir notas menos agressivas. Contudo, em Code Violet, os problemas técnicos são tão aparentes, pelo que citam, que nem isso parece ter sido possível. A seguir, confira uma comparação das métricas das reviews dos dois jogos.

Por fim, o jogo está disponível exclusivamente para o console da Sony, no PlayStation 5. Se você é fã de jogos trash, é uma das opções para jogar e adentrar em um universo que deveria trazer uma nostalgia jurássica.

Review de Gachiakuta: quando a sujeira define o ritmo

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Review | Gachiakuta
© Kei Urana, Hideyoshi Andou and KODANSHA/ GACHIAKUTA Production Committee

Quando o estúdio Bones Film foi anunciado como responsável pela adaptação em anime de Gachiakuta, um dos mangás battle shonen mais comentados dos últimos anos, a expectativa do público aumentou imediatamente. Não por acaso: o estúdio carrega um histórico sólido no gênero, com produções consagradas como Fullmetal Alchemist: Brotherhood, Mob Psycho 100, Soul Eater e My Hero Academia. Felizmente, a nova adaptação confirma essa confiança e entrega uma obra que potencializa os pontos fortes do material original criado por Kei Urana. Nesta crítica, apresentamos os pontos que nos levaram a uma conclusão instigante sobre a primeira temporada do anime.

Desde os primeiros episódios, Gachiakuta se destaca pela força de sua animação e pela forma como traduz para a tela a estética urbana, punk e suja do mangá. A direção valoriza o peso dos golpes, a brutalidade dos confrontos e, principalmente, a fúria contida de seu protagonista, Rudo, um jovem marcado pela injustiça e pelo abandono. O que inicialmente pode parecer apenas mais uma narrativa movida por raiva adolescente evolui gradualmente para algo mais complexo, acompanhando o amadurecimento emocional do personagem e explorando o conflito entre ódio, pertencimento e identidade.

A trajetória de Rudo é cruel desde o início. Criado em uma comunidade à margem de uma metrópole opulenta, ele carrega o estigma de ser filho de um criminoso condenado. Após perder a única pessoa que lhe oferecia afeto, Rudo é falsamente acusado de assassinato e descartado como lixo humano em um abismo conhecido como O Poço. O que deveria ser sua sentença de morte se transforma no ponto de partida para uma nova realidade: um vasto deserto de resíduos, abaixo da cidade flutuante chamada Esfera, habitado por monstros formados a partir do próprio lixo da sociedade.

Gachiakuta cenário interessante entre os protagonistas
© Kei Urana, Hideyoshi Andou and KODANSHA/ GACHIAKUTA Production Committee

É nesse cenário hostil que Rudo conhece Enjin, um guerreiro que o introduz aos Zeladores, um grupo responsável por enfrentar essas criaturas usando armas especiais conhecidas como Instrumento Personalíssimo, objetos que manifestam poderes a partir do vínculo emocional de seus usuários. Ao despertar sua própria habilidade, Rudo se junta ao grupo não por heroísmo, mas por vingança: seu objetivo é sobreviver, retornar à Esfera e destruir aqueles que o condenaram.

A série constrói sua narrativa a partir desse ódio profundo, expresso tanto na direção de arte quanto na animação agressiva, marcada por cortes secos e olhares carregados de violência. No entanto, Gachiakuta não glorifica essa raiva de forma simplista. Pelo contrário, o anime reflete sobre os perigos desse tipo de mentalidade, especialmente comum em jovens marginalizados. Conforme Rudo passa a conviver com os membros dos Zeladores, surge um conflito interno: o apego crescente ao grupo desafia sua visão de mundo e transforma sua fúria, que passa a se manifestar de maneiras mais complexas e, por vezes, ainda mais destrutivas.

O elenco de apoio também é um dos grandes trunfos da adaptação. Os design chamam atenção imediatamente, com cortes de cabelo marcantes, figurinos dusterpunk e armas improváveis que reforçam a identidade visual do mundo. Há uma coesão estética que remete a um pós-apocalipse estilizado, onde grafites, arte de rua e senso de comunidade contrastam com a violência e a desigualdade social. Kei Urana se destaca, mais uma vez, na construção de personagens femininas fortes e visualmente impactantes, algo ainda pouco comum no battle shonen tradicional.

Gachiakuta personagens do jogo
(Reprodução)

Mesmo quando alguns personagens funcionam inicialmente como alívio ou coadjuvantes, a série encontra espaço para desenvolver histórias de fundo relevantes, muitas vezes integradas às próprias cenas de ação. Isso garante que os confrontos, especialmente os mais longos da segunda metade da temporada, não sejam apenas espetáculo, mas também momentos de aprofundamento emocional.

