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Ubisoft adia Assassin’s Creed Shadows para fevereiro de 2025: Sinal de Crise na desenvolvedora francesa?

O adiamento de Assassin’s Creed Shadows, originalmente previsto para novembro de 2024, com nova data para fevereiro de 2025, levanta questões importantes sobre o estado atual da indústria dos games. Embora frustre os fãs da franquia, essa decisão pode ser um indicativo de que as desenvolvedoras estão reagindo à crescente pressão de um mercado mais exigente e competitivo.

Problemas de Qualidade?

Nos últimos anos, a indústria vem enfrentando uma tendência preocupante: jogos lançados de forma inacabada, sem a otimização adequada e com sérios problemas de desempenho. Muitos títulos recentes não conseguem sequer manter uma taxa estável de 60 FPS, o que deveria ser o padrão mínimo para consoles de última geração como PlayStation 5 e Xbox Series X/S. A própria Sony anunciou o lançamento do PS5 PRO para novembro deste ano e o Xbox possui planos para um novo console.

Além dos problemas técnicos, a qualidade dos enredos e personagens também tem decepcionado. Muitos jogadores percebem que as histórias e o design não são mais inspiradoras, gerando uma desconexão com franquias antes tão admiradas, como Assassin’s Creed, conhecida por seus cenários históricos e narrativas detalhadas.

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A Decisão da Ubisoft

Ao adiar Assassin’s Creed Shadows, a Ubisoft parece finalmente estar ouvindo seu público. A empresa havia planejado uma grande apresentação do jogo na Tokyo Game Show 2024, mas decidiu em última hora por não transmitir, talvez para evitar críticas ao produto ainda inacabado. No entanto, essa decisão pode ter motivações que vão além dos ajustes técnicos.

As vendas abaixo do esperado de Star Wars Outlaws, por exemplo, podem ter influenciado o adiamento. A Ubisoft, temendo que Assassin’s Creed Shadows sofresse o mesmo destino, optou por dar mais tempo para ajustes, buscando evitar um fracasso comercial.

Polêmica com Personagens Históricos

Outro ponto relevante no adiamento envolve as controvérsias sobre os personagens do jogo, especialmente Fujibayashi Naoe e Yasuke. Yasuke, figura histórica do Japão feudal, foi um dos primeiros negros registrados no país e serviu como possível guarda-costas de Oda Nobunaga. Contudo, sua história está envolta em mistério, gerando debates sobre a fidelidade histórica que o jogo deveria seguir.

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Ubisoft adia Assassin's Creed Shadows para fevereiro de 2025: Sinal de Crise na desenvolvedora francesa? 7

A introdução de um personagem ocidental como protagonista também gerou críticas. Apesar de fazer sentido dentro da narrativa da franquia, baseada na Ordem dos Assassinos e dos Templários, alguns fãs prefeririam um protagonista japonês. A polêmica pode ter levado a Ubisoft a revisar o enredo e representar melhor os personagens, influenciando o adiamento.

Expectativas do Mercado Saturado

O receio da Ubisoft em lançar um jogo com vendas abaixo do esperado também pesa. A pré-venda de Assassin’s Creed Shadows não alcançou o desempenho desejado, o que pode ter servido de alerta. No atual cenário, onde grandes lançamentos são cercados de altíssimas expectativas, um jogo inacabado pode prejudicar gravemente a reputação de uma franquia. Um caso recente é Concord, jogo multiplayer da Playstation Studios, que deveria ser um jogo Games as a Service (GaaS), o formato live service ou simplesmente jogos como serviço. Acabou se tornando o pior fracasso em vendas de todos os tempos publicado por uma empresa com status de lançar títulos blockbusters (AAA).

Essa situação reflete um problema maior: a indústria parece mais focada em metas financeiras do que na experiência do jogador. Lançamentos apressados, sem a devida atenção à qualidade, são cada vez mais comuns, prejudicando a relação entre desenvolvedoras e fãs.

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O Que Esperar de Assassin’s Creed Shadows?

Apesar da decepção, a Ubisoft promete compensar os jogadores que já adquiriram o jogo na pré-venda com uma expansão gratuita. Isso sugere que o tempo extra será usado para melhorar a qualidade do produto final, incluindo ajustes nos gráficos, mecânicas e talvez no enredo e design dos personagens.

Entretanto, a grande questão é se o adiamento resultará em um jogo que realmente corresponda às expectativas dos fãs. A franquia Assassin’s Creed possui uma base leal de jogadores, e a Ubisoft precisa garantir uma experiência imersiva e historicamente autêntica para manter essa confiança. Se o tempo extra levar a essas melhorias, a espera poderá valer a pena. O último título oficial da saga antes de Shadows foi Mirage, no qual tive a oportunidade de conhecer os produtores envolvidos no jogo e até desenvolver uma análise em nosso site. Essa obra, que celebrava os 15 anos da franquia, me convenceu ao mesclar elementos clássicos com mecânicas atuais de RPG de ação.

O título será salvo?

O adiamento de Assassin’s Creed Shadows reflete as tensões crescentes dentro da indústria dos games, que enfrenta o desafio de equilibrar as demandas do público com as pressões dos acionistas. Embora a Ubisoft tenha optado por dar mais tempo ao jogo, resta ver se isso será suficiente para reconquistar a confiança dos fãs.

No cenário atual, as desenvolvedoras precisam voltar a focar na experiência do jogador, em vez de priorizar apenas metas financeiras. Caso contrário, a desconexão com a base de fãs pode se aprofundar ainda mais. Em 14 de fevereiro de 2025, saberemos se Assassin’s Creed Shadows conseguirá quebrar esse ciclo e entregar a qualidade esperada. É o momento em que Naoe e Yasuke realmente serão testados: se vieram para marcar uma geração de usuários ou se serão colocados no limbo infinito!

Peaky Blinders: 6ª temporada já disponível na Netflix!

Peaky Blinders já se encontra disponível no catálogo da Netflix. Na temporada da série, acompanhamos Tommy passando por momentos importantes em sua vida, decisivos para o destino de todos envolvidos.

Os fãs de Peaky Blinders tiveram que lidar com vários ajustes durante as temporadas. Enquanto acompanhamos a dinâmica e as dificuldades da família Shelby, que lidera a gangue no início de 1900, a sexta temporada e última, ramifica um dos principais membros da série.

