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Crítica | Detetive Conan: O Pentagrama de Milhões de Dólares

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O Japão continua a dominar as bilheterias com animações que ultrapassam o público tradicional do anime. Detetive Conan: O Pentagrama de Milhões de Dólares é o mais novo exemplo desse sucesso, tornando-se a maior bilheteria japonesa de 2024.

O filme, que chega aos cinemas brasileiros em 16 de outubro com distribuição pela Sato Company, representa mais um marco na expansão global da animação japonesa, ao lado de fenômenos como Demon Slayer: Castelo Infinito. Além disso, a empresa está disponibilizando, nesta parceria, o longa para o Brasil, incluindo também uma versão dublada. A seguir, compartilho nesta crítica minhas impressões sobre essa produção.

A nova aventura do jovem detetive criado por Gosho Aoyama confirma que os animes deixaram de ser um nicho para se tornarem um movimento cultural de alcance mundial.

Crítica | Detetive Conan: O Pentagrama de Milhões de Dólares
Imagem: Toho Co., Ltd.

Desde 1994, Detetive Conan se mantém como uma das franquias mais longevas e queridas do Japão, com mais de 1.170 episódios e 107 volumes de mangá. Embora nunca tenha atingido no Brasil a popularidade de Naruto ou Dragon Ball, Conan Edogawa conquistou o público por seu carisma e pela complexidade de suas histórias. O filme acerta ao introduzir os elementos essenciais da trama já nos primeiros minutos, tornando-se acessível tanto para fãs antigos quanto para novos espectadores que nunca acompanharam o anime.

A narrativa de Detetive Conan: O Pentagrama de Milhões de Dólares se passa na charmosa cidade portuária de Hakodate, onde o lendário ladrão Kaito Kid anuncia o roubo de duas espadas históricas da família Onoe. O caso desperta o interesse de Conan e Heiji, que estão na cidade para um torneio de kendo. No entanto, o que começa como um simples jogo de perseguição se transforma em um mistério mortal, quando um assassinato e um misterioso espadachim mascarado entram em cena. O enigma das seis espadas de Eitatsu Higashikubo se torna o centro da história, envolvendo segredos de família, heranças e tradições que remetem às raízes do Japão feudal.

Crítica | Detetive Conan: O Pentagrama de Milhões de Dólares
Imagem: Toho Co., Ltd.

Dirigido por Chika Nagaoka e roteirizado por Takahiro Okura, o longa exibe uma narrativa sólida, com ritmo preciso e reviravoltas instigantes. As cenas de ação são um dos grandes destaques, os duelos de espada unem o estilo clássico japonês à fluidez moderna da animação digital. O humor surge de forma natural, mantendo o equilíbrio entre leveza e tensão. Visualmente, o filme é deslumbrante: as cores vibrantes, a ambientação de Hakodate e o brilho metálico das lâminas criam uma atmosfera cinematográfica que prende o público do início ao fim.

Com 110 minutos de duração, o longa passa com fluidez, sustentado por uma trama bem construída e pela empatia natural de Conan. Para os fãs veteranos, há referências sutis e momentos que expandem o universo da série, já os novatos encontram uma excelente porta de entrada para adentrar nas outras produções disponíveis em plataformas como HBO Max, Prime Video, Crunchyroll e Netflix.

Quando mencionei que, no Brasil, a saga não tem a mesma popularidade que no resto do mundo, acredito que isso se deva à abordagem que ela apresenta. Ao utilizar uma linguagem técnica de investigação em uma produção animada, pode acabar afastando parte do público. Contudo, aqueles que se aprofundam na trama sabem o quanto cada roteiro é inteligente, assim como seus personagens. Por isso, convido quem ainda não conhece a dar uma oportunidade e assistir aos episódios — que, inclusive, estão disponíveis na plataforma Crunchyroll nesta página.

Crítica | Detetive Conan: O Pentagrama de Milhões de Dólares
Imagem: Toho Co., Ltd.

No fim, Detetive Conan: O Pentagrama de Milhões de Dólares exibe o poder do cinema japonês em emocionar e surpreender os espectadores. É uma história que combina mistério, ação e emoção em perfeita harmonia, uma prova de que o legado de Conan Edogawa continua mais vivo do que nunca. Eles estão prontos para alcançar novos públicos desta mítica franquia.


Enquanto o longa-metragem deste anime estiver em cartaz nos cinemas brasileiros, é possível consultar sessões em diversos sites, entre eles o Ingresso.com. Fique ciente de que o nosso site não possui vínculo com nenhuma das empresas ou marcas mencionadas nesta publicação. No entanto, como parte do nosso compromisso em informar nossos leitores, indicamos locais que facilitem suas vidas na hora de conferir uma produção da qual são fãs. Ressaltamos ainda que o MeUGamer pode receber uma pequena comissão em publicações que contenham links de afiliados — o que contribui para manter o site independente.

Pedro Bandeira é confirmado na CCXP25 com o lançamento de “A Droga da Obediência”

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A CCXP25, o maior festival de cultura pop do mundo, acaba de confirmar a presença de Pedro Bandeira, um dos autores mais influentes da literatura infantojuvenil brasileira. O escritor participará do Artists’ Valley em parceria com a Editora Moderna, para o lançamento da aguardada adaptação em quadrinhos de A Droga da Obediência, clássico que completa 40 anos em 2024. A HQ conta com roteiro de Felipe Pan, ilustrações de Olavo Costa e cores de Mariane Gusmão. O encontro com o autor está marcado para o dia 7 de dezembro (domingo), no São Paulo Expo.

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Nascido em Santos (SP) em 1942, Pedro Bandeira construiu uma carreira marcada por talento e versatilidade. Antes de se consagrar na literatura, atuou como ator, diretor e redator, até descobrir sua verdadeira paixão pelos livros. Em 1983, lançou sua primeira obra, O dinossauro que fazia au-au, e, no ano seguinte, apresentou ao mundo A Droga da Obediência, que inaugurou a série Os Karas, um fenômeno editorial que atravessou gerações.

Pedro Bandeira é confirmado na CCXP25 com o lançamento de "A Droga da Obediência"
Pedro Bandeira/ Créditos: Divulgação

Com mais de 100 livros publicados e 20 milhões de exemplares vendidos, Pedro Bandeira é hoje um dos escritores mais lidos e premiados do país. Sua trajetória inclui reconhecimentos como o Prêmio Jabuti, APCA, Adolfo Aizen e o selo Altamente Recomendável da FNLIJ. Desde 2009, o autor é exclusivo da Editora Moderna, responsável por relançar seus títulos clássicos e aproximá-los das novas gerações.

Celebrando quatro décadas de sucesso, A Droga da Obediência também ganhará uma adaptação cinematográfica, produzida pela Conspiração Filmes em coprodução com Globo Filmes e Scriptonita Films. O livro, que já ultrapassou 4 milhões de cópias vendidas, é o ponto de partida da série literária Os Karas, que soma mais de 8 milhões de exemplares vendidos ao todo.

Pedro Bandeira é confirmado na CCXP25 com o lançamento de "A Droga da Obediência"
Pedro Bandeira/ Créditos: Divulgação

Na CCXP25, Pedro Bandeira se une a um time de grandes artistas internacionais confirmados no Artists’ Valley, entre eles:

  • Sara Pichelli – co-criadora de Miles Morales (Spider-Man, Guardians of the Galaxy);
  • Joe Quesada – ex-editor-chefe e Chief Creative Officer da Marvel Comics;
  • J.M. DeMatteis – roteirista de A Última Caçada de Kraven;
  • Gerry Conway – co-criador do Justiceiro e autor de A Morte de Gwen Stacy;
  • Netho Diaz, Elena Casagrande, Nick Dragotta, Phil Hester, Frank Martin, John Timms, Lucas Meyer, entre outros.

Serviço – CCXP25

  • Data: 4 a 7 de dezembro de 2025;
  • Local: São Paulo Expo – Rodovia dos Imigrantes, KM 1,5 – São Paulo/SP.

Horários de funcionamento:

  • Spoiler Night (exclusiva para Epic Pass, Unlock+CCXP, Imprensa e Convidados): 03/12, das 18h às 21h;
  • Quinta (04/12): das 12h às 21h;
  • Sexta (05/12): das 12h às 21h;
  • Sábado (06/12): das 11h às 21h;
  • Domingo (07/12): das 11h às 20h.

Os ingressos para a CCXP25 podem ser adquiridos no site oficial do evento.

Pixel Show celebra 20 anos e retorna a São Paulo com foco na economia criativa

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Após dois anos distante da capital paulista, o Pixel Show retorna em grande estilo para celebrar suas duas décadas de história. O evento acontece nos dias 11 e 12 de outubro de 2025, em um novo endereço: o campus da ESPM, na Vila Mariana, em São Paulo.

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Às vésperas da BGS 2025, Kojima curte o Beco do Batman em São Paulo

TikTok fecha com a CCXP25 e assume como plataforma oficial de vídeos

Durante a abertura oficial, o MEUGAMER conversou com Simão Szacher, sócio-fundador e CEO do festival, que destacou a emoção de trazer novamente o maior evento de arte, design e criatividade da América Latina para sua cidade de origem.

“São Paulo sempre foi a casa do Pixel Show. A gente nasceu aqui há 20 anos e está comemorando duas décadas de muita arte, criatividade, design, tecnologia e inovação. Nosso propósito sempre foi inspirar as pessoas e mostrar o que é a economia criativa”, afirma Szacher.

Segundo ele, o conceito de economia criativa evoluiu junto com o festival:

“Quando começamos, falávamos das sete artes. Com o tempo, isso se transformou em algo maior — hoje é criatividade 360º. São Paulo é um polo criativo incrível, que exporta talentos e coleciona prêmios em publicidade, cinema, XR e games.”

O evento deste ano reúne palestrantes nacionais e internacionais, incluindo nomes de peso da indústria de jogos.

“Temos um convidado de Londres, o Liam, especialista em design e experiência de jogos. O Pixel Show sempre buscou essa troca cultural, trazendo profissionais do Brasil inteiro e do exterior”, comenta Szacher.