Evolução técnica da produção

No aspecto técnico, a Bones Film entrega exatamente o que se espera. As batalhas envolvendo os Instrumentos Vitais equilibram coreografias impactantes com elementos táticos, explorando as habilidades específicas de cada personagem. Embora não alcance o nível de excentricidade de títulos como JoJo’s Bizarre Adventure, o anime aposta nos tradicionais jogos mentais do gênero, em que estratégia e leitura do adversário são tão importantes quanto força bruta.

Em seus momentos mais intensos, a produção conta com nomes de peso da animação japonesa, como Yutaka Nakamura, responsável por sequências de ação visualmente impressionantes, repletas de fluidez, impacto e destruição de cenário. Nem todas as cenas atingem esse ápice, mas o padrão geral se mantém alto. Além disso, a direção consegue integrar emoção e simbolismo visual às lutas, garantindo que elas avancem a narrativa e não se limitem a puro exibicionismo técnico.

Se há um ponto fraco em Gachiakuta, ele está no ritmo inicial. A série demora um pouco para alcançar seus momentos mais explosivos, tanto em termos de ação quanto de desenvolvimento dramático. A apresentação do mundo e das desigualdades sociais é interessante, mas a conexão emocional com Rudo e os Zeladores leva tempo para se consolidar. Algumas mudanças bruscas de tom também podem causar estranhamento, incluindo um episódio particularmente pesado que aborda temas sensíveis e poderia ter sido tratado com maior profundidade.

Gachiakuta e um encontro marcante
© Kei Urana, Hideyoshi Andou and KODANSHA/ GACHIAKUTA Production Committee

Gamerdito review: a 1ª temporada de Gachiakuta vale a pena?

Ainda assim, o saldo é amplamente positivo. Gachiakuta se estabelece como um anime de ação estiloso e competente, que vai além da violência pela violência. A obra dialoga com questões atuais como exclusão social, raiva juvenil e desigualdade estrutural, abraçando de forma genuína a estética da contracultura, do grafite e da arte de rua, inclusive com a colaboração direta de um artista de grafite no mangá original.

Enquanto a Bones Film mantiver esse nível de produção e Kei Urana continuar expandindo esse universo com consistência, Gachiakuta tem tudo para se firmar como um dos battle shonen mais relevantes da atualidade, muito acima da média do gênero e longe de ser apenas mais um título perdido no “lixão” dos animes de ação.

A 1ª temporada do anime de Gachiakuta está disponível na Crunchyroll e conta com as opções dublada e legendada.


Este texto reflete exclusivamente a visão de seu autor e não representa, necessariamente, a posição do MeuGamer.

O Agente Secreto leva dois prêmios no Globo de Ouro 2026 e marca noite histórica para o Brasil

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O Agente Secreto leva duas estatuetas no Globo de Ouro 2026
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O Agente Secreto encerrou sua participação no Globo de Ouro 2026 com duas vitórias. A produção brasileira saiu da cerimônia com os troféus destinados ao cinema internacional e à atuação dramática masculina, com Wagner Moura, sendo superada apenas na principal disputa da noite. Na madrugada desta segunda-feira, 12 de janeiro de 2026, o mundo voltou a reconhecer um talento brasileiro, já conhecido por trabalhos em produções internacionais como Narcos, Elysium, Guerra Civil, e outras.

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O filme chegou ao 83º Globo de Ouro com presença em três frentes distintas da premiação e conseguiu converter duas indicações em reconhecimento direto do júri, figurando entre os títulos mais celebrados da edição. O longa-metragem conquistou os prêmios de Melhor Filme em Língua Não Inglesa e Melhor Ator em Filme – Drama, com Wagner Moura.

Na corrida pelo prêmio máximo, o longa brasileiro acabou derrotado por Hamnet, escolhido como o melhor filme de drama do ano. Mesmo assim, o desempenho de O Agente Secreto marca um dos momentos mais expressivos do cinema nacional na história recente do Globo de Ouro.

A vitória marca o primeiro Globo de Ouro da carreira do ator baiano Wagner Moura, de 49 anos, colocando o ator ao lado de Fernanda Torres entre os brasileiros que já venceram a premiação.

Na edição anterior, o Brasil havia batido na trave na disputa internacional, quando Ainda Estou Aqui foi superado por Emilia Pérez. Em 2026, a combinação do prêmio internacional com o reconhecimento individual de Wagner Moura recoloca o país em posição de destaque entre os vencedores da cerimônia. Podemos dizer que é um forte candidato para o OSCAR 2026.