Ela envia Thomas ” Tommy Shelby (Cillian Murphy) para a América, enquanto a gangue tenta encontrar outras maneiras de fazer dinheiro. Nesse meio tempo, Tommy se mete em problemas sérios com políticos e gangues de rua em Boston. Algo extremamente perigoso e ele irá descobrir em breve.

A sexta temporada também marcou a saída de Elizabeth Gray, cuja atriz faleceu em 2021.

Peaky Blinders | Temporada 6 | Trailer Oficial | Netflix Brasil

Um filme chega em 2023, fechando de vez a história dos Shelby. Como resultado, no elenco temos: Cillian Murpphy, Paul Andeson, Finn Cole, Natasha O’Keefe, Anya Taylor-Joy , Sophie Rundle, entre outros.

Por fim, acompanhe nossa cobertura completa sobre as séries da Netflix aqui pelo site!

Xeno Arena: o novo algoz da Nintendo para Pokémon?

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Recentemente, aqui no MeUGamer, comentamos sobre como a Hello Games sustenta No Man’s Sky há quase uma década com atualizações gratuitas — uma estratégia inteligente para atrair novos compradores sem cobrar nada de quem já tem o jogo.

Agora, com a atualização 6.3 de abril de 2026, o estúdio britânico foi além. E pode ter criado, sem querer, uma dor de cabeça jurídica do tamanho de um sistema solar.

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O que é a Xeno Arena

Durante anos, No Man’s Sky construiu um universo com bilhões de planetas habitados por uma fauna alienígena gerada proceduralmente. Criaturas únicas, com formas bizarras e comportamentos próprios. Os jogadores as encontravam, escaneavam e seguiam em frente.

A atualização 6.3 muda completamente esse papel.

Xeno Arena, local de batalha
(Reprodução)

Com a Xeno Arena, os jogadores agora podem capturar essas criaturas durante suas explorações e transformá-las em combatentes. Cada espécime tem atributos próprios — tamanho, agilidade, espécie e origem influenciam diretamente o desempenho nas batalhas.

O modo funciona assim: dentro da Space Anomaly — uma estação especial do jogo —, mesas de holodeck permitem inscrever suas criaturas em batalhas simuladas contra outros jogadores. Para quem prefere jogar solo, há combatentes NPC disponíveis nas Estações Espaciais, incluindo campeões regionais que exploram as afinidades de bioma da fauna local.

A estratégia é central. Não basta ter a criatura mais forte — você precisa entender os pontos fortes e fracos de cada uma, responder aos movimentos do adversário e montar um grupo equilibrado. São centenas de habilidades de ataque, defesa e cura para descobrir, e cada combinação de criaturas gera formas diferentes de interagir no combate.

No Man's Sky, criaturas que podem ser jogadas no Xeno Arena
(Reprodução)

Há ainda a opção de evolução genética: é possível aprimorar as capacidades das criaturas e complementar os demais membros do grupo para criar o esquadrão definitivo. Vencer batalhas sobe sua posição na Liga da Arena, rendendo medalhas e títulos dentro do jogo.

Para facilitar a montagem do time, o número de criaturas que o jogador pode adotar aumentou de 18 para 30.

Uma ideia genial — e familiar demais

A proposta é criativa e faz todo sentido dentro do universo de No Man’s Sky. O estúdio aproveitou sua fauna já existente para adicionar uma camada de jogo completamente nova, sem precisar criar nada do zero.

Mas qualquer gamer percebe imediatamente a semelhança com uma franquia que vale bilhões.

Capturar criaturas únicas pelo mundo. Entender os atributos de cada uma. Montar um time estratégico. Batalhar contra outros jogadores em campeonatos. Evoluir seus companheiros ao longo do tempo.

Isso é No Man’s Sky em 2026. Mas também é a descrição exata do que a Nintendo vende desde 1996 com Pokémon.

A sombra da Nintendo — e o caso Palworld

A Big N é conhecida por defender suas propriedades intelectuais com agressividade. Ao longo dos anos, a empresa vem patenteando mecânicas, gestos e estilos de jogo para dificultar que concorrentes copiem características de suas franquias.

Palworld tem uma queda surpreendente de jogadores
Imagem reprodução

Em alguns casos, consegue o que quer. Em outros, os processos se arrastam sem resolução clara.

O caso mais recente e emblemático é o da Pocketpair, desenvolvedora de Palworld. Meses após o lançamento do jogo — que mistura captura de criaturas com mecânicas de sobrevivência —, a Nintendo entrou com processo alegando violação de patentes. O caso ainda repercute na indústria.

A Xeno Arena não é Palworld. No Man’s Sky é um jogo de exploração espacial com quase dez anos de existência, e o modo de batalha é apenas uma camada adicional em cima de um universo já consolidado. Não há, na minha análise, nenhum plágio direto.

Mas a Nintendo não precisa de plágio para agir. Precisa de semelhança suficiente para argumentar em juízo.

Se a Xeno Arena crescer, virar febre e começar a ser comparada abertamente com Pokémon — o que já está acontecendo nas redes —, os advogados da Big N podem bater na porta da Hello Games. Especialmente agora, com o lançamento de Pokémon Champions no Nintendo Switch e versões futuras previstas para Android e iOS, trazendo um enredo focado exatamente em batalhas competitivas entre treinadores.

A timing não poderia ser mais delicado.

No Man's Sky criaturas do jogo
(Reprodução)

Vale a pena jogar?

A ideia da Xeno Arena é genuinamente boa. Ela une dois públicos que raramente se cruzam: fãs de ficção científica e exploração espacial, e jogadores que cresceram com jogos de monstrinhos de bolso.

Se você nunca jogou No Man’s Sky, este pode ser um bom momento para entrar. O jogo está disponível para PlayStation 4, PlayStation 5, Xbox One, Xbox Series X|S, Nintendo Switch e PC via Steam e Epic Games Store — com suporte a cloud gaming nas principais plataformas. A atualização 6.3 com a Xeno Arena é gratuita para todos os jogadores.

Se um embate jurídico entre Hello Games e Nintendo acontecer, traremos todas as atualizações aqui no MeuGamer.

Por enquanto, o universo ainda é seu para explorar — e suas criaturas estão esperando para batalhar.