Entre os parceiros desta edição estão marcas como Posca, Lelo, 3M, Atua Cerâmica, entre outras. O festival conta também com uma nova parceria com a ESPM, ampliando o espaço para experiências interativas e atividades abertas ao público.

Um festival para todas as idades

Szacher reforça que o Pixel Show é voltado a todos os públicos:

“Temos até uma área kids. É um evento inclusivo, que vai do zero aos 100 anos. 95% das atividades são gratuitas — só a conferência é paga. É para vir, experimentar e se inspirar. Tem gente que nunca viu uma caneta Posca, outros nunca testaram óculos de realidade virtual. Aqui dá pra viver tudo isso num só lugar.”

Além das experiências tecnológicas, o festival oferece atividades criativas únicas, como pintura com tinta neon fluorescente e workshops práticos.

Conselho aos jovens criadores

Ao ser questionado sobre o que diria a quem sonha em ingressar na área criativa, Simão Szacher foi direto:

“Primeiro, tire o sonho da cabeça e coloque no papel. Monte um plano, mesmo pequeno, e vá atrás. Quando começamos o Pixel Show, eram só 300 pessoas. No último evento em São Paulo, foram 50 mil. Este ano esperamos algo entre 30 e 50 mil visitantes. O segredo é acreditar, agir e fazer o que ama.”

Encerrando a conversa, Szacher destacou que o Pixel Show 2025 continua com a mesma essência: inspirar, conectar e fortalecer a comunidade criativa, mostrando que o futuro da inovação começa na imaginação.

Às vésperas da BGS 2025, Kojima curte o Beco do Batman em São Paulo

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O criativo e visionário Hideo Kojima, dono de ideias mirabolantes que revolucionaram a indústria dos games, chegou a São Paulo para participar da Brasil Game Show (BGS 2025). Conhecido por ser o mentor por trás de clássicos como Metal Gear e Death Stranding, além do polêmico Silent Hills —; projeto cancelado que, segundo rumores, teria influenciado sua saída da lendária Konami —, Kojima desembarca novamente no país com grande expectativa dos fãs.

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Neste ano, o desenvolvedor japonês tem rodado o mundo como parte da divulgação de Death Stranding 2: On The Beach, e São Paulo foi uma das paradas escolhidas para o tour. Antes de sua participação na BGS, o diretor aproveitou para visitar alguns pontos icônicos da capital paulista, incluindo o Beco do Batman, onde gravou vídeos, tirou fotos e chamou atenção de quem passava pelo local. A presença do criador foi rapidamente notada e gerou alvoroço nas redes sociais com milhares de curtidas e centenas de comentários nas imagens publicadas como na imagem abaixo.

Para encerrar a noite antes de todos os preparativos do evento, ele foi jantar em um restaurante e, de quebra, provou a mítica caipirinha brasileira — vale ressaltar que este site não incentiva o consumo de bebidas alcoólicas; a menção serve apenas para ilustrar como foi o primeiro dia de Hideo Kojima na capital paulistana e seu retorno ao país.

Esta é a segunda participação de Kojima na BGS, cuja programação completa já foi publicada em nosso site. Ele estará presente na cerimônia de abertura, no Meet & Greet, no BGS Talks e também integrará o júri do concurso de cosplay, entre os dias 11 e 12 de outubro de 2025. Mais uma vez, Hideo sentirá de perto o carinho e a admiração dos fãs brasileiros, que têm um apreço especial por suas obras.

Enfim, os ingressos para sábado estão esgotados, restando apenas para domingo da 16ª edição da maior feira de games da América Latina e uma das maiores do mundo. O evento ocorre no Distrito do Anhembi!

Como é o ar da nova Brasil Game Show em uma nova fase

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A Brasil Game Show está em um novo local, e a debutante do último ano encara sua nova fase no Distrito Anhembi. Atualmente, a indústria de games da América Latina vem recebendo reconhecimento global; contudo, no Brasil, percebe-se que os eventos internos estão passando por uma série de desafios.

Com os talentos nacionais surgindo e alguns jogos sendo indicados para prêmios como o The Game Awards e outros, tudo apontaria para maiores investimentos, ampliando o setor. Sei que nossa comitiva vem aumentando nos eventos internacionais como a gamescom, na Alemanha, e a Tokyo Game Show, no Japão. Somos testemunhas oculares, já que nossos correspondentes presenciaram comitivas em peso levando o melhor dos nossos talentos para o mundo.

Enquanto isso, às vésperas do Dia das Crianças, iniciou-se o maior evento de games da América Latina: a Brasil Game Show. Evidentemente, quando Marcelo Tavares começou o projeto, poucos imaginariam que se tornaria o que é hoje, levando até outros empreendedores e sociedades anônimas a investir nessas possibilidades.

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Como é o ar da nova Brasil Game Show em uma nova fase 12

Como jornalista que participa há muito tempo dessa aventura jornalística, observei muitas nuances — muitas acertadas, outras nem tanto. Mas posso afirmar que, mesmo empresas que deixaram de participar, sabem o quanto o evento foi e é primordial para suas marcas.

O investimento é salgado — é como tentar pegar um jacaré na praia, deslizando pela onda e errando, bebendo toda aquela água que rasga a garganta. Ainda assim, o reconhecimento é único quando as empresas conseguem entregar ativações, propostas e diversão aos visitantes. Os fãs tendem a indicar ou adquirir algo vinculado àquela marca que esteve como expositora no evento.

Até mesmo as amostras gratuitas de produtos doadas em formato de brindes — se forem boas — acabam trazendo benefícios para ambas as partes. Contudo, este artigo não é sobre isso, e sim sobre o que podemos compreender deste novo lema: “Uma Nova Fase”.

Quem estava acostumado com estandes separados por longas paredes em cada bloco estabelecido, no Anhembi percebe que está em um único quadrado comportando todos os expositores. Dito isso, como toda casa, existem seus prós e contras.

Por ser imprensa, nossa entrada acaba sendo um pouco menos burocrática, pela entrada fora do acesso geral. Mas o visitante comum terá aquele processo de filas para entrar, devido à revista e à carga máxima de ingressos vendidos — nada de novidade para eventos desse nível e porte.

fila bgs 2025
Como é o ar da nova Brasil Game Show em uma nova fase 13

Adentrando o evento, minha primeira impressão foi a visão de conseguir literalmente observar todos os estandes em um único plano. Locais como o Brawl Stars criaram uma verdadeira arena, em contraste com a Área Indie — que outrora tinha boxes simples, mas com montagem satisfatória, formando a famosa “Avenida Indie”.

Dessa vez, o espaço parece ter sido montado com orçamento menor, sem a preocupação de deixar claro que ali é um local especial para os futuros projetos brasileiros. É apenas uma observação sobre a percepção: de um lado, um estande luxuoso com imersão total em um campo de batalha interativo; do outro, pessoas esperançosas em despontar para o mundo.

Em questão de estandes, mesmo com marcas que até hoje o público gostaria de ver de volta, como o Xbox, e outros nomes que marcaram as edições anteriores, é perceptível o retorno discreto de algumas empresas, como a própria Sony. Ao qual em anos anteriores colocava diversas estações para os visitantes testarem seus exclusivos no PlayStation. Agora, ela exibe no evento um estande temático de Ghost of Yotei, último jogo da franquia Ghost of, e também o PlayStation The Concert, com exibição inédita no Brasil. É o recomeço que demostra os primeiros passos de um retorno triunfal — assim espero.

Estande do jogo da Sucker Punch na BGS 2025 — Créditos: Rodrigo Fernandes
Como é o ar da nova Brasil Game Show em uma nova fase 14

Além disso, Capcom, Konami, EA Sports Mobile, Blizzard e Riot Games — algumas com estandes próprios e outras em parcerias compartilhadas — exibem um retorno com o pé no chão. Dependendo da repercussão deste ano, poderemos ver avanços consideráveis.

Muitos podem alegar que não há muitos jogos inéditos ou desenvolvedoras trazendo seus títulos. O Pré-Show, com trailers mesclando jogos brasileiros e internacionais, é o início de uma nova aceitação. A BGS Business, com possibilidade de negócios e pitches entre desenvolvedores, publishers e empreendedores, está com um ar mais estruturado.

Não posso dizer que essa parte trouxe ou trará retornos concretos aos envolvidos, pois não coletei informações o suficiente. Quanto aos espaços, talvez, diversificando os estandes — como as áreas das lojas — os “buracos” não seriam notados.

No primeiro dia aberto para imprensa, convidados e portadores do passaporte VIP, ficou claro que, no período de lotação máxima, será difícil andar. Isso, por um lado, é bom, pois mostra o público comparecendo.

Os famosos cinco dias de evento foram reduzidos para quatro — pode ser uma estratégia de mercado já mencionada aqui, uma reformulação da indústria, ou até um teste para o novo local no Distrito Anhembi.

A verdade é que esta é uma nova fase — diferente — em que o visitante que deseja conhecer o idealizador do jogo encontrará um contraste já percebido desde o evento de 2022: os criadores de conteúdo acabam sendo as estrelas, e não mais os desenvolvedores. Um novo ar chegou à Brasil Game Show, trazendo esperança, mas é preciso compreender seu futuro.

McCain com interatividade, ativações e brindes na BGS 2025

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Como de costume nosso site cita alguns estandes que participam do circuito da indústria dos games, este ano a McCain está participando da BGS 2025 Eles, que há algum tempo criaram uma parceria com a PlayStation Brasil para adicionar mais sabor gamer às suas batatas fritas, chegam ao evento com uma visão ganhadora, para animar e adicionar mais sabor aos jogos com snacks que todo mundo gosta. Seu estande terá muitas atrações, interatividade e oportunidades de brindes.

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Entre as atrações, os visitantes poderão testar suas habilidades no “Fry Ninja”, uma versão do clássico jogo de fatiar frutas (Fruit Ninja), agora com batatas fritas, e concorrer a brindes personalizados da marca. Outro ponto alto é a “Gameplay McCain”, com divertidas partidas do jogo Astro Bot. Em nossa apuração e na descrição dos envolvidos, durante os 10 minutos de desafio – o tempo exato para o preparo na AirFryer – os competidores desfrutarão da edição especial da McCain PlayStation e da linha McCain AirFryer, para saborear batatas crocantes e sair felizes dali. Será que topam o desafio?

