Quando a Capcom lançou Resident Evil (Biohazard), em 22 de março de 1996, para PlayStation 1, foi uma mudança radical na forma como conhecemos jogos com temática sombria. Concebido pela primeira vez pelo produtor Tokuro Fujiwara como uma recriação de seu antigo jogo de terror Sweet Home (1989), o desenvolvimento de Resident Evil foi liderado por Shinji Mikami.
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Dito isto, a ideia deste artigo não é sobre a história do jogo, mas mostrar o quanto ele ainda continua relevante mesmo após 3 décadas do lançamento oficial da franquia. O lançamento foi tão avassalador por trazer atores em momentos de live-action e gráficos tridimensionais que, para a época, podemos dizer que eram os mais realistas.
Os cenários e cenas que impactam, horripilando mentes mais sensíveis, elevaram o pavor de jogar o título de survival horror da Capcom. Por sinal, este era um gênero pouco difundido na indústria dos games ou com grande popularidade. Provavelmente, predominavam títulos em plataforma, sem essa intensidade de atrocidades em cena.
Não posso esquecer de Clock Tower e sua famosa tesoura, mas sua saga original ainda não era totalmente em 3D quando foi publicada, para não parecer leviano da minha parte. E, claro, Alone in the Dark, que abriu o gênero, mas não conseguiu emplacar uma consistência para atrair os mais diferentes públicos em 1992.
Os infectados, termo mais utilizado nos jogos da atualidade, davam lugar aos zumbis e outras criaturas horripilantes. Os principais personagens jogáveis em Resident Evil (1996) no PS1 são Jill Valentine e Chris Redfield, cada um com campanhas, dificuldades e parceiros distintos. Rebecca Chambers também é controlável brevemente durante a campanha de Chris.

O que é interessante é que jogar com Chris é uma abordagem mais complicada, e muitos evitavam finalizar o jogo utilizando este personagem. Há também aqueles, na minha memória afetiva nos tempos de locadora, que acreditavam que Jill Valentine era a única protagonista jogável do primeiro jogo.
A verdade é que o gênero do survival horror ficou popular mundialmente depois de Resident Evil, trazendo com ele jogos como Silent Hill, Fatal Frame, Dino Crisis, Parasite Eve, Overblood, The Thing, Cold Fear e outros. Fora franquias mais atuais que existem hoje, Resident Evil foi responsável por sua existência na indústria.
Podemos dizer que outro título poderia ter tomado essa dianteira? Há possibilidade, mas sem esta imersão. A Umbrella Corporation e seu acidente biológico conseguiram trazer personagens icônicos como Albert Wesker, um dos grandes algozes da franquia, Tyrant (Mr. X), Nemesis, Licker e os cachorros infectados, algumas das criaturas inesquecíveis.
Sem mencionar os personagens criados ao longo dos mais de 30 jogos da linha principal e seus spin-offs. O que parecia ser impossível na indústria, com temáticas, gêneros e mecânicas saturadas, era que uma franquia tão longeva iria conseguir bater novos recordes de venda.


Pois a gigante japonesa conseguiu emplacar outro protagonista, Leon S. Kennedy, no segundo título, que ofuscou até mesmo Jill Valentine e Chris. Digo que ofuscou devido ao fato de que, nas versões em que Leon é o protagonista central, as vendas dos jogos alavancam e o hype aumenta à espera do lançamento.
Visto que ele retornou no último jogo intitulado Resident Evil Requiem, o jogo vendeu mais de 5 milhões de cópias gerais em apenas 5 dias, quebrando o recorde da franquia em vendas e em tempo de lançamento. Além de picos de jogadores que atingiram mais de 344.214 jogadores simultâneos somente na plataforma Steam para PC, sem mencionar PlayStation 5, Xbox Series X|S e Nintendo Switch 2.
A saga ficou tão popular que adentrou outras mídias, como em Hollywood, com filmes protagonizados por Milla Jovovich interpretando Alice, uma mulher misteriosa que passou por diversos procedimentos da Umbrella. Também conta com animações e séries dentro do universo, como a mais recente na Netflix.

Fora os licenciamentos de produtos, com action figures, vestuário, moda, mochilas e muito mais. Seja qual for o vírus, como T-Virus, G-Virus ou qualquer outro, quando ouvimos sobre um novo jogo desta saga é motivo para aguardar o que eles vão surpreender.
Por isso, este é um dos jogos mais valiosos da indústria dos games, e posso adicioná-lo ao top 10 das franquias de jogos mais importantes. Logo, parabenizo os envolvidos que tiveram grande influência em seu desenvolvimento e a Capcom por acreditar nesse projeto.
Nas suas redes oficiais, o produtor executivo da série Resident Evil, Jun Takeuchi, deixou uma mensagem em agradecimento aos fãs.

São 30 anos completados em 22 de março de 2026, continuando a trazer nostalgia para os usuários veteranos e os novos que estão conhecendo agora. Que venham muitos outros jogos para agregar e expandir seu alcance, e que daqui a pouco sejam cinquenta anos.





