No Man’s Sky mostra que jogos podem — e devem — evoluir sem cobrar novamente do jogador

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Publicadoras gigantes debatem season passes, battle passes e DLCs obrigatórios para manter seus jogos respirando. A última — e mais polêmica — são as famosas loot boxes, que no Brasil causaram grande rebuliço devido ao ECA Digital, conhecido como “Lei Felca”. Enquanto isso, uma pequena desenvolvedora britânica chamada Hello Games está fazendo diferente há quase uma década. E dando muito certo.

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O segredo não é nenhum algoritmo mágico. Também não é um orçamento de AAA do próximo blockbuster da indústria dos games. É algo mais simples — e mais corajoso: lançar conteúdo de verdade, de graça, sem parar.

A matemática da audiência rotativa

Vamos ser diretos sobre uma realidade que a indústria conhece bem, mas raramente admite, nenhum jogador fica para sempre.

O cenário atual é de centenas de lançamentos por mês no Steam, Epic Games Store, Game Pass e PS Plus. A atenção do público é um recurso finito, disputado minuto a minuto. Jogadores veteranos de No Man’s Sky inevitavelmente migram para outros títulos. É natural. É humano. E é exatamente aí que a estratégia da Hello Games faz sentido. A receita de um jogo sem DLC e sem microtransação só cresce com novos compradores. Para atrair esses compradores de forma consistente, o jogo precisa aparecer, fazer barulho e justificar a compra.

A maneira mais eficaz de fazer isso é lançar atualizações que renovem o jogo de verdade. Não é filantropia. É um modelo de negócio inteligente disfarçado de generosidade.

Os números que sustentam a tese

Os dados do SteamDB mostram que No Man’s Sky se mantém surpreendentemente vivo para um jogo com quase dez anos de vida. A base regular oscila acima de 20 mil jogadores simultâneos, com picos frequentes acima de 30 mil.

Mas o número que realmente impressiona veio em setembro de 2025. Com o lançamento da atualização Voyagers — versão 6.0, que introduziu naves Corvette totalmente customizáveis —, o jogo bateu seu maior pico desde o lançamento: mais de 110 mil jogadores simultâneos no Steam. Para um título de 2016, isso é extraordinário.

Gráfico com picos de usuários simultâneos jogando NMS
Gráfico com picos de usuários simultâneos jogando NMS — reprodução — SteamDB

E esses números ainda não contam toda a história. Nos consoles — PlayStation e Xbox — existe uma base fiel que nunca aparece nas estatísticas do Steam. O ritmo pausado de No Man’s Sky, com exploração livre, bases elaboradas e progressão sem pressa, funciona muito bem no sofá. É o tipo de jogo que o console pede.

Xeno Arena: a atualização mais ambiciosa e mais calculada de 2026

A versão 6.3, lançada em abril de 2026, é um exemplo perfeito de como a Hello Games pensa seu público.

Ao longo dos anos, o jogo foi construindo uma fauna alienígena de escala absurda. Bilhões de planetas, cada um com criaturas únicas — bizarras, imponentes ou simplesmente encantadoras. Por muito tempo, esses seres eram só parte do cenário. Você via, escaneava, catalogava e seguia em frente.

A atualização 6.3 muda tudo isso com a Xeno Arena.

Agora os jogadores podem capturar espécimes exóticas em planetas e levá-las para batalhar em arenas. Cada criatura tem habilidades únicas de combate. Há desafios diários, novos personagens alienígenas para enfrentar e — o detalhe mais importante — campeonatos para disputar com os amigos.

É impossível não enxergar aqui uma cutucada direta em uma franquia consagrada da Nintendo. Uma gigante japonesa que faturou bilhões vendendo exatamente essa fantasia: capturar, treinar e batalhar com criaturas. A Hello Games está pescando nessa mesma lagoa emocional. E oferecendo isso de graça para quem já tem o jogo.

O que a indústria deveria aprender — mas provavelmente não vai

O modelo da Hello Games não serve para todo mundo. Uma empresa com 30 funcionários tem custos muito diferentes de uma com 3.000. Mas o princípio por trás dele é universalmente válido:

O jogador já pagou pelo jogo. Ele não deve nada mais.

Conteúdo novo deveria ser o atrativo para quem ainda não comprou. E o reconhecimento para quem já está lá. Não uma segunda cobrança. Não um gate artificial. Não um passe de temporada que expira em três meses.

No Man’s Sky prova que um universo em expansão constante é o argumento de venda mais poderoso que existe. Cada atualização vira um novo anúncio. Cada anúncio é uma nova chance de converter alguém que estava de olho no jogo há meses esperando a próxima promoção da Steam.

Quase dez anos depois de um lançamento traumático que virou piada na internet, a Hello Games transformou No Man’s Sky em um dos estudos de caso mais fascinantes da história recente dos games. E o universo deles ainda está longe de parar de crescer.


No Man’s Sky está disponível para PC (Steam e GOG), PlayStation 4, PlayStation 5, Xbox One, Xbox Series X|S e Nintendo Switch. A atualização Xeno Arena (versão 6.3) está disponível gratuitamente para todos os jogadores.

Filme de Metal Gear Solid tem novos diretores confirmados pela Sony

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Passaram-se quase seis anos desde que foi anunciado o live-action de Metal Gear Solid para os cinemas, um dos grandes marcos da indústria dos games. Após quase 40 anos de franquia e com o recente remake Metal Gear Delta: Snake Eater (2025), estava na hora de novidades na produção do filme — que inicialmente contava com o roteirista Derek Connolly (Kong: A Ilha da Caveira) escrevendo a adaptação; e produção de Avi Arad (Venom). Ambos deram lugar, segundo a Sony Pictures, à dupla Zach Lipovsky e Adam B. Stein, que assumem agora a direção do projeto. Vale destacar que a mudança não foi só nos diretores, com a entrada da dupla, o roteiro original de Connolly também ficou para trás.

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Foi tanto tempo de poucas informações que eu havia esquecido da matéria que escrevi em 2020. Na ocasião, informei aos leitores que o ator Oscar Isaac, conhecido por dar vida ao piloto Poe Dameron na trilogia sequencial de Star Wars, iria viver o próprio Snake. Com o longo atraso da produção, tudo indica que o ator deixou oficialmente o elenco; já que seu nome não foi mencionado em nenhum momento na nova atualização da Sony Pictures.

A série de ação furtiva da Konami, apesar de ter um público mais nichado, possui um apelo instigante. Afinal, é uma história sobre um espião tentando adentrar em locais quase inacessíveis, o que lembra filmes como Rambo, 007 e até Missão Impossível.