Além disso, um espaço instagramável com uma AirFryer gigante estará disponível como photo opportunity.

Já no sábado, 11 de outubro, a partir das 15h, o grupo de influenciadores Balela estará presente para um interessante meet & greet – exclusivo para tirar fotos e interagir com seus ídolos, que também criarão conteúdo diretamente do estande. Infelizmente, os ingressos de sábado já se esgotaram, caso estivesse interessado em ir. No entanto, no domingo ainda há ingressos disponíveis direto no site.

A Brasil Game Show 2025 ocorre entre os dias 9 e 12 de outubro de 2025, direto do Distrito Anhembi, na cidade de São Paulo. O local está recheado de atrações interessantes, convidados especiais – como o próprio Hideo Kojima, criador de Metal Gear e Death Stranding –, games exclusivos e muito mais. Em nosso site, publicamos um mapa oficial da Brasil Game Show, aqui.

Primeiras Impressões | Digimon Beatbreak

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O primeiro episódio de Digimon Beatbreak, intitulado “The Beat of Emotions”, apresenta um novo universo para a clássica franquia. Ambientada em um futuro onde a humanidade utiliza assistentes virtuais chamados Sapotamas, movidos por uma energia emocional conhecida como e-pulse, a história explora o impacto dessa tecnologia na sociedade. No entanto, esses dispositivos começam a gerar criaturas misteriosas, e o jovem Tomoro Tenma (dublado por Miyu Irino, de Platinum End) logo se vê no centro desse fenômeno.

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O episódio tem a difícil missão de introduzir personagens, conceitos e estabelecer o tom da nova série, tudo em apenas 23 minutos. Apesar de alguns elementos soarem apressados, Digimon Beatbreak consegue capturar a essência da franquia, equilibrando ação, mistério e o espírito de descoberta que sempre definiu os Digimon.

Primeiras Impressões | Digimon Beatbreak
© Digimon Beatbreak – Toei Animation

Logo de início, a animação do estúdio Toei Animation aposta em uma cena de ação para mergulhar o público nesse novo mundo. A batalha é bem executada, com transformações e efeitos competentes, embora falte impacto emocional. Ainda assim, o design dos Digimon evoluindo se destaca pela criatividade, mantendo a tradição visual da saga.

Após a introdução intensa, o episódio desacelera para mostrar o cotidiano dos usuários de Sapotamas. Essa sequência é eficiente em explicar o funcionamento dos dispositivos e seu papel na vida moderna, evitando longas exposições narrativas. É nesse contexto que Tomoro conhece Hitomi, uma garota cuja Sapotama sofre um misterioso erro por causa dele, um detalhe que se torna crucial para o desenrolar da trama.

Primeiras Impressões | Digimon Beatbreak
© Digimon Beatbreak – Toei Animation

A narrativa ganha ritmo quando Gekkomon (dublado por Megumi Han, de Guilty Gear Strive: Dual Rulers) emerge do Sapotama de Tomoro, marcando o início de uma jornada repleta de perigos e descobertas. A partir desse momento, o protagonista passa a questionar sua ligação com os Digimons e o verdadeiro propósito por trás dos Sapotamas.

Embora o episódio finalize com algumas lacunas e um clímax emocional que ainda carece de profundidade, Digimon Beatbreak entrega uma introdução promissora. Se os próximos episódios conseguirem aprofundar a narrativa e esclarecer os mistérios iniciais, o anime tem potencial para renovar a franquia e conquistar tanto veteranos quanto novos fãs. O primeiro episódio de Digimon Beatbreak já está disponível na Crunchyroll e os novos episódios estreiam todo sábado.

Primeiras Impressões | Digimon Beatbreak
© Digimon Beatbreak – Toei Animation

Fique ciente de que nosso site não possui nenhum vínculo com as marcas citadas neste artigo. Mesmo que, porventura, haja links de afiliados incluídos, isso não altera nossa análise plena e profissional. Pois nossos leitores, a quem apelidamos de gamernéfilos, têm grande apreço pelas opiniões que dedicamos a cada artigo do nosso editorial.

Primeiras Impressões | To Your Eternity (3ª Temporada)

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Após dois anos de espera, To Your Eternity retorna em grande estilo para sua terceira temporada, trazendo a tão aguardada adaptação do arco da Era Moderna do mangá. A nova fase marca uma transição significativa na narrativa, apresentando um mundo completamente transformado desde os eventos do último ciclo.

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Logo nos primeiros momentos, percebemos que muitos anos se passaram desde que Fushi entrou em repouso após derrotar os Nokkers e restaurar a paz. Agora, a sociedade moderna floresceu, cidades, tecnologias e pessoas diferentes moldam uma realidade em que as antigas lendas sobre o imortal foram esquecidas. O contraste entre o passado místico e o presente tecnológico cria uma atmosfera curiosa e, ao mesmo tempo, melancólica.

Primeiras Impressões | To Your Eternity (3ª Temporada)
© To Your Eternity – Temporada 3

O novo arco de To Your Eternity apresenta personagens inéditos, incluindo um descendente de Hayase, que demonstra uma estranha sensação de familiaridade ao encontrar Fushi pela primeira vez. Além disso, rostos conhecidos reaparecem em meio à nova era, reacendendo memórias e prometendo reencontros emocionantes.

Apesar das opiniões divididas sobre essa mudança de ambientação, a série segue intrigante e fiel ao espírito reflexivo que a consagrou. Essa nova fase desperta a curiosidade dos fãs, que agora acompanham como Fushi, o ser imortal, enfrentará os dilemas e transformações de um mundo moderno que quase esqueceu sua existência. O primeiro episódio, da 3ª temporada, de To Your Eternity já está disponível na Crunchyroll e os novos episódios estreiam todo sábado.

Primeiras Impressões | To Your Eternity (3ª Temporada)
© To Your Eternity – Temporada 3

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Primeiras Impressões | My Hero Academia (Temporada Final)

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“Vai ficar tudo bem! Porque eu cheguei!”; essa frase, junto da introdução sobre as individualidades, marcou uma geração inteira de fãs de anime. Após quase dez anos, My Hero Academia (Boku no Hero Academia) chega ao seu aguardado final, encerrando uma era que moldou o gênero de super-heróis na animação japonesa.

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A importância da obra de Horikoshi Kouhei é inegável. Inspirando-se nos quadrinhos ocidentais, o autor criou um universo vibrante onde jovens treinam para se tornarem heróis profissionais. O sucesso foi instantâneo: mangá, animes, filmes, produtos, spin-off e até uma vindoura adaptação em live-action pela Netflix consolidaram My Hero Academia como um dos principais fenômenos da cultura pop moderna. Sabendo que Vigilantes chegará na plataforma da Netflix em 2026.

Primeiras Impressões | My Hero Academia (Temporada Final)
© My Hero Academia Final Season

O primeiro episódio da temporada final de My Hero Academia começa exatamente de onde paramos. A guerra entre heróis e vilões está em seu ponto máximo, e a intensidade das batalhas é arrebatadora. All Might volta a brilhar, enfrentando All for One mesmo sem seus poderes, enquanto vemos momentos marcantes de personagens como a heroína invisível Tooru Hagakure. A animação impressiona, equilibrando diálogos emocionantes e ação frenética, entregando um início empolgante para o final da série.

Mais uma vez, o estúdio Bones mostra por que é um dos pilares do sucesso da obra. Responsável por todas as temporadas e filmes, o estúdio entrega visuais deslumbrantes, cenas de luta fluidas e uma trilha sonora envolvente. A direção continua sólida, reforçando a emoção e a grandiosidade que definem a jornada de Izuku Midoriya, o herói “Deku”, e seus colegas da Turma 1-A.

Primeiras Impressões | My Hero Academia (Temporada Final)
© My Hero Academia Final Season

É difícil se despedir de uma história que acompanhamos por tanto tempo. Apesar da qualidade técnica e narrativa, o final do mangá de My Hero Academia dividiu opiniões entre os fãs, e muitos estão curiosos sobre como o anime lidará com isso. Ainda assim, é importante assistir com o coração aberto, aproveitando cada momento dessa despedida que simboliza mais do que o fim de uma história, é o encerramento de um ciclo que inspirou milhares de pessoas a acreditarem no poder do “Plus Ultra!”. O primeiro episódio, da temporada final, de My Hero Academia já está disponível na Crunchyroll e s novos episódios estreiam todo sábado.


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Ghost of Yotei Review: o legado samurai em um novo recomeço

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Ghost of Yotei segue a proposta de expandir e refinar ideias já consagradas, oferecendo uma aventura de mundo aberto visualmente instigante. A Sucker Punch Productions aposta em aprimorar a fórmula de Ghost of Tsushima, mantendo sua essência para este título exclusivo da série Ghost of no Playstation 5. Fique ciente: com o fim da exclusividade, o jogo deverá chegar em algum momento ao PC (Windows) e, posteriormente, ao Xbox Series X|S.

Mesmo sem grandes inovações, o jogo entrega uma versão mais sofisticada da fantasia samurai, com combates dinâmicos e uma trama de vingança que aprofunda o lado emocional da história.

Além disso, Ghost of Yotei mantém a herança cinematográfica dos clássicos de Kurosawa, perceptível na direção das cenas, nos duelos tensos e na atmosfera das paisagens de Ezo, que convidam à contemplação e ao uso do modo foto.

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Ghost of Yotei Review: o legado samurai em um novo recomeço 33

Mais do que pela parte técnica, Ezo se destaca pelo refinamento artístico e pelo uso criativo dos efeitos ambientais. Sua diversidade de campos, montanhas e florestas oferece uma riqueza visual que supera a de Tsushima. Vale a pena jogar Ghost of Yotei?Confira nossa análise (review) do título publicado pela Sony Interactive Entertainment (SIE) e desenvolvido pela Sucker Punch, que evidencia todo o seu potencial entre os lançamentos de outubro.

