gamescom latam 2026: o fim da festa e o que aprendemos

Análise: o que o fim da gamescom latam 2026 revelou sobre jogos brasileiros e o mercado nacional

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Faz uma semana que chegamos ao fim da gamescom latam 2026 e o que sobrou foi um novo aprendizado. Diferentemente das últimas edições, o evento traz o maior número de jogos independentes na América Latina, além de grandes estúdios e publicadoras. Os jogos brasileiros, apesar de não ter uma área independente tão organizada como no último ano, percebemos que os visitantes procuraram e muito apoiaram os desenvolvedores nacionais.

Agora, o público já conhece títulos nacionais, respeitando-os e até procurando os desenvolvedores para expressar o quanto estão esperançosos nos novos títulos desses estúdios. A Abragames trouxe alguns jogos que possuem grande potencial, assim como outros que estavam espalhados pelo mapa direcional do evento. O fim da festa não significa que tudo foi em vão, mas aprendemos que o incentivo ao desenvolvimento local é uma solução que encoraja futuros programadores a entrarem para a indústria dos jogos.

Estande da Abragames na gamescom latam 2026 com jogos indie brasileiros expostos
A Abragames marcou presença com um estande colorido reunindo desenvolvedores independentes brasileiros

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No Brasil, por muito tempo seguir uma carreira nesse âmbito era visto como trocar o almoço pelo jantar. Mas, nos últimos anos, jogos brasileiros vêm sendo reconhecidos globalmente e até indicações a prêmios como The Game Awards — atualmente a maior premiação da indústria — entre outros. Títulos como Horizon Chase Turbo (Aquiris), MULLET MADJACK (HAMMER95), Pocket Bravery (Statera Studio) e Blazing Chrome (JoyMasher) são exemplos que ganharam reconhecimento internacional.

O mais inusitado que ganhou o mundo foi quando Vedinad — muitos acreditam ser o mítico Danidev — quando seu jogo viral Megabonk foi indicado na categoria de Melhor Estreia Indie, ele disse que o jogo “AVIÃOZINHO DO TRÁFICO 3” do desenvolvedor Joeveno deveria ser indicado. Isso mostra que até mesmo os programadores de fora do país estão de olho no mercado nacional.

Falando no mercado nacional, na sala de imprensa pude perceber que a quantidade de jornalistas estrangeiros era maior que no último ano. Pois, havia momentos em que a sala se comunicava mais em inglês que o próprio português. O que mostra que eles também estão interessados em cobrir o evento no Brasil. Essa amplitude é interessante para atrair investidores ao desenvolvimento de games criados pelos brasileiros. Sem que eles levem esses profissionais para fora do país, e que tenham toda autonomia. Evidentemente, as autoridades responsáveis em solo nacional necessitam apoiar com o suporte necessário e garantias para os investidores.

Até a própria S-GAME, responsável pelo soulslike mais aguardado do ano que é Phantom Blade Zero, trouxe uma build com demonstração do jogo para que os visitantes da gamescom latam tivessem o primeiro vislumbre. O que fez o estande e o jogo ganharem prêmios, exibindo como foi importante trazer o título para o evento no Brasil. Bem como a Warner Bros. Games com um estande temático de LEGO Batman: Legacy of the Dark Knight, além dos desenvolvedores que estiveram presentes conversando com a mídia credenciada.

Esses são alguns dos exemplos de como a gamescom latam é importante para estimular a vinda de pessoas que podem alavancar diversos jogos brasileiros para o mundo. Embora não possamos apenas ficar esperando por investidores estrangeiros. A comunidade de jogadores deve ter sua força ao ponto de despertar curiosidades de empresários brasileiros, confiando que podem investir nos desenvolvedores daqui.

gamescom latam 2026: missão cumprida ou ainda há chefão pela frente?

As rodas de investimento com os pitches na área business exibem o quanto esse segmento é importante, além das palestras com convidados que compartilhavam dicas sobre como programadores devem apresentar seus projetos. Isso aumenta as chances de os jogos receberem aportes e continuarem seu desenvolvimento dentro da indústria.

Palestra sobre a indústria de games da Argentina no Journey Stage da gamescom latam 2026
O Journey Stage recebeu painéis internacionais, incluindo uma conversa sobre o mercado de games argentino e oportunidades de investimento

A divulgação em massa do evento também ajudou e muito a visitação de pessoas que estavam indo pela primeira vez. Os corredores estavam cheios, como citados em outros artigos do MeuGamer, e novas gerações de possíveis programadores. Essas coisas só trazem o aprendizado de que jamais devemos deixar encerrar essas ações que ajudam e estimulam o mercado nacional da indústria dos games. Fora que gera empregos e aquecimento econômico, movimentando a economia local.

Por fim, a gamescom latam retorna em 2027, e o desejo de ser maior, com mais estandes e jogos interessantes — principalmente os nacionais — seja de bom agrado. Com a visão geral deste ano, tenho grande esperança de que o mercado conseguiu ampliar a visão para os títulos brasileiros.

Jefão Calheiro
Jefão Calheiro
Apaixonado por games, filmes de ficção científica, séries e tudo que envolve tecnologia e inovação, com mais de 15 anos de experiência comentando e analisando esses temas. Além disso, sou curioso por astronomia e, nas horas vagas, tento observar o cosmos como um astrônomo amador. Acredito no poder das opiniões e no respeito à diversidade de pensamentos. Em minhas análises, busco compartilhar conhecimento de maneira clara e acessível, ajudando o público a se conectar com as novidades do mundo do entretenimento e da tecnologia. Ah, e como bom flamenguista, vibro junto com o maior clube brasileiro, o Flamengo! Vamos, gamernéfilos, porque todo dia tem novidade nesse universo em constante expansão. =)

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