Lipovsky e Stein chegam com um currículo que justifica a confiança. Juntos foram eles que ressuscitaram a franquia Final Destination com Premonição 6: Laços de Sangue (2025), primeiro filme da saga em quase 14 anos; que arrecadou US$ 317 milhões mundialmente com orçamento de apenas US$ 50 milhões. Antes disso, a dupla já havia chamado atenção com Freaks, ficção científica independente que foi um dos maiores destaques de vendas no Festival de Toronto — e cuja sequência está atualmente em pós-produção.

Em declaração ao The Hollywood Reporter, a dupla não escondeu o entusiasmo: afirmaram que Metal Gear Solid foi uma obra revolucionária que transformou os videogames para sempre; e que estão honrados em trazer os personagens icônicos de Hideo Kojima à vida.

Adam Stein e Zach Lipovsky novos diretores do filme lie-action de Metal Gear Solid.
Adam Stein e Zach Lipovsky — créditos: getty images

Hideo Kojima, como desenvolvedor e visionário — hoje à frente de seu próprio estúdio, a Kojima Productions —, deveria fazer um cameo no filme mesmo fora dos trabalhos atuais da franquia. Provavelmente terá créditos, mas aparecer como personagem, ainda que coadjuvante e passando de relance, seria uma grande homenagem ao criador.

Com certeza, o filme terá que ser único para evitar comparações com produções já existentes e conquistar a aceitação do público. O caminho mais inteligente talvez seja o mesmo que se discute na adaptação de Mass Effect: quando o novo CEO de TV da Amazon MGM Studios pediu que o roteiro não fosse um fanservice puro. Um filme acessível a quem nunca jogou atrai curiosos e aumenta a lucratividade — e nisso eu concordo.

Por fim, o filme inspirado no universo de Metal Gear Solid, incluindo todas as versões de Snake, ainda não possui uma data de lançamento oficial.

Crítica | Journal with Witch: Um retrato sensível e realista sobre o luto e o amadurecimento

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O luto é uma experiência profundamente pessoal e complexa. Não existe uma fórmula universal para lidar com a perda, tampouco um caminho único a ser seguido. Cada indivíduo reage de forma distinta: alguns externalizam imediatamente suas emoções, enquanto outros levam tempo para compreender o que aconteceu. Há também aqueles que sequer vivenciam um momento catártico evidente, processando a dor de maneira silenciosa e gradual. A seguir, confira nossa crítica sobre esta produção da temporada 1 do anime de Journal with Witch.

É justamente essa multiplicidade de reações que Journal with Witch, título internacional de Ikoku Nikki, se propõe a explorar. Exibido recentemente durante a temporada de inverno, o anime apresenta uma narrativa intimista e extremamente humana, que se destaca por sua abordagem realista e sensível.

Baseado no mangá josei escrito e ilustrado por Tomoko Yamashita, publicado entre 2017 e 2023 na revista Feel Young, da editora Shodensha, a obra constrói uma história centrada em relações interpessoais e no impacto emocional da perda.

Uma premissa simples, mas carregada de significado

A trama acompanha Asa Takumi, uma adolescente de 15 anos que perde os pais em um acidente de carro. Diante dessa situação, sua tia materna, Makio Kodai, uma escritora de 35 anos, decide acolhê-la após se incomodar com a forma fria e inadequada com que o restante da família lida com o ocorrido durante o velório.

O que poderia ser o início de uma relação tradicional de acolhimento se transforma rapidamente em algo mais complexo. Isso porque Makio não se encaixa no arquétipo clássico de figura materna: ela é introvertida, evita interações sociais e não demonstra interesse em atender expectativas externas. Além disso, sua relação com a mãe de Asa era inexistente, marcada por conflitos do passado.

Esse cenário cria uma dinâmica peculiar, onde duas pessoas emocionalmente fragilizadas precisam conviver, respeitando seus próprios limites enquanto tentam construir algum tipo de vínculo.

Crítica | Journal with Witch: Um retrato sensível e realista sobre o luto e o amadurecimento
Imagem: Studio Shuka

Convivência, luto e transformação

Ao longo dos episódios, Journal with Witch acompanha o processo de adaptação entre Asa e Makio. A convivência não é idealizada, pelo contrário, é repleta de desconfortos, silêncios e pequenos conflitos que refletem a realidade de situações semelhantes.

Asa, que antes era uma adolescente alegre, passa a enfrentar uma verdadeira montanha-russa emocional. O impacto inicial da perda se manifesta em diferentes fases: o choque, o desespero no velório, momentos de apatia e episódios de revolta.

Essas reações se estendem para suas relações interpessoais. A jovem entra em conflito com sua melhor amiga, questiona decisões da tia e, em determinados momentos, se afasta completamente da rotina escolar. Há também sentimentos de culpa e até mesmo de ressentimento, especialmente direcionados à figura materna.

No entanto, o anime não se limita a retratar apenas a dor. Aos poucos, Asa começa a enxergar novas possibilidades em sua vida. Sua paixão pela música, antes reprimida pelas exigências da mãe, ganha espaço. Sob o incentivo de Makio, ela passa a explorar sua identidade de forma mais livre, sem a necessidade constante de validação externa.

Esse processo culmina em um momento de forte carga emocional, quando Asa finalmente confronta seus sentimentos e aceita a perda dos pais, não como um fim absoluto, mas como parte de sua trajetória.

Makio Kodai, uma adulta fora do padrão

Se Asa representa o luto em construção, Makio Kodai surge como um contraponto interessante. Diferente de muitas personagens adultas em narrativas do gênero, Makio não é apresentada como alguém que precisa “se encontrar”. Ela já passou por seus conflitos, reconheceu suas dores e decidiu seguir em frente sem se prender às expectativas sociais.

Sua postura independente e, por vezes, distante, não impede que ela desempenhe um papel fundamental na vida de Asa. Pelo contrário: é justamente por não tentar se moldar a um ideal de “mãe perfeita” que Makio consegue oferecer um ambiente mais autêntico e honesto.

A relação entre as duas se desenvolve de maneira gradual, baseada em respeito mútuo e pequenas demonstrações de cuidado. Não há grandes declarações ou gestos dramáticos, o afeto se constrói nos detalhes.

Além disso, Makio também traz consigo um núcleo de personagens secundários que enriquecem a narrativa, incluindo amigos de longa data, um ex-relacionamento ainda presente e até mesmo um advogado que contribui tanto para momentos de leveza quanto para o avanço da trama.