Busca por vingança

Acompanhamos Atsu em sua busca por vingança contra os Seis Yotei, liderados por Lorde Saito, o responsável pela morte de sua família e pela tentativa de dominar Ezo. Apesar de pouco desenvolvidos, os vilões exibem crueldade suficiente para sustentar a motivação da protagonista. A história segue um caminho previsível e abusa das reviravoltas. Muitos momentos de tensão perdem impacto quando os inimigos escapam de forma conveniente, o que enfraquece o ritmo e a consistência da narrativa.

A atriz e dubladora Erika Ishii é a responsável pela voz e também captura de movimento na versão americana. Na versão brasileira, sua voz é interpretada pela atriz e dubladora Beatriz Meinberg, que participou do estande oficial do jogo na Brasil Game Show 2025, destacado em nossa publicação do mapa oficial.

Da mesma forma, a história ainda apresenta momentos marcantes, com reviravoltas criativas e cenas emocionais que surpreendem. Ressalto a presença de Oyuki, com sua visão diferente sobre a vingança, adiciona profundidade à jornada de Atsu. A mãe da protagonista também tem papel importante, reforçando os laços entre música e família por meio de memórias de infância que ampliam o lado emocional da trama. Mesmo sem grandes inovações, a narrativa mantém intensidade e consegue prender o público até o fim.

Combate de destaque

O maior destaque de Ghost of Yotei é o combate, que se mostra fluido e envolvente. Cada golpe e movimento é bem executado, e o peso das armas torna as batalhas mais impactantes e gratificantes, incentivando o jogador a buscar confrontos pelo puro prazer da luta. Sem depender de um sistema de mira, os combates acontecem de forma mais orgânica e sem interrupções. A diversidade de ferramentas disponíveis amplia as possibilidades táticas, mantendo cada enfrentamento empolgante e variado.

Ao contrário de Jin, que usava diferentes posturas com a katana em Tsushima, Atsu domina várias armas. Entre elas estão a foice com corrente, a lança, o par de katanas e a odachi pesada, cada uma eficaz contra tipos específicos de inimigos. Essa diversidade adiciona uma camada tática, permitindo explorar fraquezas e quebrar defesas conforme a situação.

Cada armamento apresenta um estilo próprio, com o kusarigama se destacando por sua versatilidade, útil para quebrar escudos, controlar grupos e atrair inimigos à distância. A troca entre armas é ágil, e dominar o ritmo do combate deixa as batalhas mais intensas, evidenciando a perícia e confiança de Atsu.

Ambientado no início dos anos 1600, Yotei destaca o uso das armas de fogo, incorporando mosquetes e pistolas de pederneira ao combate. Atsu abandona a tradição e utiliza essas armas com eficiência, como o mosquete que é lento, mas poderoso contra inimigos blindados, enquanto a pistola oferece ataques rápidos e letais.

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Ghost of Yotei Review: o legado samurai em um novo recomeço 36

Ademais, observamos ferramentas estratégicas, como bombas de fumaça, pó de metsubushi e lâminas flamejantes temporárias. Essa variedade de recursos amplia as possibilidades de abordagem, permitindo a escolha entre ataques diretos ou táticas mais elaboradas para superar os desafios.

A furtividade continua presente, mas se baseia em mecânicas já bastante familiares, como se esconder entre a vegetação ou surpreender adversários desatentos. Embora traga momentos empolgantes, como ataques aéreos ou o uso da kusarigama à distância, esse estilo de jogo recebe menos destaque. Quando a discrição é quebrada, o confronto direto ganha espaço e se revela a parte mais envolvente. A forma mais eficiente de jogar é acabar com o maior número possível de inimigos silenciosamente, antes de partir para a luta aberta, algo que o próprio design do jogo indica fortemente.

Campanha atrativa

A campanha principal de Ghost of Yotei combina batalhas de grande porte, que reforçam a sensação de escala, com duelos espalhados pelo mapa, nos quais enfrentamos chefes em combates intensos. Nessas lutas, é essencial dominar o tempo certo para aparar e esquivar, já que a repetição dos movimentos é compensada pela satisfação de executar sequências de defesas bem-sucedidas.

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Da mesma forma, o sistema de aparo e contra-ataque é um dos pontos altos da experiência, oferecendo momentos de grande impacto quando realizado com precisão. A armadura,por exemplo, amplia a janela para o aparo perfeito em troca de maior risco, tornando cada confronto mais emocionante. Além disso, retornam os duelos, que permitem derrotar inimigos de forma rápida e estilosa antes de encarar os demais, garantindo variedade e dinamismo ao combate.

Observamos o abandono do sistema tradicional de níveis e experiência, priorizando o aprendizado onde dominamos nossas próprias técnicas e compreendemos melhor as ferramentas disponíveis. A progressão de Atsu está ligada principalmente à exploração de santuários, muitos deles opcionais, o que dá mais peso às atividades no mundo aberto.

Evoluir envolve desbloquear amuletos com efeitos úteis, conquistar armaduras que reforçam estilos de jogo específicos, coletar itens cosméticos e melhorar armas, quase sempre por meio de missões secundárias. Algumas das habilidades mais interessantes estão escondidas nas camadas mais profundas na árvore de habilidades, o que pode gerar certa dependência dessas tarefas paralelas. Ainda assim, essa escolha acaba funcionando bem, tornando a progressão mais envolvente e significativa.

Missões e tramas paralelas

As missões surpreendem com duelos intensos e batalhas agitadas que incentivam a explorar regiões do mapa que ficariam de lado. Além disso, inclui pequenas tramas paralelas, como enigmas sobrenaturais, caçadas a criminosos e até a presença de um inimigo extremamente poderoso que exige várias tentativas para ser vencido. O enredo também valoriza aspectos culturais da região, destacando o povo Ainu e incorporando algumas de suas tradições de forma orgânica à narrativa.

Ghost of Yōtei jogo combate
Divulgação

O mapa segue a proposta de incentivar a exploração sem depender de marcadores na tela, trazendo de volta a mecânica do vento como guia para os objetivos. Além disso, as músicas  podem ser usadas livremente para localizar colecionáveis ou fontes termais, reforçando a imersão temática.

Essa integração musical dá mais coesão à experiência e torna as atividades opcionais mais envolventes, ainda que algumas tarefas, como trechos de escalada e plataformas, soem repetitivas. Mesmo assim, há um esforço para que pareçam mais naturais conforme o mundo se expande. Diferente de muitos jogos de mundo aberto, Ghost of Yotei  mantém equilíbrio em suas áreas, transmitindo a sensação de vastidão sem exageros. A jornada de vingança de Atsu flui de forma orgânica, oferecendo modos visuais e estilísticos variados.

Visual detalhado é um ponto forte

No PlayStation 5, Ghost of Yotei se destaca pelo visual detalhado, com cenários que vão de campos nevados a vilarejos iluminados, transmitindo um ambiente que combina realismo e estilo artístico. O uso do ray tracing aprimora reflexos e iluminação, enquanto o jogo mantém estabilidade em 60fps no modo desempenho ou oferece resolução 4K no modo fidelidade, ambos bem otimizados para o PS5. A caracterização dos personagens também chama atenção: Atsu ganha vida com expressões e animações convincentes, e os inimigos, mesmo sem grande variedade, exibem trajes e armaduras que trazem autenticidade da ambientação samurai.

Shogun em Ghost of Yotei
(Divulgação)

No PS5, o DualSense amplia a imersão, funcionando como uma extensão da jornada de Atsu. A resposta háptica diferencia terrenos e situações, permitindo sentir a textura do ambiente e a intensidade dos combates, desde cortes leves até impactos mais pesados.

Os gatilhos adaptáveis marcam esta sensação: o arco exige pressão gradual para simular a corda, enquanto armas pesadas oferecem resistência maior, transmitindo peso e impacto. O alto-falante do controle também contribui, reproduzindo sons como o vento, o choque das espadas e o shamisen, aproximando ainda mais o jogador da ação. Nesse interím, o DualSense transforma a experiência em algo sensorial, onde cada movimento, golpe e som é como uma imersão detalhada cinematográfica e eleva a fantasia samurai a um nível mais romanceado.

Tratando de trilha sonora, prepare-se para algo maravilhoso e imersivo, combinando instrumentos tradicionais japoneses com arranjos orquestrais modernos. Essa mistura cria contrastes entre músicas suaves durante a exploração e composições intensas nos combates, reforçando tanto a atmosfera contemplativa quanto a tensão das batalhas. O uso do áudio 3D no PS5 amplia ainda mais a experiência, destacando os detalhes sonoros do ambiente e dos confrontos, tornando cada momento mais harmônico e realista. Se quiser conhecer um pouco de sua trilha sonora original e como ela conversa com essa trama da guerreira solitária. Há uma análise completa nesta página das canções que estão no jogo.

Ghost of Yōtei, monte Yotei
(Reprodução)

Gamerdito (Veredito) – Vale a pena jogar Ghost of Yotei?

Enfim, Ghost of Yotei pode não reinventar o gênero, mas entrega uma experiência marcante, unindo técnica refinada, cenários respeitando o local da trama e um combate visceral que prende do início ao fim. A presença de Atsu como protagonista acrescenta força e frescor à narrativa, enquanto a inspiração cinematográfica de Kurosawa mantém viva a identidade artística da série. 

Mesmo sem ousar tanto quanto poderia, o jogo é como uma obra que valoriza a essência samurai e proporciona uma jornada intensa, capaz de satisfazer tanto a mim, como fã de mundos abertos; quanto todos que procuram um título de ação e também espiritualidade, estiloso e com enorme potencial do começo ao fim. Por este motivo, finalizalo está review com uma nota geral de 9/10.

Nota: 9/10

É possível encontrar o título de Ghost of Yotei na plataforma PlayStation Store. Caso queira ajudar o nosso site a se manter engajado e independente, há links de afiliados para aquisição via Nuuvem, pelos quais podemos ganhar uma pequena comissão. Agradecemos à Sony Interactive Entertainment e a sua assessoria pela liberação da chave do jogo.

Crítica | Detetive Conan: O Pentagrama de Milhões de Dólares

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Crítica | Detetive Conan: O Pentagrama de Milhões de Dólares
Imagem: Toho Co., Ltd.

O Japão continua a dominar as bilheterias com animações que ultrapassam o público tradicional do anime. Detetive Conan: O Pentagrama de Milhões de Dólares é o mais novo exemplo desse sucesso, tornando-se a maior bilheteria japonesa de 2024.

