Liga da Justiça | Crítica

DC tenta mudar o tom de seus filmes com Liga da Justiça

 

 

Liga da Justiça

 

Liga da Justiça estreou hoje em todo o país.

O filme já trazia uma missão muito importante: “bater” Mulher-Maravilha.

Como sabemos, Mulher-Maravilha mudou o cenário da DC. Nos apresentou uma personagem forte, com história boa, ótimas cenas de luta e um tom mais leve dos filmes anteriores.

Mas seria Liga da Justiça o melhor filme da DC?

Para começar vamos à apresentação dos personagens. [Dessa parte em diante pode conter spoilers]

O filme nos apresenta 3 novos personagens de um jeito bem controverso. Ciborgue tem sua história contada em poucos minutos e mostra alguns dilemas que o próprio personagem contradiz depois.  Aquaman tem sua apresentação feita numa cena totalmente desnecessária e sem nexo com o intuito de ser engraçada, mas que falha miseravelmente. Mas nem tudo está perdido. Flash é apresentado rapidamente, mas de forma eficaz. Além do que Ezra Miller é de longe a melhor escolha para o personagem. O ator nos convence que é o Flash com seu jeito engraçado, piadas legais e comportamento espontâneo.

A história do filme, no entanto, é um pouco complicada e não foge do clichê: grupo se reúne por uma causa maior, há uma briga interna, grupo se reconcilia, vai para a batalha, todos apanham muito até que alguém chegue para salvar o dia.

O vilão – Lobo da Estepe – em um primeiro momento nos parece promissor. Todavia ao longo do desenrolar da trama, sua motivação se mostra vazia. Lobo comanda um exército de parademônios que se alimentam de medo. E é aí que entra alguns furos de roteiro.

Na cena em que os heróis entram no “covil” do inimigo para salvar 8 pessoas que foram sequestradas, Flash está aterrorizado, porém nenhum parademônio sente isso. Na cena em que o inimigo é derrotado, podemos ver Flash deitado no chão com o olhar aterrorizado e mesmo assim, mais uma vez, não atrai nenhum parademônio. Teria uma explicação?

O expectador fica a todo momento esperando por um grande embate e que, infelizmente, não é apresentado. A motivação do Lobo da Estepe é de juntar as Caixas Maternas para destruir o planeta. Essa história não é muito bem explicada no filme. Existem cenas de flashback contadas por Diana, que são ótimas por sinal, mas não chegam a fazer com que o expectador entenda.

Os efeitos visuais também não são dos melhores. O CGI do Lobo não é dos melhores e a maquiagem também não. Ponto negativo para a DC.

O filme tenta mudar o tom sombrio, o que vem acontecendo desde Mulher Maravilha. Entretanto, Liga da Justiça se mostra forçado quando coloca o Batman para fazer piadas, por exemplo.

A trilha sonora é maravilhosa e confere um ar mais leve ao filme. Há muita ação, o que não deixa o público cansado. Contudo, ainda é um filme com falhas, sendo salvo pelo Flash e a Mulher-Maravilha que são personagens que roubam a cena! Outro ponto alto são as cenas pós-créditos. 2 cenas, sendo a última sensacional, nos apresentando o próximo vilão do filme. Vemos Lex Luthor conversando com Deathstroke e recrutando um grupo.

Sendo assim, o filme é bom, mas poderia ser ainda melhor.

Será que a DC conseguirá o seu espaço? Teremos que esperar para ver!

 

Nota? 3,5

 

Nota do Crítico

Liga da Justiça | Crítica


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