Crítica | Journal with Witch: Um retrato sensível e realista sobre o luto e o amadurecimento
Imagem: Studio Shuka

Personagens secundários e a construção do cotidiano

Outro ponto forte de Journal with Witch está em seus personagens coadjuvantes. Longe de serem meros figurantes, eles possuem histórias próprias e contribuem ativamente para o desenvolvimento da protagonista.

A melhor amiga de Asa, por exemplo, é retratada com complexidade, enfrentando suas próprias inseguranças e desafios. Outros colegas de escola também ganham espaço, abordando temas como bullying, pressão social e identidade.

Essas narrativas paralelas ampliam o escopo da obra, mostrando que o luto e o amadurecimento não acontecem de forma isolada. Todos ao redor estão, de alguma forma, lidando com suas próprias questões, e o tempo segue para todos.

Um slice of life que valoriza o tempo

Narrativamente, Journal with Witch se destaca por seu ritmo deliberadamente lento. Trata-se de um verdadeiro slice of life, que não tem pressa em contar sua história. Cada episódio funciona como um recorte da vida das personagens, permitindo que o espectador se conecte com suas experiências de forma orgânica.

Essa abordagem pode não agradar a todos, especialmente aqueles que buscam tramas mais dinâmicas. No entanto, para quem aprecia histórias focadas em desenvolvimento emocional e relações humanas, o anime oferece uma experiência rica e envolvente.

A direção, a trilha sonora e a construção visual trabalham em harmonia para reforçar essa atmosfera introspectiva, criando momentos que ressoam além da tela.

Crítica | Journal with Witch: Um retrato sensível e realista sobre o luto e o amadurecimento
Imagem: Studio Shuka

Gamerdito: Vale a pena assistir Journal with Witch?

Mais do que contar uma história, Journal with Witch propõe uma experiência. É um anime que convida o público a refletir sobre suas próprias vivências, sobre perdas, escolhas e o tempo que passa.

Ao abordar o luto de maneira honesta e multifacetada, a obra evita clichês e entrega uma narrativa que respeita a individualidade de cada personagem. Não há respostas prontas, apenas caminhos possíveis.

O anime Journal with Witch está disponível na plataforma Crunchyroll, com exibição legendada. Para quem busca uma história sensível, realista e profundamente humana, trata-se de uma recomendação certeira.

Mattel instala He-Man de 6 metros no topo do Shopping Light em São Paulo

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A Mattel instalou um He-Man de seis metros no topo do Shopping Light, no centro histórico de São Paulo — e não, a gente não foi convidado. Chegamos aqui via release, como todo fã da velha guarda que aprende sobre as festas depois que acabam. Mas sendo honestos, se o objetivo era fazer barulho, a ação funcionou.

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Batizada de “O para-raios do He-Man”, a instalação ficou posicionada no topo do shopping no início de abril e reproduziu a pose mais icônica do Príncipe Adam: espada em punho, apontada pro céu, pronta para canalizar o poder de Grayskull. A Espada do Poder recebeu uma iluminação especial em homenagem ao bordão Eu tenho a força!, criando um espetáculo visual para quem passava pela região — e provavelmente confundindo muita gente que não cresceu nos anos 80.

Teaser da ativação oficial no topo do Shopping Light

A ativação foi pensada para promover a nova linha de produtos Mestres do Universo — porque, claro, nenhuma nostalgia chega sozinha sem um corredor de action figures atrás. As peças inspiradas no elenco do live-action estarão disponíveis nos principais pontos de venda a partir de 25 de abril, bem a tempo de o pai nostálgico convencer a si mesmo de que está comprando “pro filho”. O filme estreia em 4 de junho nos cinemas brasileiros.

He-Man no cinema — e com a voz certa

Quem cresceu assistindo ao desenho animado dos anos 80 vai apreciar uma confirmação recente Garcia Júnior, a voz clássica do He-Man na dublagem brasileira, retorna para dublar o herói no longa-metragem. A Sony Pictures confirmou a informação junto ao novo trailer do filme.

Na trama, o Príncipe Adam é separado de Eternia por 15 anos. Quando a Espada do Poder o guia de volta ao lar, ele encontra o reino dominado pelo Esqueleto. Para salvar todos, ele terá que aceitar seu destino como He-Man — o homem mais poderoso do universo.

Pode parecer fórmula. Mas para uma geração inteira que segurou uma espada de plástico e gritou o bordão para o nada, esse filme carrega um peso afetivo que vai além de qualquer nostalgia.

PS Plus Premium libera testes gratuitos de 3 jogos da Fulqrum Publishing

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Assinantes do PlayStation Plus Premium têm novidade no catálogo de trials. A Fulqrum Publishing adicionou três jogos ao PlayStation Trials, funcionalidade que permite testar versões completas por tempo limitado. O progresso feito durante o trial é transferido caso o jogador decida comprar o título depois — sem precisar começar do zero.

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São três gêneros bem diferentes na lista. Tem roguelike, FPS e RPG tático. Ou seja, dificilmente você não vai achar pelo menos um que chame atenção.

Deathless: The Hero Quest — até 3 horas de trial

O mais recente dos três, Deathless: The Hero Quest chegou ao PS5 em novembro de 2025. O jogo é um roguelike com elementos de deck-building mergulhado na mitologia eslava. Você escolhe entre quatro heróis e enfrenta o imortal Koschei em combates estratégicos que mudam a cada rodada. Três horas de trial é tempo suficiente para entender se o ritmo do jogo combina com você.

Deathless. The Hero Quest - Launch Trailer | PS5 Games

Forgive Me Father 2 — até 90 minutos de trial

Sequência do FPS lovecraftiano aclamado pela crítica, Forgive Me Father 2 chegou ao PS5 em setembro de 2025. O visual imita páginas de HQ em preto e branco com toques de cor, e o gameplay mistura ação rápida com uma mecânica de loucura que vai mudando a experiência conforme você avança. Noventa minutos é um tempo mais curto, mas já dá para sentir o clima do jogo e testar o arsenal bizarro que a Fulqrum preparou.

forgive me father 2 jogo playstation 2026
PS Plus Premium libera testes gratuitos de 3 jogos da Fulqrum Publishing 26

Fell Seal: Arbiter’s Mark — até 4 horas de trial

O mais antigo dos três e o que mais tempo oferece no trial. Fell Seal: Arbiter’s Mark é um RPG tático turn-based para quem sente falta dos clássicos do gênero. A história acompanha Kyrie, uma árbitro do Conselho Imortal que descobre uma corrupção dentro da própria ordem. O sistema de classes é profundo e a curva de aprendizado agradece as quatro horas disponíveis para explorar.