O filme, que chega aos cinemas brasileiros em 16 de outubro com distribuição pela Sato Company, representa mais um marco na expansão global da animação japonesa, ao lado de fenômenos como Demon Slayer: Castelo Infinito. Além disso, a empresa está disponibilizando, nesta parceria, o longa para o Brasil, incluindo também uma versão dublada. A seguir, compartilho nesta crítica minhas impressões sobre essa produção.

A nova aventura do jovem detetive criado por Gosho Aoyama confirma que os animes deixaram de ser um nicho para se tornarem um movimento cultural de alcance mundial.

Crítica | Detetive Conan: O Pentagrama de Milhões de Dólares
Imagem: Toho Co., Ltd.

Desde 1994, Detetive Conan se mantém como uma das franquias mais longevas e queridas do Japão, com mais de 1.170 episódios e 107 volumes de mangá. Embora nunca tenha atingido no Brasil a popularidade de Naruto ou Dragon Ball, Conan Edogawa conquistou o público por seu carisma e pela complexidade de suas histórias. O filme acerta ao introduzir os elementos essenciais da trama já nos primeiros minutos, tornando-se acessível tanto para fãs antigos quanto para novos espectadores que nunca acompanharam o anime.

A narrativa de Detetive Conan: O Pentagrama de Milhões de Dólares se passa na charmosa cidade portuária de Hakodate, onde o lendário ladrão Kaito Kid anuncia o roubo de duas espadas históricas da família Onoe. O caso desperta o interesse de Conan e Heiji, que estão na cidade para um torneio de kendo. No entanto, o que começa como um simples jogo de perseguição se transforma em um mistério mortal, quando um assassinato e um misterioso espadachim mascarado entram em cena. O enigma das seis espadas de Eitatsu Higashikubo se torna o centro da história, envolvendo segredos de família, heranças e tradições que remetem às raízes do Japão feudal.

Crítica | Detetive Conan: O Pentagrama de Milhões de Dólares
Imagem: Toho Co., Ltd.

Dirigido por Chika Nagaoka e roteirizado por Takahiro Okura, o longa exibe uma narrativa sólida, com ritmo preciso e reviravoltas instigantes. As cenas de ação são um dos grandes destaques, os duelos de espada unem o estilo clássico japonês à fluidez moderna da animação digital. O humor surge de forma natural, mantendo o equilíbrio entre leveza e tensão. Visualmente, o filme é deslumbrante: as cores vibrantes, a ambientação de Hakodate e o brilho metálico das lâminas criam uma atmosfera cinematográfica que prende o público do início ao fim.

Com 110 minutos de duração, o longa passa com fluidez, sustentado por uma trama bem construída e pela empatia natural de Conan. Para os fãs veteranos, há referências sutis e momentos que expandem o universo da série, já os novatos encontram uma excelente porta de entrada para adentrar nas outras produções disponíveis em plataformas como HBO Max, Prime Video, Crunchyroll e Netflix.

Quando mencionei que, no Brasil, a saga não tem a mesma popularidade que no resto do mundo, acredito que isso se deva à abordagem que ela apresenta. Ao utilizar uma linguagem técnica de investigação em uma produção animada, pode acabar afastando parte do público. Contudo, aqueles que se aprofundam na trama sabem o quanto cada roteiro é inteligente, assim como seus personagens. Por isso, convido quem ainda não conhece a dar uma oportunidade e assistir aos episódios — que, inclusive, estão disponíveis na plataforma Crunchyroll nesta página.

Crítica | Detetive Conan: O Pentagrama de Milhões de Dólares
Imagem: Toho Co., Ltd.

No fim, Detetive Conan: O Pentagrama de Milhões de Dólares exibe o poder do cinema japonês em emocionar e surpreender os espectadores. É uma história que combina mistério, ação e emoção em perfeita harmonia, uma prova de que o legado de Conan Edogawa continua mais vivo do que nunca. Eles estão prontos para alcançar novos públicos desta mítica franquia.


Enquanto o longa-metragem deste anime estiver em cartaz nos cinemas brasileiros, é possível consultar sessões em diversos sites, entre eles o Ingresso.com. Fique ciente de que o nosso site não possui vínculo com nenhuma das empresas ou marcas mencionadas nesta publicação. No entanto, como parte do nosso compromisso em informar nossos leitores, indicamos locais que facilitem suas vidas na hora de conferir uma produção da qual são fãs. Ressaltamos ainda que o MeUGamer pode receber uma pequena comissão em publicações que contenham links de afiliados — o que contribui para manter o site independente.

Pedro Bandeira é confirmado na CCXP25 com o lançamento de “A Droga da Obediência”

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Pedro Bandeira é confirmado na CCXP25 com o lançamento de "A Droga da Obediência"
Pedro Bandeira/ Créditos: Divulgação

A CCXP25, o maior festival de cultura pop do mundo, acaba de confirmar a presença de Pedro Bandeira, um dos autores mais influentes da literatura infantojuvenil brasileira. O escritor participará do Artists’ Valley em parceria com a Editora Moderna, para o lançamento da aguardada adaptação em quadrinhos de A Droga da Obediência, clássico que completa 40 anos em 2024. A HQ conta com roteiro de Felipe Pan, ilustrações de Olavo Costa e cores de Mariane Gusmão. O encontro com o autor está marcado para o dia 7 de dezembro (domingo), no São Paulo Expo.

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Nascido em Santos (SP) em 1942, Pedro Bandeira construiu uma carreira marcada por talento e versatilidade. Antes de se consagrar na literatura, atuou como ator, diretor e redator, até descobrir sua verdadeira paixão pelos livros. Em 1983, lançou sua primeira obra, O dinossauro que fazia au-au, e, no ano seguinte, apresentou ao mundo A Droga da Obediência, que inaugurou a série Os Karas, um fenômeno editorial que atravessou gerações.

Pedro Bandeira é confirmado na CCXP25 com o lançamento de "A Droga da Obediência"
Pedro Bandeira/ Créditos: Divulgação

Com mais de 100 livros publicados e 20 milhões de exemplares vendidos, Pedro Bandeira é hoje um dos escritores mais lidos e premiados do país. Sua trajetória inclui reconhecimentos como o Prêmio Jabuti, APCA, Adolfo Aizen e o selo Altamente Recomendável da FNLIJ. Desde 2009, o autor é exclusivo da Editora Moderna, responsável por relançar seus títulos clássicos e aproximá-los das novas gerações.

Celebrando quatro décadas de sucesso, A Droga da Obediência também ganhará uma adaptação cinematográfica, produzida pela Conspiração Filmes em coprodução com Globo Filmes e Scriptonita Films. O livro, que já ultrapassou 4 milhões de cópias vendidas, é o ponto de partida da série literária Os Karas, que soma mais de 8 milhões de exemplares vendidos ao todo.

Pedro Bandeira é confirmado na CCXP25 com o lançamento de "A Droga da Obediência"
Pedro Bandeira/ Créditos: Divulgação

Na CCXP25, Pedro Bandeira se une a um time de grandes artistas internacionais confirmados no Artists’ Valley, entre eles:

  • Sara Pichelli – co-criadora de Miles Morales (Spider-Man, Guardians of the Galaxy);
  • Joe Quesada – ex-editor-chefe e Chief Creative Officer da Marvel Comics;
  • J.M. DeMatteis – roteirista de A Última Caçada de Kraven;
  • Gerry Conway – co-criador do Justiceiro e autor de A Morte de Gwen Stacy;
  • Netho Diaz, Elena Casagrande, Nick Dragotta, Phil Hester, Frank Martin, John Timms, Lucas Meyer, entre outros.

Serviço – CCXP25

  • Data: 4 a 7 de dezembro de 2025;
  • Local: São Paulo Expo – Rodovia dos Imigrantes, KM 1,5 – São Paulo/SP.

Horários de funcionamento:

  • Spoiler Night (exclusiva para Epic Pass, Unlock+CCXP, Imprensa e Convidados): 03/12, das 18h às 21h;
  • Quinta (04/12): das 12h às 21h;
  • Sexta (05/12): das 12h às 21h;
  • Sábado (06/12): das 11h às 21h;
  • Domingo (07/12): das 11h às 20h.

Os ingressos para a CCXP25 podem ser adquiridos no site oficial do evento.

Pixel Show celebra 20 anos e retorna a São Paulo com foco na economia criativa

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Após dois anos distante da capital paulista, o Pixel Show retorna em grande estilo para celebrar suas duas décadas de história. O evento acontece nos dias 11 e 12 de outubro de 2025, em um novo endereço: o campus da ESPM, na Vila Mariana, em São Paulo.

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TikTok fecha com a CCXP25 e assume como plataforma oficial de vídeos

Durante a abertura oficial, o MEUGAMER conversou com Simão Szacher, sócio-fundador e CEO do festival, que destacou a emoção de trazer novamente o maior evento de arte, design e criatividade da América Latina para sua cidade de origem.

“São Paulo sempre foi a casa do Pixel Show. A gente nasceu aqui há 20 anos e está comemorando duas décadas de muita arte, criatividade, design, tecnologia e inovação. Nosso propósito sempre foi inspirar as pessoas e mostrar o que é a economia criativa”, afirma Szacher.

Segundo ele, o conceito de economia criativa evoluiu junto com o festival:

“Quando começamos, falávamos das sete artes. Com o tempo, isso se transformou em algo maior — hoje é criatividade 360º. São Paulo é um polo criativo incrível, que exporta talentos e coleciona prêmios em publicidade, cinema, XR e games.”

O evento deste ano reúne palestrantes nacionais e internacionais, incluindo nomes de peso da indústria de jogos.

“Temos um convidado de Londres, o Liam, especialista em design e experiência de jogos. O Pixel Show sempre buscou essa troca cultural, trazendo profissionais do Brasil inteiro e do exterior”, comenta Szacher.

Entre os parceiros desta edição estão marcas como Posca, Lelo, 3M, Atua Cerâmica, entre outras. O festival conta também com uma nova parceria com a ESPM, ampliando o espaço para experiências interativas e atividades abertas ao público.

