A volta de Fiona Goode coloca o clã de bruxas diante de novos desafios nos episódios 7 e 8 de American Horror Story: 13. Com a ameaça de Satanás cada vez mais próxima, a história recupera personagens marcantes de Coven e aprofunda a relação entre Fiona e Cordelia, explorando os conflitos familiares e as responsabilidades que acompanham o posto de Suprema. Entre confrontos sobrenaturais, alianças inesperadas e referências à terceira temporada, os dois episódios conectam a nostalgia ao avanço da trama.
Os episódios estão disponíveis para os assinantes da plataforma de streaming do Disney Plus, aqui. Confira nossa análise do que compreendemos desses dois próximos episódios de AHS:13.
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American Horror Story: 13 — 1×07
O sétimo episódio é intitulado “The Baddest Witch of Them All” e possui 24 minutos de duração.
O episódio começa com Madison guiando as bruxas para se protegerem do ataque. Elas se separam para combater os invasores. Madison e Queenie encontram Jeffrey Dahmer, que esfaqueia Madison e deixa Queenie revoltada. Ela usa seus poderes contra ele e, por fim, Madison o queima vivo.
Durante todo o episódio, James fica tocando piano, acompanhado de uma trilha sonora intensa que contribui para criar a tensão no ambiente. Madison assume o controle, e as bruxas se dividem em grupos para eliminar os invasores. Madison e Morwenna tentam ressuscitar Cordelia, enquanto Queenie e Coco (Leslie Grossman) usam seus poderes contra o Assassino do Zodíaco. Já Mallory e Ophelia (Avantika) usam os seus poderes contra Richard Ramirez.
E então Fiona Goode entra pela porta da frente, surpreendendo a todos. Ela vê o que fizeram com sua filha e vai ao encontro de James. Fiona usa seus poderes para controlar os próprios capangas de James e fazê-los matá-lo. Depois, ela também mata os capangas. E, como esperado, Fiona traz Cordelia de volta à vida usando seus poderes.

American Horror Story: 13 — 1×08
O oitavo episódio é intitulado “Hell No” e possui 31 minutos de duração.
Fiona e Cordelia têm um momento de mãe e filha, em um diálogo no qual Fiona expressa sua culpa e seu remorso, mostrando um lado mais vulnerável que não foi apresentado em Coven. Então, Fiona encoraja Cordelia em seu papel como Suprema, mas Cordelia não se sente capaz de lidar com toda essa escuridão. Diante disso, Fiona se compromete a ajudá-la.
Cordelia leva os corpos dos invasores para o jardim, a fim de procurar uma assinatura mágica que revele quem os enviou. Ao fazer um corte na barriga de Richard Ramirez, uma cobra branca sai de dentro dele, e Cordelia identifica que se trata de uma magia sombria que os levou até ali.
Com a ajuda de Queenie, Cordelia desce a uma espécie de limbo para se comunicar com Papa Legba (Orlando Jones).
Ao saber da fuga de Fiona do inferno, Papa Legba fica furioso e vai até a Miss Robichaux’s Academy confrontá-la. Cordelia entra na sala e o chantageia para conseguir sua ajuda contra Satanás. Papa Legba sugere trazer Marie Laveau (Angela Bassett) de volta para auxiliá-las, mas, em troca, uma alma deverá retornar ao inferno. Fiona se dispõe a voltar, mas, quando Cordelia tenta sugerir que seja ela, Queenie a impede e diz que será ela a fazer esse sacrifício.
No inferno de Queenie, que trabalha em uma lanchonete, uma cliente inesperada aparece: Madame Delphine LaLaurie (Kathy Bates), em uma versão diferente, pois não reconhece Queenie. Mesmo no inferno, Queenie não se intimida com LaLaurie e usa seus poderes para fritar o rosto dela.
Para fechar o episódio, temos Marie Laveau de volta do inferno. Juntamente com Fiona e Cordelia, elas declaram que, juntas, vão derrotar o Diabo.
Trilha sonora em destaque
Um ponto forte que merece ser destacado no sétimo episódio foi a escolha da trilha sonora, que dominou boa parte do episódio: a Sonata para Piano nº 23 em Fá menor, Op. 57, “Appassionata”, de Ludwig van Beethoven. Ela combinou perfeitamente com o clima de tensão e perseguição dentro da casa.
A sonata, dividida em três movimentos, começa com uma atmosfera mais contida e vai desenvolvendo momentos de maior intensidade, criando suspense e expectativa sobre o que está por vir. E é exatamente essa a sensação que o momento dentro da casa precisava transmitir.
Também não poderia deixar de destacar a atuação de Evan Peters, que contribuiu para o impacto das cenas com uma performance brilhante ao interpretar James ao piano.
Usando o recurso da nostalgia, temos também a famosa trilha de Coven, a “La La Lala Song”, composta por James S. Levine, que é um marco na identidade das bruxas. Sua presença funciona muito bem no episódio, reforçando essa conexão com a terceira temporada.
Relação entre Cordelia e Fiona
Após passar anos no inferno, em um lugar que se assemelha a um labirinto, é nítida uma mudança na personagem Fiona. Perceber que, mesmo depois de toda a bagunça que causou, sua filha ainda usou um feitiço apenas para ouvir seus conselhos pode ter tocado o lado materno de Fiona, que sempre foi bastante escasso.
Apesar dessa mudança por parte da mãe, Cordelia não parece interessada em lidar com dramas familiares. Ela é objetiva e só trouxe Fiona de volta para ajudá-la e manter o clã em segurança.
Gamerdito (Veredito)
Em geral, esses dois episódios funcionaram bem. A forma como são construídos dentro de um único contexto evita confusões e traz uma sensação de continuidade, permitindo que a história avance de maneira natural.
Obviamente, a volta de Fiona é algo bastante forçado, como uma forma de fan service. Mas é necessário entender que esse é o contexto da temporada: trazer esses crossovers. A preocupação era que essa volta afetasse a autoridade de Cordelia como Suprema, mas os episódios mostraram que ela conhece seu potencial como líder do clã e que irá guiá-lo nesse confronto que está por vir.
As participações, como as de Papa Legba, Marie Laveau e até Madame Delphine LaLaurie, tiveram um propósito dentro do que os episódios propuseram. Papa Legba, por ser o guardião do inferno, será importante para combater Satanás. E é claro que ele precisaria da ajuda de Marie, que domina a arte do vodu.
Já Madame LaLaurie, que é um ser humano desprezível e representa tudo o que Queenie odeia, principalmente o racismo, aparece no inferno de Queenie e ajuda a mostrar a evolução da personagem, que agora está muito mais confiante e poderosa, demonstrando estar no controle da própria situação, mesmo naquele ambiente.
E é isso que um fã espera ver: não apenas participações jogadas na história, mas todo um contexto por trás delas, que faça sentido dentro da narrativa. Eu diria que esses dois episódios foram um acerto nesse aspecto e espero que os próximos continuem nessa linha.
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