Fell Seal: Arbiter's Mark — RPG tático turn-based clássico com mundo de fantasia detalhado.
(Reprodução)

Os três títulos estão disponíveis agora no PlayStation Trials para assinantes do PS Plus Premium, sem data de encerramento divulgada.

Lançamentos do dia: os jogos que chegaram hoje, 9 de abril

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A nova semana de abril começou alguns dias e já tem novidade em jogos nas lojas digitais. O dia 9 de abril de 2026 traz uma leva de lançamentos predominantemente indie para PC e consoles. Nada que vai parar o mundo, mas tem opções interessantes pra quem gosta de explorar fora do mainstream.

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Entre os destaques estão um roguelike de palavras criado pelos pais de GoldenEye, um metroidvania japonês que finalmente chega aos consoles e até um city builder solo que saiu do Early Access após três anos de desenvolvimento. Tem coisa pra vários gostos, então vale dar uma olhada na lista completa abaixo.

Além dos lançamentos do dia, o teste aberto de Invincible VS — o fighter 3v3 baseado na série da Amazon — também começou hoje para PS5 e Xbox Series X|S e vai até 12 de abril. O lançamento completo do jogo está previsto para 30 de abril.

Beyond Words — PC, PS5, Switch, Xbox Series

Plataformas: PC, PlayStation 5, Nintendo Switch, Xbox Series X|S

Beyond Words é um roguelike estratégico focado em combinações de palavras. Vem dos criadores de GoldenEye 007 e TimeSplitters. O jogo mistura formação de palavras com decisões táticas e mais de 300 modificadores únicos. Cada rodada é diferente da anterior. Há uma demo gratuita disponível no Steam.

Beyond Words — PC, PS5, Switch, Xbox Series
(Reprodução)

FAITH: The Unholy Trinity — PS5

Plataforma: PlayStation 5

Compilação dos três capítulos do aclamado FAITH chega hoje ao PS5. O horror pixel-art ambientado no pânico satânico dos anos 80 já estava disponível no PC desde 2022, no Switch em 2024 e no Xbox Series em 2025. Agora fecha o ciclo nos consoles Sony.

FAITH: The Unholy Trinity — PS5
(Reprodução)

Pompeii: The Legacy — PC

Plataforma: PC

Construtor histórico de cidades que sai do acesso antecipado (Early Access) com a versão 1.0 completa. Desenvolvido por uma única pessoa, o jogo coloca o jogador para reconstruir Pompeia através de gerações. A campanha completa tem mais de 20 horas de conteúdo.

Pompeii: The Legacy - Full Release Trailer

Skautfold: Moonless Knight — Switch, PS5, PS4, Xbox

Plataformas: Nintendo Switch, PlayStation 5, PlayStation 4, Xbox One, Xbox Series X|S

Metroidvania de ação ambientado num palácio imperial japonês infestado de cultistas lunáticos. Já disponível no PC desde 2020, estreia hoje nos consoles por R$ 14,99. Não é necessário ter jogado os títulos anteriores da série para curtir.

Skautfold: Moonless Knight — Switch, PS5, PS4, Xbox
(Divulgação)

Arcadia Fallen 2 — PC, Switch, PS, Xbox

Plataformas: PC, Nintendo Switch, PlayStation 4, PlayStation 5, Xbox One, Xbox Series X|S

Sequência da visual novel de RPG premiada. Desta vez, o jogador assume o papel de um estudante avançado na Academia Sete Ventos. As escolhas moldam a personalidade do personagem ao longo da história.

Arcadia Fallen II | Announcement Trailer [GOG]

Viscerafest — PS5, Xbox Series

Plataformas: PlayStation 5, Xbox Series X|S

FPS arena de ficção científica chega aos consoles. Já disponível no PC desde 2025, Viscerafest coloca o jogador no papel de Caroline, uma mercenária em busca de dinheiro para o próprio casamento — e disposta a matar todo mundo no caminho. Versão Switch ainda sem data.

Viscerafest — PS5, Xbox Series
(Divulgação)

A Planet Full of Cats — PC

Plataforma: PC

Nova entrada da franquia Full of Cats, da desenvolvedora brasileira Devcats. Desta vez a aventura vai para o espaço. É um jogo de hidden object com exploração no estilo metroidvania. A série já vendeu mais de 1,5 milhão de cópias no mundo todo.

A Planet Full of Cats - Announcement Trailer

Pokémon Champions já está disponível no Nintendo Switch e Switch 2 — de graça

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Sim, chegamos um pouco atrasados nessa — mas se você é gamernéfilo de carteirinha e apaixonado por Pokémon, pode ser que nem tenha percebido. Pokémon Champions desembarcou no Nintendo Switch e no Nintendo Switch 2.

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O jogo está disponível gratuitamente na Nintendo eShop desde 8 de abril. Quem quiser vantagem extra pode comprar o bundle Pokémon Champions + Starter Pack. Ele inclui espaço adicional de armazenamento, uma música de batalha extra e outros benefícios. Jogadores do Nintendo Switch 2 têm ainda uma atualização gratuita disponível. Ela melhora a qualidade gráfica e deixa tudo mais nítido na nova geração.

Batalhas clássicas com novidades

A proposta são batalhas por turnos com mecânicas conhecidas. Tipos, habilidades e movimentos estão todos presentes. A versão mobile também está a caminho, com suporte a cross-platform entre Switch e celular.

A integração com o Pokémon HOME também está confirmada. É possível importar Pokémon de jogos anteriores da série e até do Pokémon GO.

Mega Evoluções inéditas

Três Pokémon de Pokémon Legends: Z-A chegam com habilidades nunca vistas:

  • Mega Meganium tem Mega Sol — age como se o clima fosse de sol forte
  • Mega Emboar possui Mold Breaker — ignora as habilidades do adversário
  • Mega Feraligatr traz Dragonize — transforma ataques Normais em Dragon e aumenta o poder em 20%

Quem tem Chesnaught, Delphox, Greninja ou Eternal Flower Floette no HOME também pode resgatar as Mega Stones deles. Basta trazê-los como visitantes e verificar a caixa de correio do jogo.