Um festival para todas as idades

Szacher reforça que o Pixel Show é voltado a todos os públicos:

“Temos até uma área kids. É um evento inclusivo, que vai do zero aos 100 anos. 95% das atividades são gratuitas — só a conferência é paga. É para vir, experimentar e se inspirar. Tem gente que nunca viu uma caneta Posca, outros nunca testaram óculos de realidade virtual. Aqui dá pra viver tudo isso num só lugar.”

Além das experiências tecnológicas, o festival oferece atividades criativas únicas, como pintura com tinta neon fluorescente e workshops práticos.

Conselho aos jovens criadores

Ao ser questionado sobre o que diria a quem sonha em ingressar na área criativa, Simão Szacher foi direto:

“Primeiro, tire o sonho da cabeça e coloque no papel. Monte um plano, mesmo pequeno, e vá atrás. Quando começamos o Pixel Show, eram só 300 pessoas. No último evento em São Paulo, foram 50 mil. Este ano esperamos algo entre 30 e 50 mil visitantes. O segredo é acreditar, agir e fazer o que ama.”

Encerrando a conversa, Szacher destacou que o Pixel Show 2025 continua com a mesma essência: inspirar, conectar e fortalecer a comunidade criativa, mostrando que o futuro da inovação começa na imaginação.

Às vésperas da BGS 2025, Kojima curte o Beco do Batman em São Paulo

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Hideo Kojima posa no Beco do Batman, em São Paulo, durante sua visita pré-BGS 2025.
Imagem reprodução/Instagram

O criativo e visionário Hideo Kojima, dono de ideias mirabolantes que revolucionaram a indústria dos games, chegou a São Paulo para participar da Brasil Game Show (BGS 2025). Conhecido por ser o mentor por trás de clássicos como Metal Gear e Death Stranding, além do polêmico Silent Hills —; projeto cancelado que, segundo rumores, teria influenciado sua saída da lendária Konami —, Kojima desembarca novamente no país com grande expectativa dos fãs.

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Neste ano, o desenvolvedor japonês tem rodado o mundo como parte da divulgação de Death Stranding 2: On The Beach, e São Paulo foi uma das paradas escolhidas para o tour. Antes de sua participação na BGS, o diretor aproveitou para visitar alguns pontos icônicos da capital paulista, incluindo o Beco do Batman, onde gravou vídeos, tirou fotos e chamou atenção de quem passava pelo local. A presença do criador foi rapidamente notada e gerou alvoroço nas redes sociais com milhares de curtidas e centenas de comentários nas imagens publicadas como na imagem abaixo.

Para encerrar a noite antes de todos os preparativos do evento, ele foi jantar em um restaurante e, de quebra, provou a mítica caipirinha brasileira — vale ressaltar que este site não incentiva o consumo de bebidas alcoólicas; a menção serve apenas para ilustrar como foi o primeiro dia de Hideo Kojima na capital paulistana e seu retorno ao país.

Esta é a segunda participação de Kojima na BGS, cuja programação completa já foi publicada em nosso site. Ele estará presente na cerimônia de abertura, no Meet & Greet, no BGS Talks e também integrará o júri do concurso de cosplay, entre os dias 11 e 12 de outubro de 2025. Mais uma vez, Hideo sentirá de perto o carinho e a admiração dos fãs brasileiros, que têm um apreço especial por suas obras.

Enfim, os ingressos para sábado estão esgotados, restando apenas para domingo da 16ª edição da maior feira de games da América Latina e uma das maiores do mundo. O evento ocorre no Distrito do Anhembi!

Como é o ar da nova Brasil Game Show em uma nova fase

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Brasil Game Show no Anhembi: uma nova fase com velhas expectativas
Imagem reprodução

A Brasil Game Show está em um novo local, e a debutante do último ano encara sua nova fase no Distrito Anhembi. Atualmente, a indústria de games da América Latina vem recebendo reconhecimento global; contudo, no Brasil, percebe-se que os eventos internos estão passando por uma série de desafios.

Com os talentos nacionais surgindo e alguns jogos sendo indicados para prêmios como o The Game Awards e outros, tudo apontaria para maiores investimentos, ampliando o setor. Sei que nossa comitiva vem aumentando nos eventos internacionais como a gamescom, na Alemanha, e a Tokyo Game Show, no Japão. Somos testemunhas oculares, já que nossos correspondentes presenciaram comitivas em peso levando o melhor dos nossos talentos para o mundo.

Enquanto isso, às vésperas do Dia das Crianças, iniciou-se o maior evento de games da América Latina: a Brasil Game Show. Evidentemente, quando Marcelo Tavares começou o projeto, poucos imaginariam que se tornaria o que é hoje, levando até outros empreendedores e sociedades anônimas a investir nessas possibilidades.

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Como é o ar da nova Brasil Game Show em uma nova fase 49

Como jornalista que participa há muito tempo dessa aventura jornalística, observei muitas nuances — muitas acertadas, outras nem tanto. Mas posso afirmar que, mesmo empresas que deixaram de participar, sabem o quanto o evento foi e é primordial para suas marcas.

O investimento é salgado — é como tentar pegar um jacaré na praia, deslizando pela onda e errando, bebendo toda aquela água que rasga a garganta. Ainda assim, o reconhecimento é único quando as empresas conseguem entregar ativações, propostas e diversão aos visitantes. Os fãs tendem a indicar ou adquirir algo vinculado àquela marca que esteve como expositora no evento.

Até mesmo as amostras gratuitas de produtos doadas em formato de brindes — se forem boas — acabam trazendo benefícios para ambas as partes. Contudo, este artigo não é sobre isso, e sim sobre o que podemos compreender deste novo lema: “Uma Nova Fase”.

Quem estava acostumado com estandes separados por longas paredes em cada bloco estabelecido, no Anhembi percebe que está em um único quadrado comportando todos os expositores. Dito isso, como toda casa, existem seus prós e contras.

Por ser imprensa, nossa entrada acaba sendo um pouco menos burocrática, pela entrada fora do acesso geral. Mas o visitante comum terá aquele processo de filas para entrar, devido à revista e à carga máxima de ingressos vendidos — nada de novidade para eventos desse nível e porte.

fila bgs 2025
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Adentrando o evento, minha primeira impressão foi a visão de conseguir literalmente observar todos os estandes em um único plano. Locais como o Brawl Stars criaram uma verdadeira arena, em contraste com a Área Indie — que outrora tinha boxes simples, mas com montagem satisfatória, formando a famosa “Avenida Indie”.

Dessa vez, o espaço parece ter sido montado com orçamento menor, sem a preocupação de deixar claro que ali é um local especial para os futuros projetos brasileiros. É apenas uma observação sobre a percepção: de um lado, um estande luxuoso com imersão total em um campo de batalha interativo; do outro, pessoas esperançosas em despontar para o mundo.

Em questão de estandes, mesmo com marcas que até hoje o público gostaria de ver de volta, como o Xbox, e outros nomes que marcaram as edições anteriores, é perceptível o retorno discreto de algumas empresas, como a própria Sony. Ao qual em anos anteriores colocava diversas estações para os visitantes testarem seus exclusivos no PlayStation. Agora, ela exibe no evento um estande temático de Ghost of Yotei, último jogo da franquia Ghost of, e também o PlayStation The Concert, com exibição inédita no Brasil. É o recomeço que demostra os primeiros passos de um retorno triunfal — assim espero.

Estande do jogo da Sucker Punch na BGS 2025 — Créditos: Rodrigo Fernandes
Como é o ar da nova Brasil Game Show em uma nova fase 51

Além disso, Capcom, Konami, EA Sports Mobile, Blizzard e Riot Games — algumas com estandes próprios e outras em parcerias compartilhadas — exibem um retorno com o pé no chão. Dependendo da repercussão deste ano, poderemos ver avanços consideráveis.

Muitos podem alegar que não há muitos jogos inéditos ou desenvolvedoras trazendo seus títulos. O Pré-Show, com trailers mesclando jogos brasileiros e internacionais, é o início de uma nova aceitação. A BGS Business, com possibilidade de negócios e pitches entre desenvolvedores, publishers e empreendedores, está com um ar mais estruturado.

Não posso dizer que essa parte trouxe ou trará retornos concretos aos envolvidos, pois não coletei informações o suficiente. Quanto aos espaços, talvez, diversificando os estandes — como as áreas das lojas — os “buracos” não seriam notados.

No primeiro dia aberto para imprensa, convidados e portadores do passaporte VIP, ficou claro que, no período de lotação máxima, será difícil andar. Isso, por um lado, é bom, pois mostra o público comparecendo.

Os famosos cinco dias de evento foram reduzidos para quatro — pode ser uma estratégia de mercado já mencionada aqui, uma reformulação da indústria, ou até um teste para o novo local no Distrito Anhembi.

A verdade é que esta é uma nova fase — diferente — em que o visitante que deseja conhecer o idealizador do jogo encontrará um contraste já percebido desde o evento de 2022: os criadores de conteúdo acabam sendo as estrelas, e não mais os desenvolvedores. Um novo ar chegou à Brasil Game Show, trazendo esperança, mas é preciso compreender seu futuro.

McCain com interatividade, ativações e brindes na BGS 2025

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McCain leva interatividade, ativações e brindes na BGS 2025
Créditos: Rodrigo Fernandes

Como de costume nosso site cita alguns estandes que participam do circuito da indústria dos games, este ano a McCain está participando da BGS 2025 Eles, que há algum tempo criaram uma parceria com a PlayStation Brasil para adicionar mais sabor gamer às suas batatas fritas, chegam ao evento com uma visão ganhadora, para animar e adicionar mais sabor aos jogos com snacks que todo mundo gosta. Seu estande terá muitas atrações, interatividade e oportunidades de brindes.

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Entre as atrações, os visitantes poderão testar suas habilidades no “Fry Ninja”, uma versão do clássico jogo de fatiar frutas (Fruit Ninja), agora com batatas fritas, e concorrer a brindes personalizados da marca. Outro ponto alto é a “Gameplay McCain”, com divertidas partidas do jogo Astro Bot. Em nossa apuração e na descrição dos envolvidos, durante os 10 minutos de desafio – o tempo exato para o preparo na AirFryer – os competidores desfrutarão da edição especial da McCain PlayStation e da linha McCain AirFryer, para saborear batatas crocantes e sair felizes dali. Será que topam o desafio?

Além disso, um espaço instagramável com uma AirFryer gigante estará disponível como photo opportunity.

Já no sábado, 11 de outubro, a partir das 15h, o grupo de influenciadores Balela estará presente para um interessante meet & greet – exclusivo para tirar fotos e interagir com seus ídolos, que também criarão conteúdo diretamente do estande. Infelizmente, os ingressos de sábado já se esgotaram, caso estivesse interessado em ir. No entanto, no domingo ainda há ingressos disponíveis direto no site.

A Brasil Game Show 2025 ocorre entre os dias 9 e 12 de outubro de 2025, direto do Distrito Anhembi, na cidade de São Paulo. O local está recheado de atrações interessantes, convidados especiais – como o próprio Hideo Kojima, criador de Metal Gear e Death Stranding –, games exclusivos e muito mais. Em nosso site, publicamos um mapa oficial da Brasil Game Show, aqui.

Primeiras Impressões | Digimon Beatbreak

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Primeiras Impressões | Digimon Beatbreak
© Digimon Beatbreak - Toei Animation

O primeiro episódio de Digimon Beatbreak, intitulado “The Beat of Emotions”, apresenta um novo universo para a clássica franquia. Ambientada em um futuro onde a humanidade utiliza assistentes virtuais chamados Sapotamas, movidos por uma energia emocional conhecida como e-pulse, a história explora o impacto dessa tecnologia na sociedade. No entanto, esses dispositivos começam a gerar criaturas misteriosas, e o jovem Tomoro Tenma (dublado por Miyu Irino, de Platinum End) logo se vê no centro desse fenômeno.

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O episódio tem a difícil missão de introduzir personagens, conceitos e estabelecer o tom da nova série, tudo em apenas 23 minutos. Apesar de alguns elementos soarem apressados, Digimon Beatbreak consegue capturar a essência da franquia, equilibrando ação, mistério e o espírito de descoberta que sempre definiu os Digimon.

Primeiras Impressões | Digimon Beatbreak
© Digimon Beatbreak – Toei Animation

Logo de início, a animação do estúdio Toei Animation aposta em uma cena de ação para mergulhar o público nesse novo mundo. A batalha é bem executada, com transformações e efeitos competentes, embora falte impacto emocional. Ainda assim, o design dos Digimon evoluindo se destaca pela criatividade, mantendo a tradição visual da saga.

Após a introdução intensa, o episódio desacelera para mostrar o cotidiano dos usuários de Sapotamas. Essa sequência é eficiente em explicar o funcionamento dos dispositivos e seu papel na vida moderna, evitando longas exposições narrativas. É nesse contexto que Tomoro conhece Hitomi, uma garota cuja Sapotama sofre um misterioso erro por causa dele, um detalhe que se torna crucial para o desenrolar da trama.

Primeiras Impressões | Digimon Beatbreak
© Digimon Beatbreak – Toei Animation

A narrativa ganha ritmo quando Gekkomon (dublado por Megumi Han, de Guilty Gear Strive: Dual Rulers) emerge do Sapotama de Tomoro, marcando o início de uma jornada repleta de perigos e descobertas. A partir desse momento, o protagonista passa a questionar sua ligação com os Digimons e o verdadeiro propósito por trás dos Sapotamas.

Embora o episódio finalize com algumas lacunas e um clímax emocional que ainda carece de profundidade, Digimon Beatbreak entrega uma introdução promissora. Se os próximos episódios conseguirem aprofundar a narrativa e esclarecer os mistérios iniciais, o anime tem potencial para renovar a franquia e conquistar tanto veteranos quanto novos fãs. O primeiro episódio de Digimon Beatbreak já está disponível na Crunchyroll e os novos episódios estreiam todo sábado.

Primeiras Impressões | Digimon Beatbreak
© Digimon Beatbreak – Toei Animation

Fique ciente de que nosso site não possui nenhum vínculo com as marcas citadas neste artigo. Mesmo que, porventura, haja links de afiliados incluídos, isso não altera nossa análise plena e profissional. Pois nossos leitores, a quem apelidamos de gamernéfilos, têm grande apreço pelas opiniões que dedicamos a cada artigo do nosso editorial.

Primeiras Impressões | To Your Eternity (3ª Temporada)

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Primeiras Impressões | To Your Eternity (3ª Temporada)
© To Your Eternity – Temporada 3

Após dois anos de espera, To Your Eternity retorna em grande estilo para sua terceira temporada, trazendo a tão aguardada adaptação do arco da Era Moderna do mangá. A nova fase marca uma transição significativa na narrativa, apresentando um mundo completamente transformado desde os eventos do último ciclo.

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Logo nos primeiros momentos, percebemos que muitos anos se passaram desde que Fushi entrou em repouso após derrotar os Nokkers e restaurar a paz. Agora, a sociedade moderna floresceu, cidades, tecnologias e pessoas diferentes moldam uma realidade em que as antigas lendas sobre o imortal foram esquecidas. O contraste entre o passado místico e o presente tecnológico cria uma atmosfera curiosa e, ao mesmo tempo, melancólica.

Primeiras Impressões | To Your Eternity (3ª Temporada)
© To Your Eternity – Temporada 3

O novo arco de To Your Eternity apresenta personagens inéditos, incluindo um descendente de Hayase, que demonstra uma estranha sensação de familiaridade ao encontrar Fushi pela primeira vez. Além disso, rostos conhecidos reaparecem em meio à nova era, reacendendo memórias e prometendo reencontros emocionantes.

Apesar das opiniões divididas sobre essa mudança de ambientação, a série segue intrigante e fiel ao espírito reflexivo que a consagrou. Essa nova fase desperta a curiosidade dos fãs, que agora acompanham como Fushi, o ser imortal, enfrentará os dilemas e transformações de um mundo moderno que quase esqueceu sua existência. O primeiro episódio, da 3ª temporada, de To Your Eternity já está disponível na Crunchyroll e os novos episódios estreiam todo sábado.

Primeiras Impressões | To Your Eternity (3ª Temporada)
© To Your Eternity – Temporada 3

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Primeiras Impressões | My Hero Academia (Temporada Final)

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Primeiras Impressões | My Hero Academia (Temporada Final)
© My Hero Academia Final Season

“Vai ficar tudo bem! Porque eu cheguei!”; essa frase, junto da introdução sobre as individualidades, marcou uma geração inteira de fãs de anime. Após quase dez anos, My Hero Academia (Boku no Hero Academia) chega ao seu aguardado final, encerrando uma era que moldou o gênero de super-heróis na animação japonesa.

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A importância da obra de Horikoshi Kouhei é inegável. Inspirando-se nos quadrinhos ocidentais, o autor criou um universo vibrante onde jovens treinam para se tornarem heróis profissionais. O sucesso foi instantâneo: mangá, animes, filmes, produtos, spin-off e até uma vindoura adaptação em live-action pela Netflix consolidaram My Hero Academia como um dos principais fenômenos da cultura pop moderna. Sabendo que Vigilantes chegará na plataforma da Netflix em 2026.

Primeiras Impressões | My Hero Academia (Temporada Final)
© My Hero Academia Final Season

O primeiro episódio da temporada final de My Hero Academia começa exatamente de onde paramos. A guerra entre heróis e vilões está em seu ponto máximo, e a intensidade das batalhas é arrebatadora. All Might volta a brilhar, enfrentando All for One mesmo sem seus poderes, enquanto vemos momentos marcantes de personagens como a heroína invisível Tooru Hagakure. A animação impressiona, equilibrando diálogos emocionantes e ação frenética, entregando um início empolgante para o final da série.

Mais uma vez, o estúdio Bones mostra por que é um dos pilares do sucesso da obra. Responsável por todas as temporadas e filmes, o estúdio entrega visuais deslumbrantes, cenas de luta fluidas e uma trilha sonora envolvente. A direção continua sólida, reforçando a emoção e a grandiosidade que definem a jornada de Izuku Midoriya, o herói “Deku”, e seus colegas da Turma 1-A.

Primeiras Impressões | My Hero Academia (Temporada Final)
© My Hero Academia Final Season

É difícil se despedir de uma história que acompanhamos por tanto tempo. Apesar da qualidade técnica e narrativa, o final do mangá de My Hero Academia dividiu opiniões entre os fãs, e muitos estão curiosos sobre como o anime lidará com isso. Ainda assim, é importante assistir com o coração aberto, aproveitando cada momento dessa despedida que simboliza mais do que o fim de uma história, é o encerramento de um ciclo que inspirou milhares de pessoas a acreditarem no poder do “Plus Ultra!”. O primeiro episódio, da temporada final, de My Hero Academia já está disponível na Crunchyroll e s novos episódios estreiam todo sábado.


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Ghost of Yotei Review: o legado samurai em um novo recomeço

A temporada final de My Hero Academia
(Divulgação)

Ghost of Yotei segue a proposta de expandir e refinar ideias já consagradas, oferecendo uma aventura de mundo aberto visualmente instigante. A Sucker Punch Productions aposta em aprimorar a fórmula de Ghost of Tsushima, mantendo sua essência para este título exclusivo da série Ghost of no Playstation 5. Fique ciente: com o fim da exclusividade, o jogo deverá chegar em algum momento ao PC (Windows) e, posteriormente, ao Xbox Series X|S.

Mesmo sem grandes inovações, o jogo entrega uma versão mais sofisticada da fantasia samurai, com combates dinâmicos e uma trama de vingança que aprofunda o lado emocional da história.

Além disso, Ghost of Yotei mantém a herança cinematográfica dos clássicos de Kurosawa, perceptível na direção das cenas, nos duelos tensos e na atmosfera das paisagens de Ezo, que convidam à contemplação e ao uso do modo foto.

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Ghost of Yotei Review: o legado samurai em um novo recomeço 70

Mais do que pela parte técnica, Ezo se destaca pelo refinamento artístico e pelo uso criativo dos efeitos ambientais. Sua diversidade de campos, montanhas e florestas oferece uma riqueza visual que supera a de Tsushima. Vale a pena jogar Ghost of Yotei?Confira nossa análise (review) do título publicado pela Sony Interactive Entertainment (SIE) e desenvolvido pela Sucker Punch, que evidencia todo o seu potencial entre os lançamentos de outubro.