Bônus por tempo limitado

Acesse Pokémon Champions até 31 de agosto de 2026 e ganhe um Dragonite e 100 Quick Coupons. Pelo Battle Pass da primeira temporada, dá para desbloquear a Dragoninite Stone. Com ela, o Dragonite pode realizar a Mega Evolução.

Competitivo oficial

O torneio Warm-up Challenge já está rolando. As inscrições ficam abertas até 12 de abril. Dispute ao menos três partidas com uma vitória ou derrota e resgate um Gardevoir e 100 Quick Coupons.

magem oficial de Pokémon Champions, equipe para montar
(Reprodução)

No circuito oficial, Champions estreia no Campeonato Regional de Indianápolis de 29 a 31 de maio. Na sequência vem o Campeonato Internacional da América do Norte, de 12 a 14 de junho.

Enfim, por fim, Pokémon Champions está disponível gratuitamente na Nintendo eShop para Nintendo Switch e Nintendo Switch 2.

Pokémon Pokopia ganha atualização 1.0.3 com correção de bugs graves

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A The Pokémon Company lançou nesta semana a versão 1.0.3 de Pokémon Pokopia, exclusivo do Nintendo Switch 2. A atualização corrige uma série de bugs que bloqueavam o avanço em missões específicas e causavam falhas visuais durante a jogatina.

O patch chega cerca de um mês após a versão 1.0.2 e é o terceiro update do jogo desde o lançamento.

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O que muda na versão 1.0.3

A principal melhoria resolve um problema no Pokédex: Pokémon cujos habitats haviam desaparecido não eram encontrados pela função de busca, mesmo estando disponíveis no jogo.

Além disso, os seguintes bugs foram corrigidos:

  • Viajar para uma Ilha dos Sonhos em certas condições redirecionava o jogador para a Cidade de Pallet sem possibilidade de retorno
  • A tela ficava completamente escura ao trocar de cidade ou com a virada da data no jogo
  • Certas ações impediam a realocação de habitats de Pokémon permanentemente
  • Construções ficavam presas e só avançavam com a mudança de data
  • Na Praia Sombria, uma sequência específica travava a missão “Fortaleça a estação de recarga!”
  • Nas Terras Celestes Brilhantes, o Pokémon auxiliar de construção desaparecia, bloqueando a missão de reconstrução do grande edifício
  • Nas Ilhas de Nuvem, Pokémon sazonais sumiam da cidade após determinadas ações
  • A criação de novas Ilhas de Nuvem retornava erro e não concluía o processo

Um bug de vibração contínua do controle foi parcialmente corrigido — a frequência diminuiu, mas o problema ainda não foi totalmente resolvido.

A Pokémon Company confirma que jogadores que já se depararam com essas situações terão os problemas resolvidos automaticamente ao instalar o update. Pokémon Pokopia está disponível exclusivamente desde 6 de março de 2026 para Nintendo Switch 2.

Samson: um jogo que deveria ter sido lançado no acesso antecipado

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Tyndalston não é uma cidade de Driver ou de Grand Theft Auto (GTA), mas também Samson não é dos escritos antigos que chegou aos PCs. O jogo criado por Christopher Sundberg (ex-Just Cause), responsável pelo estúdio Liquid Swords, fez parece que ex-desenvolvedores não estão acertando. Acessando o Metacritic, agregador de reviews de jogos, os críticos não foram generosos, atribuindo nota 48/100 com base em 15 análises de veículos especializados. Enquanto isso, na plataforma SteamDB, que reúne estatísticas de jogos, Samson registrou apenas 2.7 mil jogadores simultâneos.

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Se pegar dez desenvolvedores que, ao sair de estúdios que trouxeram para a indústria dos jogos títulos consagrados e aclamados, tentaram um “go-solo”, pouquíssimos conseguiram acertar no primeiro título. Exemplo: John Romero, um dos dinossauros da indústria — após Doom, Quake e Wolfenstein 3D na época da id Software —, nunca mais conseguiu emplacar nada na indústria que fizesse seu nome na geração atual. Tentou Daikatana em 2000, que parecia mais o lendário álbum Chinese Democracy do Guns N’ Roses que demorou mais de uma década para ser lançado, como já abordamos aqui em alguma publicação do nosso site.

Imagem de destaque do jogo Samson, cenário interno de um bar
(Reprodução)

Comparativo com outros desenvolvedores consagrados

E Romero não foi o único. Bill Roper, um dos rostos por trás de Diablo, fundou a Flagship Studios e entregou Hellgate: London em 2007 — saiu incompleto, cheio de bugs, e o estúdio faliu em menos de um ano. Peter Molyneux, criador de Populous e Fable, prometeu revolucionar os god games com Godus em 2013, arrecadou mais de meio milhão de libras no Kickstarter e entregou um jogo que nunca saiu do Early Access, sendo removido da Steam dez anos depois sem cerimônia.

Glen Schofield, pai de Dead Space, investiu mais de US$ 160 milhões em The Callisto Protocol em 2022 — precisava de 5 milhões de cópias para lucrar, vendeu 2 milhões, e deixou o próprio estúdio menos de um ano depois. Tim Morten e Tim Campbell, veteranos de StarCraft II e Warcraft III, levantaram US$ 43 milhões, prometeram o sucessor espiritual de StarCraft com Stormgate e no pico tiveram 5.000 jogadores simultâneos no Steam — dois meses depois mal passavam de 200, e em 2026 os servidores foram encerrados.

Ian Bell, criador da série Project CARS, fundou a Straight4 Studios e lançou Project Motor Racing em novembro de 2025 com avaliações “Muito Negativas” no Steam — menos de duas semanas depois já demitiria parte do staff. Os fundadores da Rocksteady, responsáveis pela trilogia Batman: Arkham, passaram sete anos fazendo Suicide Squad: Kill the Justice League e entregaram um prejuízo de US$ 200 milhões para a Warner em 2024. No mesmo ano, ex-desenvolvedores da Bungie lançaram Concord pela PlayStation — oito anos de desenvolvimento, 14 dias no ar, 25 mil cópias vendidas no total, estúdio fechado.

Fiona Sperry e Alex Ward, criadores do Burnout na Criterion, tentaram reviver a franquia com Wreckreation em 2025 — pico de 199 jogadores no Steam, todo o staff em aviso de demissão dois meses depois. E fechando a lista por enquanto, Leslie Benzies, produtor histórico de GTA, despejou £233 milhões em MindsEye — Metacritic 37, 160 mil cópias vendidas, 250 funcionários demitidos e o fundador culpando sabotadores em reunião geral.

Este é apenas um dos exemplos clássicos e recentes da indústria dos games, quando seus desenvolvedores acreditam mais nos próprios sonhos do que nas reais possibilidades.

A questão de Samson é: como ele deveria ter sido lançado no atual estágio?

Quem jogou percebe que graficamente o jogo não é feio no estilo visual com seu pano de fundo. Contudo, ao olhar para o jogo, sua otimização parece instigante. O problema é que bugs claros são observáveis. Nos confrontos de corpo a corpo, há momentos em que o personagem é uma mistura de Chuck Norris com o ex-jogador italiano Andreas Pirlo — ele continua na posição de combate mesmo após o término dos confrontos. Mas isso são detalhes, considerando que os jogos AAA de hoje são lançados com inúmeros problemas, recebendo gigas de atualizações de day one e nos meses que sucedem o lançamento.

Imagem de destaque do jogo Samson, problemas do jogo e seus bugs
(Reprodução)

A vontade do seu desenvolvedor de tentar trazer uma separação do Just Cause — ao qual é conhecido — acabou não resultando em um jogo com identidade própria, ficando muito similar a títulos como o clássico Driver, com pequenas inspirações em Mafia, Sleeping Dogs e Grand Theft Auto. O preço do jogo é justo pelo que é entregue, mas infelizmente ele entrará, se não houver modificações urgentes, no mesmo patamar de MindsEye. Seria mais justo se o estúdio tivesse realmente colocado o título no Acesso antecipado no Steam — não é desculpa, pois há milhares de jogos que fazem isso e vendem muito bem.

O acesso antecipado tem uma lista longa de sucessos que provam que o modelo funciona quando feito com honestidade. DayZ entrou no Early Access em 2013 vendendo 400 mil cópias na primeira semana — era um jogo de sobrevivência bugado que praticamente inventou o gênero battle royale antes do battle royale existir, e mais de dez anos depois ainda quebra recordes de jogadores simultâneos. Rust entrou no acesso antecipado em dezembro de 2013 como um clone confessado de DayZ e, ainda na fase de pré-lançamento, já tinha vendido mais de 5 milhões de cópias em 2017.

ARK: Survival Evolved chegou ao Early Access em 2015 montado em dinossauros — literalmente — e vendeu 1 milhão de cópias em menos de um mês, atingindo mais de 16 milhões de unidades no Steam ao longo dos anos. Kerbal Space Program entrou no Early Access do Steam em 2013 como um simulador de foguetes criado por um estúdio mexicano independente, foi adotado pela comunidade científica e por educadores no mundo inteiro e acabou sendo comprado pela Take-Two Interactive. RimWorld ficou cinco anos em Early Access — de 2013 a 2018 — desenvolvido por praticamente uma pessoa só e se tornou um dos simuladores de colônia mais vendidos e melhor avaliados da história do Steam.

Deep Rock Galactic entrou no acesso antecipado em 2018 como um shooter cooperativo de anões minerando em cavernas alienígenas e, ao sair do Early Access em 2020, já tinha construído uma base sólida — chegando a 8 milhões de cópias vendidas nos anos seguintes.

Valheim foi lançado em Early Access em fevereiro de 2021 por um time de cinco pessoas e vendeu 3 milhões de cópias nos primeiros 17 dias, com quase 500 mil jogadores simultâneos no Steam; superando GTA V e Apex Legends. Hades ficou quase dois anos em Early Access na Epic Games Store sendo refinado com feedback direto da comunidade antes de sair completo em 2020 — virou um dos jogos mais premiados da história e referência absoluta de como o modelo deveria funcionar.

Baldur’s Gate 3 entrou no Early Access em outubro de 2020 com apenas um ato disponível e inacabado — mesmo assim vendeu 2,5 milhões de cópias antes do lançamento completo em agosto de 2023. Hoje tem mais de 20 milhões de cópias e Metacritic 96.

E Schedule 1 é o mais recente da lista — entrou no Early Access em março de 2025 custando menos de R$ 60, praticamente o mesmo preço de Samson, desenvolvido por uma pessoa só, e em poucos dias já tinha mais de 400 mil jogadores simultâneos no Steam. Tornando-se um dos maiores lançamentos em acesso antecipado da plataforma.

magem de destaque do jogo Samson, cena do jogo com carros
(Reprodução)

O preço de lançamento está excelente e, com certeza, se fosse informado que não se tratava de uma versão final — considerando os desenvolvedores envolvidos —, certamente receberia apoio. Evidentemente, estratégias de prazos apertados e pressão pelo lucro fazem com que estúdios acabem lançando antes do tempo. Entretanto, lançar betas e demos para receber feedbacks teria proporcionado melhor visibilidade e uma maior “empatia” da comunidade com o jogo. Agora, reanimar o interesse dos futuros jogadores que poderiam comprar este título pode não ter a mesma aclamação. Se não pouparam críticas para Cyberpunk 2077 — que até a PlayStation Store utilizou de reembolsos —, o que dirá um jogo de estúdio desconhecido receber respeito dos usuários?

A Liquid Swords terá que correr contra o tempo para ajustar todos os feedbacks dos jogadores no PC — e a Steam está repleta de comentários. Para sobreviver, está é a única solução! Como mencionei, estúdios AAA lançam seus blockbusters com problemas. Aqui o caso é outro: quando um título lança com problemas de desempenhos, ajustes como o recente Crimson Desert e a desenvolvedora sabe desses problemas mas as vendas foram boas, eles praticamente acabam ajustando quase todos os bugs —; e sabemos que não são todos resolvidos. Agora, se é uma empresa que talvez tenha hipotecado seus próprios imóveis para lançar o jogo dos seus sonhos, a história muda.

samson jogo gameplay luta detalhes 2026
Samson: um jogo que deveria ter sido lançado no acesso antecipado 43

Desejamos que tudo seja resolvido e que os jogadores consigam aproveitar Samson — que aqui não possui cabelo tão longo e cujas forças parecem não vir dele. Mantenha-se vivo e vire uma franquia para se eternizar na indústria dos jogos. O título está disponível para PC Windows desde 8 de abril de 2026 na plataforma Steam.