Busca por vingança

Acompanhamos Atsu em sua busca por vingança contra os Seis Yotei, liderados por Lorde Saito, o responsável pela morte de sua família e pela tentativa de dominar Ezo. Apesar de pouco desenvolvidos, os vilões exibem crueldade suficiente para sustentar a motivação da protagonista. A história segue um caminho previsível e abusa das reviravoltas. Muitos momentos de tensão perdem impacto quando os inimigos escapam de forma conveniente, o que enfraquece o ritmo e a consistência da narrativa.

A atriz e dubladora Erika Ishii é a responsável pela voz e também captura de movimento na versão americana. Na versão brasileira, sua voz é interpretada pela atriz e dubladora Beatriz Meinberg, que participou do estande oficial do jogo na Brasil Game Show 2025, destacado em nossa publicação do mapa oficial.

Da mesma forma, a história ainda apresenta momentos marcantes, com reviravoltas criativas e cenas emocionais que surpreendem. Ressalto a presença de Oyuki, com sua visão diferente sobre a vingança, adiciona profundidade à jornada de Atsu. A mãe da protagonista também tem papel importante, reforçando os laços entre música e família por meio de memórias de infância que ampliam o lado emocional da trama. Mesmo sem grandes inovações, a narrativa mantém intensidade e consegue prender o público até o fim.

Combate de destaque

O maior destaque de Ghost of Yotei é o combate, que se mostra fluido e envolvente. Cada golpe e movimento é bem executado, e o peso das armas torna as batalhas mais impactantes e gratificantes, incentivando o jogador a buscar confrontos pelo puro prazer da luta. Sem depender de um sistema de mira, os combates acontecem de forma mais orgânica e sem interrupções. A diversidade de ferramentas disponíveis amplia as possibilidades táticas, mantendo cada enfrentamento empolgante e variado.

Ao contrário de Jin, que usava diferentes posturas com a katana em Tsushima, Atsu domina várias armas. Entre elas estão a foice com corrente, a lança, o par de katanas e a odachi pesada, cada uma eficaz contra tipos específicos de inimigos. Essa diversidade adiciona uma camada tática, permitindo explorar fraquezas e quebrar defesas conforme a situação.

Cada armamento apresenta um estilo próprio, com o kusarigama se destacando por sua versatilidade, útil para quebrar escudos, controlar grupos e atrair inimigos à distância. A troca entre armas é ágil, e dominar o ritmo do combate deixa as batalhas mais intensas, evidenciando a perícia e confiança de Atsu.

Ambientado no início dos anos 1600, Yotei destaca o uso das armas de fogo, incorporando mosquetes e pistolas de pederneira ao combate. Atsu abandona a tradição e utiliza essas armas com eficiência, como o mosquete que é lento, mas poderoso contra inimigos blindados, enquanto a pistola oferece ataques rápidos e letais.

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Ademais, observamos ferramentas estratégicas, como bombas de fumaça, pó de metsubushi e lâminas flamejantes temporárias. Essa variedade de recursos amplia as possibilidades de abordagem, permitindo a escolha entre ataques diretos ou táticas mais elaboradas para superar os desafios.

A furtividade continua presente, mas se baseia em mecânicas já bastante familiares, como se esconder entre a vegetação ou surpreender adversários desatentos. Embora traga momentos empolgantes, como ataques aéreos ou o uso da kusarigama à distância, esse estilo de jogo recebe menos destaque. Quando a discrição é quebrada, o confronto direto ganha espaço e se revela a parte mais envolvente. A forma mais eficiente de jogar é acabar com o maior número possível de inimigos silenciosamente, antes de partir para a luta aberta, algo que o próprio design do jogo indica fortemente.

Campanha atrativa

A campanha principal de Ghost of Yotei combina batalhas de grande porte, que reforçam a sensação de escala, com duelos espalhados pelo mapa, nos quais enfrentamos chefes em combates intensos. Nessas lutas, é essencial dominar o tempo certo para aparar e esquivar, já que a repetição dos movimentos é compensada pela satisfação de executar sequências de defesas bem-sucedidas.

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Da mesma forma, o sistema de aparo e contra-ataque é um dos pontos altos da experiência, oferecendo momentos de grande impacto quando realizado com precisão. A armadura,por exemplo, amplia a janela para o aparo perfeito em troca de maior risco, tornando cada confronto mais emocionante. Além disso, retornam os duelos, que permitem derrotar inimigos de forma rápida e estilosa antes de encarar os demais, garantindo variedade e dinamismo ao combate.

Observamos o abandono do sistema tradicional de níveis e experiência, priorizando o aprendizado onde dominamos nossas próprias técnicas e compreendemos melhor as ferramentas disponíveis. A progressão de Atsu está ligada principalmente à exploração de santuários, muitos deles opcionais, o que dá mais peso às atividades no mundo aberto.

Evoluir envolve desbloquear amuletos com efeitos úteis, conquistar armaduras que reforçam estilos de jogo específicos, coletar itens cosméticos e melhorar armas, quase sempre por meio de missões secundárias. Algumas das habilidades mais interessantes estão escondidas nas camadas mais profundas na árvore de habilidades, o que pode gerar certa dependência dessas tarefas paralelas. Ainda assim, essa escolha acaba funcionando bem, tornando a progressão mais envolvente e significativa.

Missões e tramas paralelas

As missões surpreendem com duelos intensos e batalhas agitadas que incentivam a explorar regiões do mapa que ficariam de lado. Além disso, inclui pequenas tramas paralelas, como enigmas sobrenaturais, caçadas a criminosos e até a presença de um inimigo extremamente poderoso que exige várias tentativas para ser vencido. O enredo também valoriza aspectos culturais da região, destacando o povo Ainu e incorporando algumas de suas tradições de forma orgânica à narrativa.

Ghost of Yōtei jogo combate
Divulgação

O mapa segue a proposta de incentivar a exploração sem depender de marcadores na tela, trazendo de volta a mecânica do vento como guia para os objetivos. Além disso, as músicas  podem ser usadas livremente para localizar colecionáveis ou fontes termais, reforçando a imersão temática.

Essa integração musical dá mais coesão à experiência e torna as atividades opcionais mais envolventes, ainda que algumas tarefas, como trechos de escalada e plataformas, soem repetitivas. Mesmo assim, há um esforço para que pareçam mais naturais conforme o mundo se expande. Diferente de muitos jogos de mundo aberto, Ghost of Yotei  mantém equilíbrio em suas áreas, transmitindo a sensação de vastidão sem exageros. A jornada de vingança de Atsu flui de forma orgânica, oferecendo modos visuais e estilísticos variados.

Visual detalhado é um ponto forte

No PlayStation 5, Ghost of Yotei se destaca pelo visual detalhado, com cenários que vão de campos nevados a vilarejos iluminados, transmitindo um ambiente que combina realismo e estilo artístico. O uso do ray tracing aprimora reflexos e iluminação, enquanto o jogo mantém estabilidade em 60fps no modo desempenho ou oferece resolução 4K no modo fidelidade, ambos bem otimizados para o PS5. A caracterização dos personagens também chama atenção: Atsu ganha vida com expressões e animações convincentes, e os inimigos, mesmo sem grande variedade, exibem trajes e armaduras que trazem autenticidade da ambientação samurai.

Shogun em Ghost of Yotei
(Divulgação)

No PS5, o DualSense amplia a imersão, funcionando como uma extensão da jornada de Atsu. A resposta háptica diferencia terrenos e situações, permitindo sentir a textura do ambiente e a intensidade dos combates, desde cortes leves até impactos mais pesados.

Os gatilhos adaptáveis marcam esta sensação: o arco exige pressão gradual para simular a corda, enquanto armas pesadas oferecem resistência maior, transmitindo peso e impacto. O alto-falante do controle também contribui, reproduzindo sons como o vento, o choque das espadas e o shamisen, aproximando ainda mais o jogador da ação. Nesse interím, o DualSense transforma a experiência em algo sensorial, onde cada movimento, golpe e som é como uma imersão detalhada cinematográfica e eleva a fantasia samurai a um nível mais romanceado.

Tratando de trilha sonora, prepare-se para algo maravilhoso e imersivo, combinando instrumentos tradicionais japoneses com arranjos orquestrais modernos. Essa mistura cria contrastes entre músicas suaves durante a exploração e composições intensas nos combates, reforçando tanto a atmosfera contemplativa quanto a tensão das batalhas. O uso do áudio 3D no PS5 amplia ainda mais a experiência, destacando os detalhes sonoros do ambiente e dos confrontos, tornando cada momento mais harmônico e realista. Se quiser conhecer um pouco de sua trilha sonora original e como ela conversa com essa trama da guerreira solitária. Há uma análise completa nesta página das canções que estão no jogo.

Ghost of Yōtei, monte Yotei
(Reprodução)

Gamerdito (Veredito) – Vale a pena jogar Ghost of Yotei?

Enfim, Ghost of Yotei pode não reinventar o gênero, mas entrega uma experiência marcante, unindo técnica refinada, cenários respeitando o local da trama e um combate visceral que prende do início ao fim. A presença de Atsu como protagonista acrescenta força e frescor à narrativa, enquanto a inspiração cinematográfica de Kurosawa mantém viva a identidade artística da série. 

Mesmo sem ousar tanto quanto poderia, o jogo é como uma obra que valoriza a essência samurai e proporciona uma jornada intensa, capaz de satisfazer tanto a mim, como fã de mundos abertos; quanto todos que procuram um título de ação e também espiritualidade, estiloso e com enorme potencial do começo ao fim. Por este motivo, finalizalo está review com uma nota geral de 9/10.

Nota: 9/10

É possível encontrar o título de Ghost of Yotei na plataforma PlayStation Store. Caso queira ajudar o nosso site a se manter engajado e independente, há links de afiliados para aquisição via Nuuvem, pelos quais podemos ganhar uma pequena comissão. Agradecemos à Sony Interactive Entertainment e a sua assessoria pela liberação da chave do jogo.